...com um mail que diz "Benfica é maior que os Radiohead"?
Quão ridículo é isto será necessariamente a minha segunda pergunta. Enfim.
Wednesday, January 27, 2010
o que é que se pode esperar de um dia que começa
Monday, January 25, 2010
é porque eles são os maiores

Almoço no Restelo, apanhar sol em Belém, tratar de assuntos inadiáveis, pôr a vida a andar, telefonemas de horas, mensagens inesperadas, tirarem-me de casa, fazerem-me rir, obrigarem-me a comer um gelado, ouvirem os meus desabafos, zangarem-se comigo por eu ser uma monga e darem-me um abraço gigante e vai ficar tudo bem.
Obrigada. It was all I needed.
Sunday, January 24, 2010
continuando a citar o Chico, "agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim":
JASÃO: Você sabe… eu não tenho cara pra chutar vocês pra córner… É sacanagem que eu não vou fazer. Mas também veja o meu lado: Cedo ou tarde a gente ia ter que separar.
JOANA: Acalmar é claro… é dever do injustiçado manter sempre a cabeça fria, a qualquer custo. Enquanto que a raiva, é um privilégio do injusto, por isso é que você tá tão qualificado a gritar comigo e pedir calma em resposta.
JASÃO: (…) Acabou-se a partida, não deu, paciência… Cada qual vai pró seu canto, chora um bocadinho e depois de mais um tanto começa a sua vida de novo…
JOANA: Eu, vaidosa, orgulhosa de ti, Jasão, era feliz, eu era feliz, porque o que eu não imaginava (…) é que estava desperdiçando o meu alento, estava vestindo um boneco de farinha.
JASÃO: Você é viagem sem volta, Joana. Agora eu vou contar pra você, sem rancor, sem sacanagem, porque é que eu tinha que te abandonar: Você tem uma ânsia, um apetite que me esgota. Ninguém pode viver tendo que se empenhar até o limite de suas forças, sempre, pra fazer qualquer coisa. (…) Só que, Joana, a vida também é jogo, é samba, é piada, é risada, é paz. Pra você não, Joana, você é fogo. Está sempre atiçando essa fogueira, está sempre debruçada pró fundo do poço, na quina da ribanceira, sempre na véspera do fim do mundo. Pra você não há pausa, nada é lento, pra você tudo é hoje, agora, já, tudo é tudo, não há esquecimento, não há descanso, nem morte não há. Pra você não existe dia santo e cada segundo parece eterno. Foi por isso mesmo que eu te amei tanto, porque, Joana, você é um inferno. Mas agora eu quero refresco, calma, o que contigo nunca consegui, nunca, nem um minuto.
JOANA: Acalmar é claro… é dever do injustiçado manter sempre a cabeça fria, a qualquer custo. Enquanto que a raiva, é um privilégio do injusto, por isso é que você tá tão qualificado a gritar comigo e pedir calma em resposta.
JASÃO: (…) Acabou-se a partida, não deu, paciência… Cada qual vai pró seu canto, chora um bocadinho e depois de mais um tanto começa a sua vida de novo…
JOANA: Eu, vaidosa, orgulhosa de ti, Jasão, era feliz, eu era feliz, porque o que eu não imaginava (…) é que estava desperdiçando o meu alento, estava vestindo um boneco de farinha.
JASÃO: Você é viagem sem volta, Joana. Agora eu vou contar pra você, sem rancor, sem sacanagem, porque é que eu tinha que te abandonar: Você tem uma ânsia, um apetite que me esgota. Ninguém pode viver tendo que se empenhar até o limite de suas forças, sempre, pra fazer qualquer coisa. (…) Só que, Joana, a vida também é jogo, é samba, é piada, é risada, é paz. Pra você não, Joana, você é fogo. Está sempre atiçando essa fogueira, está sempre debruçada pró fundo do poço, na quina da ribanceira, sempre na véspera do fim do mundo. Pra você não há pausa, nada é lento, pra você tudo é hoje, agora, já, tudo é tudo, não há esquecimento, não há descanso, nem morte não há. Pra você não existe dia santo e cada segundo parece eterno. Foi por isso mesmo que eu te amei tanto, porque, Joana, você é um inferno. Mas agora eu quero refresco, calma, o que contigo nunca consegui, nunca, nem um minuto.
- Chico Buarque, in Gota d'Água
Friday, January 22, 2010
adivinhem lá
a que é que o meu humilde estudo de espanhol se reduziu?(S. se aqui vieres, estou a ver o filme. Pode ser que o Almodóvar me ensine alguma coisa mais que a Aula Internacional 3!)
Saturday, January 16, 2010
coisas que eu quero muito ver em 2010 #2
É que hoje à noite vou mesmo ver a #1 da lista. Amanhã logo vos digo.
Friday, January 15, 2010
rock the house
Este carrossel em que me encontro não é nada bom para cardíacos. Ainda há três dias estava numa descida a pique, cheia de medo e quase a chorar (bom, por dentro, com os nervos, claro!) e agora woosh! Estamos a subir outra vez. Eu sei eu sei, as subidas são mais lentas. E o fim da viagem nunca é cá em cima... Mas enquanto os dias correrrem assim, muito obrigada, quero continuar aqui - até tiro os braços para fora do carrinho na próxima descida.A minha teoria de que as boas notas frequentes habituam mal os pais é extensível a mim. Olhem agora, com uma (in)esperada, como tudo na vida ficou melhor! Até fez sol, ontem. (esta adorava dizer que era também extensível a hoje mas a minha sorte é limitada)
Wednesday, January 13, 2010
isto para mostrar que quando se encosta uma porta…
… a vida põe-nos, tal qual à Alice, uma chavezinha à frente. «Use me». E as janelas abertas? Nada disso. A minha chave é a chave do alçapão. Queres cair? Go ahead. É só um empurrãozinho. Mas está fechado há imenso tempo, já nem me lembro do que é que guardei lá…
Ontem passei o dia a interpretar a minha própria versão do without you, e foi de tal maneira que até há bocado quando vinha para casa a rádio me põe a Mariah a cantar o dito. Maravilhoso. Drama exponencial. A minha sorte é que hoje estava bem-disposta. Dentro dos limites do razoável e da economia internacional, claro. Apanhei um atalho para fugir ao trânsito e eis senão quando o vejo ao lado da sua mota. «Mudaste de carro, não mudaste?» Yes, darling, espatifei o outro, lembras-te? Lembro. Combinamos. Bora aí. Tenho coisas para te contar. Eu também.
Estou a tentar perceber o porquê de a chave do alçapão me ter caído nas mãos. É para abrir ou para perceber que o caminho que eu quero é pela porta? É para perceber que afinal a porta se está a trancar e que tenho que procurar uma saída, logo esta é a mais simples? Provisória, pelo menos, que ninguém vive na cave para sempre. Ou simplesmente para o fechar e contar as janelas que posso abrir? Complicada, esta. De qualquer maneira, já me animou. Gosto sempre de uma boa esfregazinha ao meu ego, que agora bem preciso. Foi de tal ordem que o senhor Vítor até ficou a olhar para mim enquanto eu estacionava o meu carro e cantava a tal musiquinha aos berros. I can’t live, if living is without you.
Ontem passei o dia a interpretar a minha própria versão do without you, e foi de tal maneira que até há bocado quando vinha para casa a rádio me põe a Mariah a cantar o dito. Maravilhoso. Drama exponencial. A minha sorte é que hoje estava bem-disposta. Dentro dos limites do razoável e da economia internacional, claro. Apanhei um atalho para fugir ao trânsito e eis senão quando o vejo ao lado da sua mota. «Mudaste de carro, não mudaste?» Yes, darling, espatifei o outro, lembras-te? Lembro. Combinamos. Bora aí. Tenho coisas para te contar. Eu também.
Estou a tentar perceber o porquê de a chave do alçapão me ter caído nas mãos. É para abrir ou para perceber que o caminho que eu quero é pela porta? É para perceber que afinal a porta se está a trancar e que tenho que procurar uma saída, logo esta é a mais simples? Provisória, pelo menos, que ninguém vive na cave para sempre. Ou simplesmente para o fechar e contar as janelas que posso abrir? Complicada, esta. De qualquer maneira, já me animou. Gosto sempre de uma boa esfregazinha ao meu ego, que agora bem preciso. Foi de tal ordem que o senhor Vítor até ficou a olhar para mim enquanto eu estacionava o meu carro e cantava a tal musiquinha aos berros. I can’t live, if living is without you.
Monday, January 11, 2010
I'd rather be working for a paycheck than waiting to win the lottery.
Thursday, January 07, 2010
está decidido
É hoje, depois de fazer 3 exercícios de finanças, que vou (finalmente) aos saldos.
Friday, January 01, 2010
2010
Se há coisa que eu gosto nos novos anos, é que as pessoas do ano anterior ainda cá estão. E a maior parte delas - obrigado por isto - não vai a lado nenhum tão cedo. Nem faz tenções disso.

Cheers to that.

Cheers to that.
Wednesday, December 30, 2009
por aqui, só me resta pedir desculpa pela dose em demasia de youtube
Mas se o Pablo soubesse que hoje acordei a cantar esta música, até me dava nota máxima no exame sem eu ter que lá ir. Então se eu dissesse que foi esta música que cheered me up, tinha mais que direito ao meu 10. (peço à minha querida amiga S. que não me ache louca. Isto é tudo verdade, eu juro - e precisamente por saber que sabes é que vejo o caso mal parado, ahah)
Monday, December 28, 2009
hoje sou mesmo a shirley
I wish I had not woke up today
Everyone mistakes the things you say
Take the simple truth and
Twist it all around
Make it sound important
Make it seem profound
I never would have pegged you
For what you have become
Everyone lies
Everyone cheats
Not like you've done
You make me feel so worthless.
Everyone mistakes the things you say
Take the simple truth and
Twist it all around
Make it sound important
Make it seem profound
I never would have pegged you
For what you have become
Everyone lies
Everyone cheats
Not like you've done
You make me feel so worthless.
Garbage - Dog New Tricks
Saturday, December 26, 2009
Há uns tempos tive uma vontade que agora classifico de estúpida em escrever (mais) um post lamechas, desta vez sobre o facto de uma Blair nunca ser ela própria a 100% sem a sua Serena. Que bonito, eu sei, e estive mesmo quase a vir aqui escrever, carregar no botãozinho, e toca a enviar uma mensagem não-tão-subliminar para a blogosfera. (odeio esta palavra. de morte.)
Ia fazê-lo porque sei que apesar de não ser lida por muitos, sou lida pela(s) pessoa(s) a que eu queria que a mensagem chegasse. E ia chegar, que cá não há pouco entendidos nisto. No entanto ontem fiz outra coisa. E, para encerrar de vez este assunto daquilo que eu queria escrever e não escrevi, li uma coisa agora mesmo que se encaixa. Até é mais apropriado. Fits beautifully, como o meu lindo auricular. E o que fica, é só isto. Leiam lá tudo e vejam se a carapuça também vos serve.
Ia fazê-lo porque sei que apesar de não ser lida por muitos, sou lida pela(s) pessoa(s) a que eu queria que a mensagem chegasse. E ia chegar, que cá não há pouco entendidos nisto. No entanto ontem fiz outra coisa. E, para encerrar de vez este assunto daquilo que eu queria escrever e não escrevi, li uma coisa agora mesmo que se encaixa. Até é mais apropriado. Fits beautifully, como o meu lindo auricular. E o que fica, é só isto. Leiam lá tudo e vejam se a carapuça também vos serve.
"Quando uma amizade termina entre equívocos e desilusões, não resistimos a erguer
o nosso muro de Berlim contra os ex-amigos. É então que se inicia uma espécie de
Guerra Fria entre todos. Sem agressões, desaforos directos, mas sempre em
qualquer caso com a ameaça omnipresente e constante de que as hostilidades
poderão começar."
Wednesday, December 23, 2009
em repeat-mode

Pergunto-me se ainda falamos do filme
Ou se o que me leva é não poder ir
Pergunto se acabamos como acaba o filme,
Cada um para seu lado?
Ou se o que me leva é não poder ir
Pergunto se acabamos como acaba o filme,
Cada um para seu lado?
- Oioai
Ofereço uma pequena recompensa àquele/a que me arranjar o cd novo dos Oioai. Ou então pensem que me podem surpreender até sexta-feira, que eu só abro os presentes dia 25! Vá lá. Sejam amiguinhos. Contento-me com uma cópia!
Tuesday, December 22, 2009
porque hoje o dia teve o seu quê de musical, finaliza-se com
somewhere between what you need and what you know.
Sunday, December 20, 2009
parabéns
"Fiz anos e neste dia há uma espécie de imunidade parlamentar que nos é dada. Isto é, podemos dizer e fazer o que quisermos, sem que nos julguem por isso. E assim, este é o dia perfeito para fazer as pazes com alguém ou, com a quantidade de sms recebidas, recuperar contactos que se encontravam perdidos há muito. Há pessoas que só nos ligam nestas alturas e ainda bem. São pessoas que existem só nestas duas ocasiões e eu não as censuro. Até porque essa é a diferença. E assim, é fácil percebermos que só há duas categorias de pessoas: as que existem durante estes dois dias e as que existem durante todo o ano. Eu gosto particularmente destas últimas."
Fernando Alvim, 07.05.2009
Saturday, December 19, 2009
boca do mundo
Não se passa nada, são tudo disparates de quem não tem mais que fazer do que intrometer-se na vida alheia, Serão disparates, serão, mas com eles nos tornarão a vida negra
José Saramago in O Ano da Morte de Ricardo Reis
Tuesday, December 15, 2009
tema inevitável
Ontem li uma crónica do Miguel Esteves Cardoso (que está colada na porta do frigorífico neste momento) sobre presentes, e dar presentes e toda a envolvência do tema - que agora está inevitavelmente na ordem do dia - e pus-me a pensar numa série de coisas.Eu gosto de dar presentes. Na verdade, adoro dar presentes. Sou uma das pessoas de que ele fala que veêm as coisas e se lembram das pessoas e têm que as comprar para as oferecer. Que têm que mostrar a música X, ou a frase Y do livro Z. Que não podiam deixar passar ao lado tal coisa.
Isto acontece todo o ano. No entanto, a pressão natalícia faz com que não consiga comprar nada para ninguém. Razão pela qual os meus amigos geralmente ficam sem presentes de Natal. Nunca lhes compro nada. Não é por mal, mas nesta altura nunca puxa. Nunca há aquela coisa naquela loja. É capaz de ser demasiado o esforço dos lojistas de tentarem fazer com que haja something for everybody, e acaba por não haver anything for anybody, no meu caso. Não sei se eles me levam a mal (os meus amigos, digo) mas até agora, não me lembro de ter ouvido reclamações. Se calhar estão a remoer os fantasmas de Natais passados!
Ainda por cima, Dezembro é fatal. Eu sei que crio uma pressãozinha (!!) à volta do 20-12, e que muitas vezes eles próprios são capazes de se verem gregos para arranjar coisas para mim. Portanto, este ano não me deêm presentes. Esperem. Deêm. Muitos, de preferência, que eu adoro. Mas quando vos apetecer. Nem que seja só um 'vi este flyer daquela loja de discos que tu gostas ou este postalinho e pensei em ti'. Isso é que - sou lamechas - me deixa mesmo mesmo feliz.
É que eu ainda anteontem recebi um presente desses, e não vos consigo explicar direito esse nível de alegria de criança no Natal.
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lamechada,
quem tem (os meus) amigos tem tudo
Monday, December 14, 2009
já que falei na Alanis, o shuffle presenteou-me com

Just make sure you don't tell on me
especially to members of your family
We best keep this to ourselves
and not tell any members of our inner posse
I wish I could tell the world
'cause you're such a pretty thing when you're done up properly
I might want to marry you one day
if you watch that weight and keep your firm body
Ooh this could be messy and
Ooh I don't seem to mind
Ooh don't go telling everybody
And overlook this supposed crime
especially to members of your family
We best keep this to ourselves
and not tell any members of our inner posse
I wish I could tell the world
'cause you're such a pretty thing when you're done up properly
I might want to marry you one day
if you watch that weight and keep your firm body
Ooh this could be messy and
Ooh I don't seem to mind
Ooh don't go telling everybody
And overlook this supposed crime
Friday, December 11, 2009
este foi o meu Dylan preferido.
New York, August 7th of 1964. Congress grants President Johnson complete authority over the war in Vietnam while she studies painting at Cooper Union and he completes dubbing on his first major film. She tells him she's sure it will be a hit. And the cats across the roof, mad in love, scream into drainpipes. And it's I who am ready. I'm ready to listen. Never tired, never sad, never guilty.
e a minha cena preferida, e a música preferida, e tudo o resto. sort of how it could be.
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