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Thursday, August 18, 2011
pára com isso, que qualquer dia os leitores ficam fartos de serem redireccionados para ali.
Mas a minha crónica preferida, que anda comigo para todo o lado, que estava na parede do meu quarto em Roma, que tinha a duplicar mas perdi uma delas e que agora está no caderno encarnado, essa mesmo, está aqui outra vez. Em reposição. E passado estes três ou quatro anos ainda acho que devia ser verdade. Que [quando se gosta de alguém] "nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós."
Tuesday, August 16, 2011
diz-lhes que o acaso é mera coincidência
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não fui eu que disse mas podia ter sido,
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Sunday, June 26, 2011
Friday, March 11, 2011
Yezzy taught me
We walk away like strangers in the street,
Gone for eternity, we erased each other,
So far from where we came with so much of everything,
How do we leave with nothing?
Gone for eternity, we erased each other,
So far from where we came with so much of everything,
How do we leave with nothing?
Kanye West - Blame Game
Thursday, January 27, 2011
i'm finally rid of the jetlag
E ali estava eu a fazer do mundo metáfora do meu umbigo enquanto elas riam por cima de tudo isto. A pensar que a solidão é como uma dieta: como cura pode ser necessária, como excesso pode ser mortal. Estar só é não ter quem nos levante, mas é também estar livre de quem nos derrube. E eu indeciso sobre a maior falta que me faz. Se o perigo de quem me atire ao chão, se o conforto de quem me levante. Talvez de ambos, talvez das duas e de uma só coisa. Talvez só se consiga estar só estando à espera de alguém. Talvez. Não sei. Na dúvida, voto em branco.João Pedro Oliveira in Outlook, 14.01.2010
Tuesday, January 11, 2011
último post em directo
Our hero withdrew, when there was two
He could not choose one, so there was none.Kings of Convenience - The Build-Up

Sunday, November 28, 2010
i left my head and my heart on the dancefloor.

Somos armazéns para guardar tudo o que vivemos.
Somos a soma de todas as parcelas que chegam ao nosso balcão.
Recolectores, fomos ensinados a acumular e aprendemos sozinhos a seleccionar, processar e reduzir. Uns melhores que outros.
Com tudo guardado nada se estraga dentro de nós - a não ser o receptáculo. Para continuarmos a aprender temos de dar largas e largar uns quantos monos. Para não esquecer não nos podemos lembrar de tudo.
- in Lux nº7, Dez 2010
Tuesday, November 09, 2010
seguir os conselhos de quem sabe

"Sair dos dias. Não dormir. Não falar com ninguém. Ficar de fora do lá de fora. Ocupar o coração. À força. Ser como ele. É muito bom e faz muito bem.
Espera-se um bocadinho e, pouco a pouco, ele começa a correr para dentro de nós, aflito por atenção. Traz as coisas que adiámos, em que não reparámos, que não tivemos tempo de cuidar. E primeiro vêm as mágoas. A felicidade que recusámos. Sem saber. Sempre sem saber. A tristeza que fugimos. Voltam. É muito bom e faz muito bem.
Sair de nós. Cair nos outros. Não escrever. Ler. Não pensar. Lembrar. Os amigos quietos. O murmúrio do riso que riram. A família parada. O colo onde cabe a cabeça. O amor adormecido. Estas coisas acordam. E sossega saber que nós não somos nada sem eles. E mesmo com eles, quase nada. Escravos de carinhos somos nós, seguindo atrás, de braços abertos, numa fila sem fim. É muito bom e faz muito bem.
Sair dos trabalhos, do dinheiro, das palavras que nada querem ou conseguem dizer. Fazer gazeta. Faltar. Desobedecer. É um trabalho também. Não ir. Não responder. Não entregar. É cumprir também. Desmergulhar. Desfazer. Desacontecer. São tarefas também. Ainda mas difíceis, talvez.
É muito bom e faz muito bem.
Sair da ordem. Cair na doçura do acaso. Trocar de caos. Descer. Vestir a mesma roupa. Não fazer a barba. Beber. Fumar. Sem pausa. Sem razão. Ceder. Emergir. Abandalhar. Fazer o que não se está a fazer. Esticar a corda. Não atender. Desarrumar os livros. Passear pela casa como se fosse uma cidade destruída. Estragar.
É muito bom e faz muito bem.
Sair da vontade. Cair na estupidez. Não descansar. Ver televisão numa língua que não se compreende. Forçar. Esquecer.
Fazer o que não apetece fazer. Contrariar. Confundir. Comer atum de conserva com uma colher. Pôr o despertador para tocar mal se comece a adormecer. Dizer disparates em voz alta."Todos agora". Virar o bico ao pego. Arrepiar. Arrepender. É muito bom e faz muito bem.
Sair do corpo. Cair na alma. De chapão. Sem ver nada à frente. Receber os mistérios. Sem cerimónias. Sem compreender. Ser absorvido. Subjugado. E agradecer. Perder o norte, o fio, os sentidos. E gostar. Divertir. Desprender. Chafurdar na lama. Acriançar. Rir. Começar a chorar. Ser levado, enlevado, enganado, desprotegido, confuso, cruel. Desviado. É muito bom e faz muito bem.
Sair da vida. Cair na morte. Sofrer. Iludir. Acabar. Permanecer na cama. Pensar em tudo o que se faz como se fosse a última vez. Esmorecer. Querer voltar atrás e fingir que já não se pode. Confessar. Pedir. Esvaziar. Ter pena de quem se foi e do que se fez. Rejeitar o perdão, a redenção, a última oportunidade. É muito bom e faz muito bem.
É tão bom e faz tanto bem que, às vezes, cada vez mais, não apetece regressar. Tanto que só nos resta levantarmo-nos de onde caímos e, deixando-nos conduzir por tudo o que nos tolheu os passos desde o dia em que começámos a errar, na contramão das nossas almas, só nos resta procurar um sítio onde a nossa ida não se reconhece, não se aceita, não faz sentido, e entrar.
Entrar aqui. Daqui de onde nunca se sai. E ficar."
- MEC
Wednesday, November 03, 2010
sempre que não apanho o jornal ele escreve qualquer coisa que me tira o ar
"Ouçam, a paixão não faz fretes, ninguém quando está apaixonado liga para a outra pessoa porque tem que ser. Na paixão não tem que ser, é. Já o amor é o que se sabe, uma folha de cálculo, organizadinho, com a camisa aos quadradinhos, risquinho ao meio no cabelo, um exemplo para a família, bravo, bravo! Pois a paixão também o pode ser. E está na altura de não a subestimarmos mais. Alguém que diga que está apaixonado por outra, não pode ser tratado como se fosse um amante. A paixão pode também nunca morrer, pode ser para sempre, sem precisar dessa coisa do amor. A paixão é independente, é música alternativa. O amor é hit parade, é sucesso na rádio cidade. "F.A. in Metro, 03.11.2010
Wednesday, October 13, 2010
ora nem mais
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não fui eu que disse mas podia ter sido,
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Tuesday, October 12, 2010
isto diz no flyer do Lux deste mês

A oportunidade não faz nada que tu não faças.
As consequências precisam sempre de um primeiro passo,
por mais inconsequente que seja.
Vê-las passar tem graça mas não bate a glória de as agarrar.
Deixa-te de merdas e oferece-te ao quilo,
oferece-te àquilo que queres.
Não te percas nem percas peso a repensar.
Este mês aprende a não perder uma oportunidade.
As consequências precisam sempre de um primeiro passo,
por mais inconsequente que seja.
Vê-las passar tem graça mas não bate a glória de as agarrar.
Deixa-te de merdas e oferece-te ao quilo,
oferece-te àquilo que queres.
Não te percas nem percas peso a repensar.
Este mês aprende a não perder uma oportunidade.
E agora vamos tentar tirar conclusões disto. Hmm...
Monday, October 11, 2010
queridos amigos (e desculpem o palavrão):
Não se preocupem. Eu perdoo todas as vossas incompreensões tal como sei que perdoam as minhas neurinhas. Agora percebo.É que um sábio que me é muito querido escreveu uma vez que "O amor é fodido. Os outros, frequentemente, deixam de existir. São muitos. Não percebem nada. Querem ajudar sem se darem ao trabalho, que levaria anos, de tentar perceber."* - e from where I'm standing, acho que ele tinha razão.
Quer também isto dizer que gosto muito de vocês, I do.
*após a tão famosa frase terão os meus amigos óbiamente percebido que me estou a referir ao Miguel Esteves Cardoso
Wednesday, October 06, 2010
desculpem mas é mesmo preciso transcrever tudo

É mentira essa coisa de que somos iguais desde que nascemos. Eu recuso esta ideia. Nós somos a vida que levamos e como se isso fosse uma qualquer operação cirúrgica, vamo-nos transformando e ficando diferentes. Se o tempo não passasse nem andasse em frente, se não crescêssemos, nem falássemos, nem saíssemos de casa, talvez ficássemos mais iguais ao que éramos no primeiro dia. Mas a partir do momento, em que os dias passam e se sucedem, alteramo-nos. Para o bem. E para o mal.
Não sei se já terei dito isto, se calhar já disse, mas vejo as pessoas, todas as pessoas, como um qualquer computador, que à medida que vai sendo utilizado, vai alojando alguns vírus. Os vírus são as outras pessoas que nos passam, o que nos acontece na sequência disso, o que nos dizem, as injustiças, as blasfémias, também a glória e as festas, e sobretudo as horas que não devíamos ter vivido e que nos marcaram porque estávamos ali. Só isso. As pessoas deviam vir com antivírus, podia ser o Norton que dizem ser o mais eficaz, podia ser outro qualquer se quiserem assim, desde que com ele nada nos afectasse, processasse rápido mesmo que andasse por caminhos considerados perigosos. Por isso, acho que a vida devia ser igual a um vigilante e impiedoso sistema de protecção de um computador, ao mínimo passo em campo estranho, uma pergunta nos fariam: Tem a certeza que quer ir por aí? Este caminho pode ter um vírus perigoso.
Mas nem sempre temos a certeza que não queremos ir por ali. E ao arriscarmos, ao experimentarmos caminhos e pessoas diferentes, no fundo ao vivermos, vamos por vezes sendo infectados por isso. Daí que há quem seja uma virose em pessoa. Olho para elas e digo “Aquela pessoa está cheia de vírus!” e ao dizer isto, vou correndo como posso.
Por isso recuso a ideia de que somos sempre iguais, o homem que hoje vos escreve, já não será o mesmo quando o lerem. Há pessoas que são umas de manhã e outras ao final da tarde. Dizia-se por exemplo que o antigo presidente do Benfica Manuel Vilarinho era uma outra pessoa depois do almoço. E sabem que mais? Eu acredito. Do mesmo modo, que afirmam que o Deco terá passado por este mesmo clube sem que este tivesse reconhecido o seu talento. Isto é mentira. Porque era um outro Deco que por lá passou e por isso não foi visto. Ou acham que o Figo do Pastilhas era o mesmo do Barcelona? Ou que a Alexandra Lencastre da Rua Sésamo era a mesma das novelas? Ou que o Monstro das Bolachas, enfim. Daqui que ninguém seja igual para sempre. São os dias e os vírus em cada um deles, que nos tornam diferentes.
Não sei se já terei dito isto, se calhar já disse, mas vejo as pessoas, todas as pessoas, como um qualquer computador, que à medida que vai sendo utilizado, vai alojando alguns vírus. Os vírus são as outras pessoas que nos passam, o que nos acontece na sequência disso, o que nos dizem, as injustiças, as blasfémias, também a glória e as festas, e sobretudo as horas que não devíamos ter vivido e que nos marcaram porque estávamos ali. Só isso. As pessoas deviam vir com antivírus, podia ser o Norton que dizem ser o mais eficaz, podia ser outro qualquer se quiserem assim, desde que com ele nada nos afectasse, processasse rápido mesmo que andasse por caminhos considerados perigosos. Por isso, acho que a vida devia ser igual a um vigilante e impiedoso sistema de protecção de um computador, ao mínimo passo em campo estranho, uma pergunta nos fariam: Tem a certeza que quer ir por aí? Este caminho pode ter um vírus perigoso.
Mas nem sempre temos a certeza que não queremos ir por ali. E ao arriscarmos, ao experimentarmos caminhos e pessoas diferentes, no fundo ao vivermos, vamos por vezes sendo infectados por isso. Daí que há quem seja uma virose em pessoa. Olho para elas e digo “Aquela pessoa está cheia de vírus!” e ao dizer isto, vou correndo como posso.
Por isso recuso a ideia de que somos sempre iguais, o homem que hoje vos escreve, já não será o mesmo quando o lerem. Há pessoas que são umas de manhã e outras ao final da tarde. Dizia-se por exemplo que o antigo presidente do Benfica Manuel Vilarinho era uma outra pessoa depois do almoço. E sabem que mais? Eu acredito. Do mesmo modo, que afirmam que o Deco terá passado por este mesmo clube sem que este tivesse reconhecido o seu talento. Isto é mentira. Porque era um outro Deco que por lá passou e por isso não foi visto. Ou acham que o Figo do Pastilhas era o mesmo do Barcelona? Ou que a Alexandra Lencastre da Rua Sésamo era a mesma das novelas? Ou que o Monstro das Bolachas, enfim. Daqui que ninguém seja igual para sempre. São os dias e os vírus em cada um deles, que nos tornam diferentes.
do mesmo de sempre, 06.10.2010 in Metro
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Monday, September 20, 2010
"Addiction is the hallmark of every infatuation-based love story. It all begins when the object of your adoration bestows upon you a heady, hallucinogenic dose of something you never even dared to admit that you wanted – an emotional speedball, perhaps, of thunderous love and roiling excitement. Soon you start craving that intense attention, with the hungry obsession of any junkie. When the drug is withheld, you promptly turn sick, crazy and depleted (not to mention resentful of the dealer who encouraged this addiction in the first place but who now refuses to pony up the good stuff anymore – despite the fact that you know he has it hidden somewhere, goddamn it, because he used to give it to you for free). Next stage finds you skinny and shaking in a corner, certain only that you would sell your soul or rob your neighbors just to have that thing even one more time. Meanwhile, the object of your adoration has now become repulsed by you. He looks at you like you’re someone he’s never met before, much less someone he once loved with high passion. The irony is, you can hardly blame him. I mean, check yourself out. You’re a pathetic mess, unrecognizable even to your own eyes."
Elizabeth Gilbert in Eat, Pray, Love
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Sunday, September 12, 2010
‘You know, I missed you terribly, Lo.’
“I did not. Fact I’ve been revoltingly unfaithful to you, but it does not matter one bit, because you’ve stopped caring for me, anyway.”
“I did not. Fact I’ve been revoltingly unfaithful to you, but it does not matter one bit, because you’ve stopped caring for me, anyway.”
Vladimir Nabokov in Lolita
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Wednesday, September 01, 2010
resquícios da noite do cinema brasileiro
CABELEIRA: Então é o seguinte: vou te mandar uma letra invocada agora: acho que meu coração te escolheu, morou? Quem escolhe é o otário do coração, e quando eu te vi meu relógio despertou pensando que era manhã de sol.BERENICE: Tu tá é de conversa fiada, rapá… Coração de malandro bate é na sola do pé e não desperta, não, fica sempre na moita!
CABELEIRA: Pô, mina… Já viu falar em amor à primeira vista?
BERENICE: Malandro não ama, malandro só sente desejo.
CABELEIRA: Assim não dá nem pra conversar…
BERENICE: Malandro não conversa, malandro desenrola uma idéia!
CABELEIRA: Pô, tudo que eu falo, você mete a foice!
BERENICE: Malandro não fala, malandro manda uma letra!
CABELEIRA: Vou parar de gastar meu português contigo.
BERENICE: Malandro não pára, malandro dá um tempo.
CABELEIRA: Falar de amor com você é barra pesada.
BERENICE: Que amor nada, rapá. Tu tá é de sete-um!
CABELEIRA: Malandro vira otário quando ama.
Wednesday, August 25, 2010
nem de propósito
Isto, mesmo depois de ter escrito o post anterior.
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Thursday, July 29, 2010
pensamento via Manic Street Preachers:
this is not war. it's just the end of love.
Sunday, July 04, 2010
estou a reler o meu livro preferido

Ela está muito bem sozinha. O mal dela é ter pena. Há um homem em que pensa. Um diferente. Nunca disse que a compreendia. Nunca disse que queria conhecê-la. Nem sequer que a amava.
Miguel Esteves Cardoso in A Vida Inteira
Wednesday, June 30, 2010
esta sempre foi a minha segunda parte preferida
Alice: Will you hold me? I amuse you, but I bore you.Dan: No, no.
Alice: You did love me?
Dan: I’ll always love you. I hate hurting you.
Alice: Why are you?
Dan: Because I’m selfish. And I think I’ll be happier with her.
Alice: You won’t. You’ll miss me. No one will ever love you as much as I do. Why isn’t love enough?
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