Wednesday, June 30, 2010

esta sempre foi a minha segunda parte preferida

Alice: Will you hold me? I amuse you, but I bore you.
Dan: No, no.
Alice: You did love me?
Dan: I’ll always love you. I hate hurting you.
Alice: Why are you?
Dan: Because I’m selfish. And I think I’ll be happier with her.
Alice: You won’t. You’ll miss me. No one will ever love you as much as I do. Why isn’t love enough?

Tuesday, June 29, 2010

sobre o jogo

Não vi. Podem crucificar-me. Quer dizer, vi a primeira parte. E o hino. Depois fui jantar, que era em casa da minha avó e não se diz que não. Acho triste o Pepe cantar com toda a garra e o Cristi nem abrir a boca, agora que tem os dentes direitinhos não se percebe.


De repente, chego a Lisboa e pimbas, a cidade está deserta, diria o Vítor Espadinha, mas desta vez está tudo em casa a conter as lágrimas. Eu cá vou esconder-me, que passo por espanholita também. E agora é até 2012. E torcer pela Argentina.

Monday, June 28, 2010

Sunday, June 27, 2010

não subestimem o poder da balança

Acordei a sentir-me péssima. Mal-humorada, cansada, enfim, todos os ingredientes para um domingo terrível. Até que me fui pesar e percebi que a minha barreira psicológica foi ultrapassada.
Agora sinto-me a maior. Três vivas para mim, sachavor.

Friday, June 25, 2010

isto vai soar estranho, mas


Estas declarações do Cristi, que estão a acontecer agora, em direeecto, estão a servir de inspiração para o meu discurso. "Ah, eu vou para onde o Mister quiser, estou aqui para servir". Será que algures antes de vir para Lisboa, o piqueno Cristi Roni foi escuteirinho? Hm?

Fora isso, acho que vou passar a anunciar que não vou ver os jogos e depois vê-los de surra. É que nos últimos três, o único que eu achei que ia ser mau e fui para a praia, tomem lá que foram sete golos. As vuvuzelas é que continuam em força. Santa praga.

last night a DJ saved my life

Ou então nem por isso. Três semanas a portar-me tão bem, e vou sair para espairecer, e o senhor DJ, que nem tenho palavras para descrever, põe-me de enfiada os Radiohead e os Oasis. É de cortar os pulsinhos. Observações:

1. PORQUÊ?
2. A sério, o Creep a meio da noite? Só naquela do "vamos deprimir um bocadinho e já voltamos ali ao David Guetta"
3. Não é de mim - não fui a única a queixar-me
4. Ver ponto 1. e repetir com mais pontos de interrogação.

self-praising

Sim, porque cair na cama às 6 da manhã, acordar às 8:30, tomar banho, arranjar-se, ficar com um ar maravilhoso, apanhar o trânsito da A5 (adoro esta parte), chegar ao office às quase-10-mas-ainda-antes-disso, beber o pequeno-almoço, descobrir que a Grécia vai vender as ilhas para pagar a crise (alguém interessado?), e ainda conseguir estar estrondosamente bem disposta e linda (já disse linda?) para as horas que dormi e para as más notícias do mundo e da vida, e ainda estar muito eager para o jogo da tarde não é para todos.

Quando for velha bem que posso dizer que quando tinha 20 anos ninguém me parava.

Thursday, June 24, 2010

também é preciso falar disto e afinal, está-me quase no sangue

Esta criança amorosa podia ser o Tomás. Atentem nesse detalhe.


Fiquei muito triste com a departure da squadra azzurra. Muito, muito triste. Até porque eu não acreditava lá muito nem tinha aquele feeling, mas isto tem que se dizer com letras pequenas porque apesar de eu ter aquela coisa pela Itália, é imperdoável não torcer pelo Portugal e vender-me ao inimigo, pois. Mas agora é seguir em frente, e amanhã vamos gritar todos juntos, e acreditar, e ter o feeling, e Portugal e bora lá, não vão ser 7 que isto não é todos os dias, mas há aquela esperança. E vamos passar. Uhuhh! Mas com menos vuvuzelas, por favor.

attempts

"eternal springtime" - estou a tentar que a Zooey faça o impossível. Mas o Volume One está a ajudar a atenuar o bad mood.

a primeira do dia hoje é esta

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou

Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz

Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
- Ana Moura

Wednesday, June 23, 2010

afinal

parece que ainda não estava bem preparada para voltar a ouvir o Chris Martin.

ah, e pior

Tenho cá para mim que os passes do Alive só esgotaram porque lançaram o pânico no site hoje de manhã "só há 3500 passes e 1100 bilhetes para dia 10, cautelinha" e o mundo correu às lojas da especialidade. Continuem a fazer figas por mim, duplamente por favor, que se não conseguir de uma maneira, tenho que ir a voar comprar aqueles novos.


Please please please please pleeeeeeeeeeeeease que aconteça, eu até ando a merecer uma coisa destas para me levar as angústias!

sobre o 10 de julho e dias precedentes

Ainda há uma esperança ínfima. Cross your fingers.

o calvin aí de baixo está no mesmo mood que eu


Hoje saí do cycling e depois do banho cruzei-me com a minha instrutora no balneário. Conversa de pós-aula e ela pergunta se eu já acabei os exames. Ah sim, já acabei o curso, vou começar o mestrado em Setembro. Ela olha para mim com um ar espantado e diz e eu estava indecisa se te ia perguntar se tinhas feito os exames nacionais ou os do primeiro ano da faculdade!!

Razão tinha o outro, que acreditou piamente quando a B. lhe disse que tínhamos 15 anos nos Santos. Espero manter o meu ar jovem por muito tempo, e já agora, quando tiver uns 40 que me perguntem sempre se tenho 35, mas com aquele ar de quem está a fazer uma grande asneira porque devo ter 32 e ficar ofendida.

Monday, June 21, 2010

coisas em que nunca acreditaria se não tivesse visto. ou ouvido ou relato, neste caso.

Agora dizia aqui um palavrãozorro mas ficava mal. Digo-vos já quem é que já está com o feeling todo!

Friday, June 18, 2010

i don't believe that anybody feels the way i do about you now. sorte a tua.

Compuseram-se músicas, escreveram-se poemas. Uma montanha-russa como nunca se tinha visto. Mais altos que baixos, apesar de tudo. Foi maior que a vida, maior que o mundo, maior que todas as contradições que havia e todas as que vieram por acréscimo. Foi tudo. Subiu alto, mais alto que o maior arranha-céus, que a maior montanha.
E depois, lá do topo, mesmo do cimo, levou um empurrão e caiu, como nunca nada tinha caído antes.
A queda, essa foi rápida. O pior foi depois. Ferimentos dos mais feios que alguma vez já se viram. Tudo em fanicos, em bocadinhos tão pequeninos que nem o mais hábil dos artistas ia conseguir colar. Mas fez-se o impensável. Colou-se tudo. Deve ter sido com cuspo, que estava tão frágil que não aguentou uma segunda queda. Esta sim, sem volta a dar. Agora, "paciência e cara alegre", diria o poeta, e foi esse o espírito. Corria tudo bem. Até agora.

Passaram oito dias. Nunca seria suficiente. Mas ao menos, já consigo ouvir os Oasis. Pelo menos, um bocadinho.

Thursday, June 17, 2010

era bom, não era?

"Hoje, quero ser um outro homem. Deixar todos os meus vícios, fazer a barba, cortar este cabelo que me faz parecer um urso, casar e ter filhos só para os meter no colégio inglês. Eu não acredito que alguém tenha filhos por uma outra razão. Só vejo esta: ir levá-los e buscá-los ao colégio inglês. Eu quero ser um outro homem porque não acredito que possa ser este que agora vos escreve. Descalço, de boxers e com uma camisola das que se usam só para dormir. Vou agora tomar um duche, ensaboar-me até me arderem os olhos e tenho a certeza que quando fechar a torneira, tudo isto, todo este homem, terá ido pelo cano."

Fernando Alvim, 16.06.2010

Wednesday, June 16, 2010

não se assustem, mas

apercebi-me que o meu inner self é um mix entre George Michael e Winona Rider. Riam-se, mas com moderação

Tuesday, June 15, 2010

a isto chama-se enfrentar os meus medos

Depois de ameças fortíssimas da minha mãe (amanhã apanhas, e ou vais apanhar sozinha de manhã ou vou contigo à tarde e passas uma vergonha como nunca passaste na vida) lá fui eu, determinada a, depois de três meses submersa em procrastinação, levar a primeira dose (atentar no primeira, foi como marcar torturas futuras, ora bem, é daqui a dois e depois daqui a seis) da minha vacina. Atentem na imagem que as próximas linhas vão produzir.

Cenário: a sala de espera do 3º andar do centro de saúde (aka. consultas infantis e vacinação). Na parede, vários cartazes que serviram na véspera para o meu pai me gozar, nomeadamente o "eu sou o canguinhas e não faço birrinhas", ou o "nas vacinas portei-me à maneira, disse a senhora enfermeira".

Personagens, por ordem de chegada:
Mãe 1 - aos berros ao telefone, com o seu filho de 8 anos ao lado de fato de treino. Demorou 45 minutos a levar a vacina.
Distinto senhor - não tão distinto, trintão, de calções, com um ar cool mas notoriamente farto de estar ali, que me disse vai na boa a casa buscar o telemóvel, que quando voltares isto ainda está na mesma. Estava mesmo. Demorou 7 minutos a levar a vacina. Quoting, "não houve cá conversas, claro que foi rápido".
Mãe 2 - com a sua criança de 7 anos, bem comportados. Demorou 15 minutos a levar a vacina.
Mãe 3 - com o seu bebé que não se conseguia calar, mas a senhora também não se esforçava muito para tal. Demorou 25 minutos para levar a vacina.

Outros relevantes na sala de espera que (felizmente) não foram às vacinas:
Casal e respectiva Ritinha - a piquena fez cocózinho e os papás não lhe mudaram a fralda a não ser meia hora mais tarde, depois de a querida ter impestado o ar enquanto brincava na casinha de plástico (mencionei que estava sentada ao lado da casinha?)
Grávida, Amiga e filho Rodrigo Miguel - então não é que o Rodriguinho gostava de abrir a boquinha e puxar pelas suas cordas vocais? Além de que adorou a casinha e foi lá bater-lhe. Muitas vezes. Muito barulho. Muitos gritos.
Senhora e filha - senhora essa que achou bem acalmar a sua filhota pondo o seu kizomba no telemóvel bem alto, para que a piquena curtisse um som. Se perguntou se não nos importávamos? Não, mas como eu era a única que parecia não apreciar o género musical, ficou. Fui chamada depois de 3 repetições da mesma música - tinha jurado que à quinta, ia apresentar as minhas diligências para que aquilo parasse.

E eu, perguntam vocês?
Fiz o meu melhor ar de "despachem-me que tenho que ir trabalhar-slash-deixem-me acabar o meu livro-slash-tenho medo da vacina-slash-calem-me estes putos". Mais ou menos 1h30 depois de ter lá chegado, estava verde com a espera. O balanço foi positivo sim, agora descobri que gosto disto das vacinas e ninguém me pára. As if. Mal posso esperar pela próxima dose, em Agosto, onde a este cenário se junta um calor abrasador. Prometo contar detalhes.

Sunday, June 13, 2010

é por isto que gostamos do Santo António

Não são os mangericos, nem as noivas, nem as sardinhas, nem a veia de casamenteiro (podia pela minha devoção ser presenteada neste aspecto mas não), nem as marchas. É a noite de 12 de Junho, é o mau tempo que ameaçou mas não chegou, são as ruas cheias de gente - é Lisboa inteira na rua. É a Bica, o Castelo, Alfama, a Graça, a Sé - a Sé! - e os bairros todos, é o encontrar toda a gente sem andarmos à procura, é um mar de gente, é tudo em festa. Sou tudo o que me quiserem chamar, mas sim, é a minha noite preferida na cidade, na minha cidade: a mesma do Santo António.

Friday, June 11, 2010

é capaz de não fazer muito sentido

Depois de ter começado a minha maratona de rever o Sexo e a Cidade, pus-me a pensar numa série de coisas sobre os assuntos do costume. Como por exemplo no facto de toda a gente ter o seu Mr. Big. Pensava eu assim até há uns dias.
(O Big. Confesso que sempre tive uma tiny crush por ele, apesar de ser velho e ter aquele nariz. Tudo aceitável. Likeable, mesmo.)
Há uns quantos, não um só, na nossa vida. Digo isto porque cada um tem o seu tempo. Infelizmente, sai um e passado uns tempos entra outro, dois, três, dos normais, até voltar outro Big que eventualmente há de ir embora. É que ninguém é a Carrie.
Passamos a vida a correr, não paramos um único segundo para pensar naquilo que, do nosso, é obra das outras pessoas que passaram. Eu consigo reconhecer partes: uma expressão daqui, uma banda que gosto dali, uma loja que conheci de lá. Somos uma manta de retalhos - que metáfora tão linda - e não havia alguém que dizia que eu sou eu e as minhas circunstâncias, ou qualquer coisa? Acho que sim. Tentem então tirar um ou outro, dos retalhos do meio. Eu tentei. Tentei, e foi aí que descobri que há uma série de sítios onde não podia ir, uma série de músicas que não conseguia ouvir, coisas de que não me podia lembrar, livros em que não podia pegar, filmes que não podia ver. Tirava uma data deles, muitos deles que até já lá estavam há muito tempo!
Felizmente descobri também - ainda por causa do SATC - que a Charlotte tinha razão: é matemático. Metade do tempo. Coincidência ou não. Falta-me a prova final, ir a um último sítio e estou pronta para seguir. Tocar a vida pra frente.
Sobre os Bigs, tenho a dizer que não tirei conclusões. Nunca há. Espero que um dia seja eu com o meu very own Mr. Big. O verdadeiro. Até lá, por mais cliché que pareça, houve uma única coisa que me deixou mais feliz que todas as outras nestes últimos meses - ter as minhas amigas de volta. Todas. É que nenhum Big ou not-so-big deste mundo supera isso.

Tuesday, June 08, 2010

primeira observação


Depois de ter visto o Californication, nunca mais na vida vou dissociar o Evan Handler do Charlie Runkle. E o pior é que quando comecei a ver ele ainda era o Harry Goldenblatt, o que tornou as coisas um bocado estranhas para mim.

A sério, depois de lagosta e cocaína e uma secretária espigadota, nunca mais será o mesmo.

(Aposto um bracinho como ele tem sempre o mesmo look carequinha em todos os filmes. E séries. E vida real.)





Monday, June 07, 2010

seven days in sunny june

ando há anos a querer dizer isto hoje.




the way we laughed as one, and then you dropped the booommmmbb....

Sunday, June 06, 2010

"mas, claro, eu sou suspeito: doem-me os cotovelos."

We only said goodbye with words, I died a hundred times. You go back to her and I go back to black.
A Amy costuma acertar.

Friday, June 04, 2010

quatro de junho

É o principezinho, desde pequenino quando tinha caracóis quase loirinhos e era uma bolinha gorducha com umas pernas que pareciam canivetes. Desde que me lembro que o oiço a rir com trinados como se fosse ficar sem ar, aos gritos porque não gostava de ficar no parque, a correr pelo corredor. Era a coisa mais querida quando não sabia falar muito bem (até, hum, aos seis anos) e me chamava Cá, e eu, menina crescida da primeira classe, ia nos intervalos à sala da infantil porque o petiz passou a manhã inteira a chorar eu-quelo-a-mina-Cá. Chorei quando ele partiu a cabeça e ameacei um miúdo mal cheiroso que lhe queria fazer mal e que nunca mais se meteu com ele (óbvio). Irritava-me até à medula quando eu nem sabia o que era a medula, e me chamava gorda e Sacas e era simplesmente um rapaz e porque-raio-é-que-não-tenho-uma-irmã-para-brincar-às-Barbies, e a minha mãe sempre a dizer que tinha que o tratar bem porque era o meu irmão e já se sabe, vamos ficar juntos para sempre. Morri de medo quando ele caiu na banheira e a culpa foi semi-minha e achei mesmo que ele ia morrer mas na altura nem tive consciência da gravidade disso. Passei-me com ele durante os anos em que eu era uma criança com a mania que era crescida e com o seu quê de insuportável, e ele era uma criança irritante a achar que irritar a mana é o melhor hobby do mundo. Ensinei-o a dizer os L’s e é graças a mim que hoje em dia ele não come wuwas à wuz da wua (apesar de na altura ter sido MUITO contestada pelas autoridades maternais).
Irrita-me profundamente quando diz «ah, olhem para mim, sou a Sara, sou do social, não tenho tempo para mais nada» ou coisas do género mas rio-me e sei que é a brincar. E sei que o irrito quando lhe vou afagar o cabelo como se ele fosse um cachorrinho. Passo-me porque ainda hoje continua a estragar as minhas coisas e a escapar impune, acho que deve ser a sina do irmão mais novo. Ainda me enerva quando deixa os pratos no lava-loiça em vez de os por na máquina, ou quando faz questão de anunciar que sou eu a levantar a mesa e é completamente óbvio, mas às vezes quando chegam as 9 da noite e diz que vai tomar banho e eu já decidi que não me mexo daqui da minha cadeira porque não sou a cozinheira e empregada e taxista e ainda por cima estou doente e estou prestes a dar-lhe uma descasca ele aparece à porta do meu quarto e pergunta «o que é que queres que eu faça para o jantar»?

Não há nada mais compensador do que ter um irmãozinho.

(isto foi escrito dia 16 de Novembro, quando eu estava com uma amigdalite e um mau humor que não se aguentava. Mas hoje é o dia dele - parabéns puto)

Tuesday, June 01, 2010

depois de ouvir o girls & boys 200 vezes seguidas

Estou com uma neura que nem se aguenta. Nem mesmo o Damon Albarn me animou. Estamos a tentar outra vez, though. Tira-me deste mundo grande e mau e casa-te comigo para recomeçarmos outra vez, diz ele.

Constatação muito triste: do alto dos meus 21 anos, este continua a ser o meu dia. Que bebezinha. In a bad way.

Saturday, May 29, 2010

odeio x 1000

Andar a correr, sair à pressa dos sítios, não fazer isto ou aquilo porque estou com pressa que combinei às 20h, e passam as 20, as 20 e 30, as 21 e ainda estou à espera. Que ódio. Mais 5 minutos e mando tudo para aquele sítio.

Friday, May 28, 2010

mais boas notícias

Estou a ver um blog de bolos e estou a ficar mal disposta.

finalmente

Consegui fazer gelatina! Quite an accomplishment, se mo permitem. A dificuldade da coisa veio-se a agravar com os anos, e só me saíam umas águas coloridas. Hoje não. Hoje a vida mudou. Adeus gelatinas pré-feitas. Olá toda uma vida de enfardar água com corantes. Mmmmm, que bom!
Se bem que a minha não diz SARA em cima, como esta. Parece que me vou ter que treinar mais as minhas artes culinárias.

Tuesday, May 25, 2010

against all odds

Sabem aquela sensação de quando éramos pequenos, não importa termos perdido as vidas todas antes de chegar ao fim do último nível, porque passámos o high score do nosso irmão/ amigo que tem o jogo há mais tempo e que acha que joga melhor? E isso, só isso, faz com que valha a pena jogar mais, mesmo que agora seja melhor parar um bocado durante uns tempos para não ficar com os olhos encarnados? Porque batemos a pontuação máxima. We're still on the game. Mesmo que não seja para já.

É isso mesmo. É só isso.

Sunday, May 23, 2010

desculpem a insistência mas isto também foi ele e tem estado no repeat

In the dark, on the phone
You tell me the names of your brothers
And your favorite colors
I'm learning you
And when it snows again
We'll take a walk outside
And search the sky
Like children do
I'll say to you

No way November will see our goodbye
When it comes to December it's obvious why
No one wants to be alone at Christmas time
And come January we're frozen inside
Making new resolutions a hundred times
February, won't you be my valentine?
And we'll both be safe 'til St. Patrick's Day

And if our always is all that we gave
And we someday take that away
I'll be alright if it was just 'til St. Patrick's Day.
- John Mayer

E esta, só esta, foi mesmo para mim.

Saturday, May 22, 2010

you can cross the line whenever you want to, i'm calling it love soon.

Tinha um amigo que dizia que eu era muito crushable. Isto não significa que sou passível de que toda a gente tenha uma crush por mim, mas sim que tenho crushes a torto e a direito. Não é totalmente verdade. Ou não é uma coisa totalmente errada, vá.

Pois bem, aconteceu outra vez. Pronto, é uma pancada gigante reavivada do 8º slash 9º ano e por aí fora. No fim do concerto até já achava adoráveis as ruguinhas que ele fazia quando fazia a boca esquisita a cantar (que ninguém desminta, ele faz umas caras tenebrosas.), portanto suponho que já seja mesmo. Love não é é tão soon quanto isso, até porque já está prometido a outros membros da família. Mas juro, juro, juro, que não vou cobiçar quando isso acontecer. Até lá, continuo a sonhar que o John Mayer canta tudo para mim. Ou que vou arranjar um namorado que me cante essas coisas. Músicos giros com pinta, come out come out wherever you are.
(já sei que ele é isto e que é aquilo e não-sei-quê, mas não me importo. coraçõezinhos para o Mayer)

P.S. Esta não era a mesma roupa que ele tinha vestido ontem?

P.P.S. Sissi - a que eu te queria dizer não era o Back to You. Era a Love Song For No One!

só porque já não sou muito boa em probabilidades

Diz-se destas coisas que é a sorte, o azar, ou o destino? Sei lá.

Dantes dizia-se que "quem quer bem sempre se encontra". Permitam-me rir.

Monday, May 17, 2010

mas o melhor de hoje

foi mesmo, mesmo, a praia. O calor, a maré vazia que encheu mas não demasiado, o Ligações Perigosas, o sol, tudo.


(S., isto somos nós no Verão. sendo eu a mais bronzeada, só por questões genéticas.)

Thursday, May 13, 2010

sissi:

Hoje havia demasiada pressão no ar. Portanto, solução óbvia para quem está sozinha todo o dia - comer um croissant da Bénard. Aliás, todo o meu ser consumiu o croissant, sou uma criança gordinha cagona!
Estava óptimo, by the way. Valeu o meio kg que engordei de certeza.

sobre o longe mais perto


Enquanto estava em Erasmus tive a oportunidade de conhecer pessoas de todo o lado. Com histórias de vida completamente diferentes. Mas a experiência que realmente me abriu os olhos para todo esse mundo, que é menos chato do que imaginamos (perdoa novamente, Caetano), foi o Oktoberfest em Munique. Long story short, como fomos sozinhas éramos uma mini-ilha com imensas pontes, que toda a gente falava connosco e nós e as nossas mass de radler éramos extremamente sociáveis.
Escrevi tudo isso aqui. Reler agora, parece que foi noutra vida. No entanto, as pessoas dessa nossa visita que "ficaram" foram as das duas últimas linhas. O Andy e o Dennis. Estranho pensar que não estivemos juntos mais que quase 24 horas, e pareceu muito mais. Ficámos amigos. E, falando mais ou menos, penso neles como tal - só que do outro lado do Atlântico, mais do nosso lado, em Indiana. Por força das circunstâncias da vida e das afinidades pessoais, fiquei mais amiga do Dennis. Espantoso como uma miudita de 19 anos vinda de Portugal (eles sabiam. next to Spain, certo.) tinha tanta coisa para falar sobre tantas coisas parecidas!

Portanto, e quase dois anos depois, recebi hoje o primeiro mail do Dennis de uma série que vai começar sem ser só via Facebook. Fiquei mesmo contente. Voltei a lembrar-me de o Andy deixar o carro com a chave e a porta de casa aberta. É tão bom saber que tudo é diferente, mas que no fundo, somos todos mesmo parecidos. Não sei, animou-me o dia. Conforta a alma, acho.

Monday, May 10, 2010

new link, new life?


Sim sim, mas sem a bagagem emocional. Os comentários foram-se todos. Clean slate, bora.

Sunday, May 09, 2010

to whom it may concern


Há bocado pensei que fazia sentido dizer-te umas coisas. Um dia podemos rir-nos disto os dois, que eu vou contar-te de certeza.

Quero dizer-te isto, talvez já saibas. Que gosto dos Röyksopp e da Lady Gaga. Que estudo a ouvir ópera. Quero que saibas que ultimamente me ando a afundar nos meus livros e que não há sítio que eu mais goste que o Lux, que vejo séries que são um teenage drama mas que os meus filmes preferidos são os de guerra ou de espionagem, ou afins. Que adoro viajar e estar noutros sítios, mas não há nada que se compare à chegada ao aeroporto de Lisboa. Que sou do Sporting. Que decoro as letras das músicas todas. Quero dizer-te que gosto mesmo de estar sozinha, mas não gosto nada de me sentir sozinha.
Portanto, já viste que não sou uma pessoa difícil. Dá sinais de vida! Gostava de te poder dizer que é só por mim, mas há mais pessoas por aí a perguntar-se quando e se vais aparecer. E acredita, isso não abona muito a meu favor.

Wednesday, May 05, 2010

eat this, bad karma!

Hoje vim a conduzir para casa. O meu Falsinho. Shiny por dentro e por fora. Ora tomem lá.


Com um rádio a menos, though. Não se pode ter tudo.

Monday, May 03, 2010

o desnexo das possíveis mensagens subliminares

Era uma vez, há não tão pouco tempo como isso, uma menina muito linda de seu nome... Não nos prendamos com coisas tão mundanas como o nome, que é completamente irrelevante. Esta menina era como aquela da música, a que tinha um little lamb, e também ela tinha um carneirinho. Perdão, disse carneirinho? Queria dizer cordeirinho. Branquinho e tal. É que de onde esta menina vinha, os contos de fadas eram outros - para se ser uma princesa tinha que se beijar, não um sapo, mas um carneiro. Cordeiro, digo. Só que neste caso, tinha que se arranjar o tal cordeiro, tratar dele, alimentá-lo, dar-lhe atenção, fazer-lhe companhia, essas coisas. Escusado será dizer que os animais falavam na altura desta história.
A menina e o cordeirinho eram muito felizes. Só que um dia - infortúnio - os pais dela, o rei e a rainha, tiveram que ir a um país muito distante, e a futura princesa teve que deixar o cordeiro no reino. Nada de mal te vai acontecer, disse-lhe ela, eu volto, é só chamares-me que eu arranjo maneira de entrar em contacto, atravesso o mundo, o que for preciso. Ok.
Entretanto, e para não deixar o seu cordeiro ao Deus-dará, a menina-princesa decidiu deixá-lo ao cuidado de uma associação que lhe daria uma pessoa responsável por tomar bem conta dele. Era de total confiança, porque era dirigida por um grupo de respeitáveis tias-avós solteironas e meninas pretendentes a esse posto, ou seja, tudo gente que não queria saber de carneiros, digo, cordeiros, para nada. Posto isto deixou-o, despediram-se, e a tia-avó mor escolheu uma menina cheia de potencial, que só queria saber de livros e música e cujo timer - se tal coisa houvesse - estaria certamente nos zeros.
Essa menina passou então a tomar conta do cordeirinho: a princípio porque fazia parte do seu voluntariado na associação, mas depois acabaram por ficar amigos. A menina, que tinha imensa graça, divertia o cordeiro com piadinhas, levava-o a passear, cantava-lhe músicas e claro, como era muito culta, cultíssima, costumava escolher uns livros para ler ao cordeirinho, que a ouvia muito atentamente, porque, claro, com este tempo todo acabou por se afeiçoar a ela. Ela tratava-o bem e ocasionalmente dava-lhe comidinha fora do plano de dieta, torradas e por aí.
Passou-se algum tempo e a menina-princesa voltou, ansiosa por reencontrar o cordeirinho, que ficou todo contente por finalmente voltar para a sua futura princesa. Esqueceu-se - detalhe! - de a informar que lhe tinha sido designada uma menina como protectora, e não uma das tias-avós de verruga no nariz. Não era importante. Ou melhor, era, porque assim que a princesa descobriu o cordeirinho, coitado, tão inocente na sua cordeirice, teve muito que explicar do aparentemente óbvio. Mais ainda porque ele tinha guardado um papelinho com uma frase que a outra menina lhe tinha lido, de um livro do Camões: «Finalmente, veio-me a descobrir que me não queria mal, que foi pera mi o maior bem do mundo; que eu estava já concertado com minha pena a sofrer por sua causa, e não tenho agora sujeito para tamanho bem.». O cordeiro não percebia muito bem o que isto queria dizer, mas achava bonito e portanto ficou com o papel. A princesinha percebia muito bem o que é que isso queria dizer e vai de mandar revirar o reino à procura da outra patifa, afinal afinal, tão boazinha e altruísta e aparentemente desligada de cordeirinhos, tinha que ir logo deitar a pata ao dela com prosa arcaica? Não podia ser.
Então, mandou chamar a sua crew da pesada, da polícia do reino, para lhe passar uma multa por comportamento inapropriado e outras coisas que tais. Mais ainda - ordenou que lhe fosse retirada a sua mota e mandou-a andar a pé. A miúda, que de parva também tinha pouco, percebeu o que é que se estava a passar. E sabia, como tinha lido no livro mais conhecido do Maquiavel, que uma guerra não se pode evitar mas sim, apenas adiar, com vantagem para outrem. Foi portanto falar com a princesa e, apesar de não saber o que havia de esperar, disse-lhe que até era vegetariana e que cordeirinhos não eram bem a cena dela. Pairou uma certa desconfiança no ar, e acharam por bem resolver o assunto jogando boxe na Wii uma contra a outra. Umas aulas de yoga depois, as coisas ficaram esclarecidas, e end of story.
Hoje em dia, se passarem por lá, podem perceber que o carneirinho se tornou num príncipe-rei mais mansinho que nunca e que está tudo em paz no reino. A princesinha é agora a rainha de copas e escreve novelas e longas-metragens em part-time, daquelas que têm 1001 reviravoltas até chegar à cena final. A outra miúda, querem saber vocês? Continua a ler os seus livros e a ouvir as suas músicas, e a mandar cartinhas com check-lists para personalidades conhecidas da nossa praça. Da praça deles, digo. Há quem diga que está lentamente a ficar maluquinha. Eu cá não acho. Se bem que de vez em quando oiço umas histórias de que ela anda a maquinar uns planos de que nem o Chuck Bass se lembraria. Por causa do carneirinho? Não, que nunca mais falaram, e agora nem o reconhecia se o visse. Além de que nunca tencionou entrar nesse mercado, tão claramente monopolizado - o dela era outro, e sejamos sinceros, não vale a pena entrar por aí, que essa é outra história.

Desculpem, disse carneirinho? Sai-me sempre ao lado, esta.

Sunday, May 02, 2010

"E eu rindo e quase querendo dar o vexame de pedir a quem está dirigindo o carro que pare e que eu não vou mais passear, ou embora, ou lá o que seja que eu estava fazendo naquele carro, eu ouço sua gargalhada e olho pra você e você olha pra mim dizendo que sim e que eu não tenho nada com a sua vida."
Caetano Veloso

Friday, April 30, 2010

the guiltiest pleasure.

Podia falar do meu carro que foi roubado ontem, e que hoje já foi encontrado, meu querido Falsinho, espero que estes manfios só te tenham levado para ir ao McDonald's ou assim. Posso também dizer que reforcei o meu apoio à polícia de segurança pública, já percebi que fazem bem o trabalho para que vos pagamos todos.
Não. Hoje que já estou bem disposta, vou-me confessar. Há uns tempos não sabia como lidar com isto. Comecei por gozar, depois por gozar com a situação em si, depois por me assustar - o que fazer? - depois admiti a uma única pessoa de confiança, depois a duas, mas já não dá mais para esconder.
Mundo, eu adoro a Lady Gaga. É sério. A princípio achava-a uma exibicionista, agora acho-a genial. Não sei quando é que tudo mudou, talvez quando li a história dela, não tenho a certeza. De qualquer modo, é ouvir-me a cantar a toda a hora, é ver-me a voltar a usar os meus óculos redondos à la Gaga, é apanhar-me a ler notícias sobre ela, é topar-me a milhas o querer ir ao concerto dela em Dezembro, é perceber os meus ra-ra-ra-a-a subtis.


É isto tudo, Gaga. És a maior.

Tuesday, April 27, 2010

é a última. a sério.

You pull on your armour
You put up defences
Why do you want to?
Because I'm here to protect you

So take it easy
I'll make it so easy
You can lay your head down
And we'll leave it 'til tomorrow

You seem to believe you belong to somebody else
When you leave me alone in this world
You know that I'm in hell
When you know what it's like
To be lonely and by yourself

When your life is tangled
You wear your disguises
But why do you need to
When I'm standing here beside you?

Slipping through my fingers
And into another's
Tell me why won't you turn back?

La Roux - Armour Love

sobre o tempo

Não ajuda. Não melhora. Não faz passar.

Sunday, April 25, 2010

querido IKEA:


Achavas mesmo que eu estava a pensar em pôr um bebézinho na tua linda caixa de plástico SAMLA e pior, tapá-lo com a tampinha de plástico correspondente?

desmistificação

O miúdo giro do Lux por quem me apaixonei perdidamente há 3 anos no concerto de Buraka foi visto ontem no mesmo sítio.

Not so gorgeous after all.

Wednesday, April 21, 2010

sobre os meus amigos rapazes (e telefonemas)

Ontem tinha uma chamada de um deles. Mandei um toque para ligar de volta (quem manda negligenciar a querida Vodafone?) e ligou: "desculpa, liguei-te por engano!" - é sempre nice. Aproveitou para se queixar que nunca combinamos nada. Queixei-me de que eles combinam sempre, mas nunca me convidam porque sou menina e não entro no clubinho. Riu-se. Não me ri. Discriminação sexual nas combinações de cafés é que não.

nem de propósito

Há precisamente dois anos, eu citei isto. Não diria que já se tinha passado tanto tempo desde que li o livro... É curioso, porque esse mesmo calhou em conversa hoje ao almoço. E porque vi o último episódio de Gossip Girl, que se chama The Unblairable Lightness of Being. Nem de propósito, tal como disse. É triste aperceber-me que já não me lembro totalmente do desenrolar da história. Enfim. Hoje é definitivamente o dia em que a leveza do ser se torna insustentável.

ao telefone com a J.


J: Baby e tal, não te esqueceste dos meus anos, óbio?
Eu: Claro que não, tá louca? Já estava reservado!!
J: Ah óptimo, óptimo. Então é naquele dia que já sabes, depois reconfirmo o lugar, ah, e baby?
Eu: Sim?
J: É para vires muito lindinha, sim? Mas sem saltos porque depois sarabasara e não te quero a partir uma perna.

Que conclusões posso tirar disto?
a) a J. acha que eu me esqueço dos anos das pessoas (como seria possível??)
b) a J. acha que eu ia marcar coisas para os anos dela, para arranjar uma desculpa para não poder comparecer (hein?)
c) a J. acha que eu não ando suficientemente lindinha no dia-a-dia slash não tenho andado suficientemente lindinha em circunstâncias oficiais de lindeza
d) a J. acha que eu tenho síndrome vertiginoso e está preocupada com as minhas quedas
e) a J. acha que eu não sei andar de saltos
f) preciso de ir às compras urgentemente para comprar qualquer coisa muito lindinha e uns sapatos para os anos da J. e o facto de ainda não ter chegado o meu cartão multibanco não ajuda absolutamente nada. entrar em pânico amanhã à tarde. oh god.

Tuesday, April 20, 2010

não consigo pôr um título nisto

I wish I was your favorite girl,
I wish you thought I was the reason you are in the world.
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style.

I wish you couldn't figure me out,
But you always wanted know what I was about.
I wish you'd hold my hand when I was upset,
I wish you'd never forget the look on my face when we first met.

I wish you had a favorite beauty spot that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.

I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.

Look all I know is that you're the nicest thing I've ever seen.
And I wish that we could see if we could be something.
Yea I wish that we could see if we could be something.
Kate Nash - Nicest Thing

Saturday, April 17, 2010

record store day!

Hoje é o Record Store Day. Quer isto dizer que se celebram hoje, dia 17, as lojas de discos independentes, em mais de 700 por todo o mundo. Este ano os (wait for it...) Blur vão inclusive lançar o primeiro single desde 2003, associado a esta iniciativa (estamos muito contentes!!).
Por cá, as principais lojas também estão associadas ao evento, com showcases, descontos, brindes e afins. Com detalhes, no site da Blitz.

Da minha parte, aproveitei a manhã para ir a metade dos sítios que queria - e digo que sou agora a proud owner do Teen Dream dos Beach House, que andava a namorar há meses e que me pareceu digno do meu investimento para hoje. Falta ainda encontrar o Album de Girls em CD, mas não perdi a esperança. Pode ser que alguém leia o meu apelo e me apareça no correio, assim ao jeito daquele carregamento misterioso do telemóvel.

este post futil é dedicado à S:

Hoje, quase que comprei uns calções 34. E tê-lo-ia feito, se o meu banco preferido (que não posso nomear porque é de lá que nos vem o pão) já me tivesse enviado o cartão multibanco. Já comecam a estar em falta, queridos.


S., antes de te imaginares a dar-me com um barrote na cabeça ou de rires muito (gostamos mais da segunda hipótese!) digo só que tive um outro problema com o facto de as minhas pernas serem uns tronquinhos relativamente a outras peças de vestuário. Sou digna de compaixão, afinal!

Friday, April 16, 2010

querido facebook:

Se quero ir à Festa da Revolução no próximo fim-de-semana? Não, obrigada.

(agora, quererei ver o Sócrates a fazer mais uma das suas? Quero sim, muitas vezes, que já está no youtube. Não digo é uma só palavra sobre o Primeiro Ministro. Estas duas, acompanhadas do filme, são suficientes.)

em repeat-mode (II)

Well, we just got swallowed up
But you love that I didn't forget you
We just got swallowed up
By the whole damn world


da minha parte, ♥. e tenho cá para mim que uma ou duas das minhas amigas também vão ficar bem ligadas nesta música.

Wednesday, April 14, 2010

eu e o 14 de abril

Não sei se está inerente algum tipo de mensagem, mas o que é certo é que algo de muito estranho se passou hoje.

Toda a gente ouviu falar do "tornado" que houve hoje em Lisboa. Fenómeno natural estranhíssimo. Eu também tive a minha quota parte de fenómenos naturais hoje - depois de usar óculos durante 12 anos (em part-time, vá), hoje o doutor J.P.N. diz-me que tenho visão de lince e que não me vai passar uns óculos por causa da minha (aparentemente desvalorizada!!) meia dioptria. Óptimo para mim, que a nós ratos dá-nos sempre jeito ver bem.

Voltava eu da CUF Descobertas, a pensar tenho-que-ter-cuidado-com-o-piso-escorregadio-porque-há-bocado-ia-derrapando-numa-poça-que-quase-engoliu-o-Falso quando parei no semáforo antes daquela ponte que dá para virar para as Olaias, casa da minha amiga T, etc, e que antecede o querido Lux. O que eu vi foi o seguinte, claro está, do ponto de vista de quem está precisamente onde vos disse:


(nota posterior: esta foi, by far, a melhor fotografia que encontrei.)

O dito na altura já estava a aproximar-se perigosamente. Eu, em cima da ponte, foi um instante em como de repente me vi quase submersa em algo que parecia uma onda gigante. E água, coisas a baterem-me no carro e afins, o Falso a aguentar-se enquanto atravessámos literalmente a coisa e chegámos ao outro lado. Vivos, mas a tremer. Eu mais que ele. Pronto, vivi para contar a história, mais uma vez estou bem (que inconsequente, pensam vocês, atravessar o "tornado"! Mas a verdade é que nem me apercebi bem do que era) e só com riscos no pára-brisas.
Para o ano, só por causa das tosses, não saio de carro dia 14 de Abril.

P.S. Claro que como é óbvio quando voltei a mim me senti um petit peu a Lisbeth Salander, que na fase em que eu estou já se cruzou com um Tsunami. Vicissitudes de estar completamente absorta nas minhas leituras.

celebração do dia

Vai parecer extremamente lame, mas hoje estou muito contente por estar viva, de saúde, com os meus draminhas e com todas as coisas boas e más da vida. Hoje, dia 14 de Abril de 2010, podia ser um dia muito mais triste.

Passo a explicar.
Faz hoje exactamente um ano que tive O acidente, o que levou o meu querido Almera para a sucata e que por uns milímetros não me levou a mim também para o mesmo sítio, ou pelo menos para uma cama ou cadeira de rodas em full-time. Portanto hoje é o meu very own thanksgiving. Tenho saudades do meu carrinho, ia ouvir a playlist dele hoje no Falso em homenagem, mas desde que o meu irmão me estragou a organização do ipod que também essa já se foi. Anyway. É só para partilhar a razão pela qual há motivos para acordar bem-disposta.

estivesse eu mais lamechas e tinha chorado

Já conhecia estes miúdos, porque estive a investigar depois de os ouvir a cantar o Liztomania dos Phoenix. Tudo o que eu tenho a dizer sobre isto é que espero muito sinceramente que um dia os meus filhos tenham um professor de música que os ponha a cantar estas coisas. E, claro, que os miúdos são amorosos.


descobertas maravilhosas

Vão haver uns headphones que eu tenho absolutamente que ter na H&M. Vejam o resto em qualquer blog de meninas digno desse nome - tenho a certeza que nos próximos tempos não vão ser difíceis de descobrir.

(estou indeciiiiiisa entre os zebra e os dourados. e não, não estou a ficar maluquinha)

Tuesday, April 13, 2010

não disse nada, porque nada havia para dizer.

O lobo desta história voltou a aparecer. Já estava na hora. Sinceramente, começava a questionar-me sobre se isso alguma vez ia voltar a acontecer. Foi hoje - da maneira mais inesperada possível. Ontem à noite, para ser precisa.
Confesso que não foi um encontro que eu estivesse propriamente looking forward to, visto que estava à espera de ver vira-latas e coisas do género, até porque já se sabe como é que são os cães da minha rua. Mas vi o lobo, no meio da confusão de outros tantos animais mascarados de, hum, árvores. Pura e simplesmente paisagem.
A diferença foi que desta vez o lobo não mostrou a hostilidade do costume. Pelo contrário. Fez o que eu costumo fazer, da primeira vez que me viu, ou seja, escondeu-se. Evitei portanto, a minha figura do costume, de capuchinho cheia de medo mas a fingir que não é nada com ela. Da segunda olhou para mim, bem nos olhos como costuma fazer, mas não vi lá nenhuma réstia daquele ar desafiante do costume. Nada do olha lá, para ver quem é que deixa de olhar primeiro. Desta vez foi totalmente desprovido de seja lá o que for. Fiquei a vê-lo ir-se embora. Mas confesso que me baralhou um bocado. Detesto quando os comportamentos saem do padrão.



Não deixa de ser curioso, precisamente num dia tão importante para outras personagens de outras fábulas. Outros ainda quiseram também aparecer - conseguiram, os meus parabéns a todos. Mas lamento, hoje não é dia de serem incluídos na minha história. Fica para a próxima.

para o caso de algum dia leres isto

Escrevi-te uma carta com as coisas que nunca te disse. Todas as coisas que queria dizer. Todas as coisas que a máscara continuou a tapar. Afinal, parece que te menti - não eras o único a guardar segredos.

Monday, April 12, 2010

eu não diria melhor

Isto não é o fim. Isto nem sequer é o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio.
- Winston Churchill

Saturday, April 10, 2010

no seguimento do post anterior

acho que esta vai entrar.


Mas se achas que eu sou culpado por sentir,
culpa-me de haver algo entre nós.

há coisas que por não perceber, me transcendem.

E portanto, vou escrever uma ópera-rock. Não baseada nas músicas da Lady Gaga, mas noutras, ainda me estou a decidir. Vai ser um dramalhão, claro está, o final ainda está em aberto, tudo pode acontecer. E se calhar é aqui que o Manel diria eu quase amei a forma como tu mentias, limpando os pés ao meu sorriso. É claro que achas que eu não presto, é claro que achas que eu não sirvo. Se calhar ponho umas do Manel lá no meio. E depois da minha superprodução, dedico-a a quem de direito. Não percebo porque é que não aprendemos mais com as músicas - está lá tudo. Se não estiver, sintonizem a rádio numa estação dita pirosa e depois digam-me de vossa justiça. Ou então escrevo as músicas, escrevo os textos, só não componho porque ao contrário de outros nascidos no meu dia, não tenho assim queda para música.

Ou então vou-me só deitar, esquecer-me disto e deixar o transcendente para o outro mundo. É isso mesmo que eu vou fazer. Ou citando o Pacman, se calhar penso demais, se calhar não devia, se calhar cago nisso - e amanhã, é outro dia.

Friday, April 09, 2010

quão triste é

Googlear-me e aparecerem todas as minhas homónimas no mundo fora menos eu? É que nem o meu Facebook aparece. Se calhar vou começar a escrever o meu nome em todos os posts, para não ficar untraceable. Ou então nem por isso.

para que conste

acabaram os o não-sei-quantos podia ser o homem da minha vida. Não há mais disso. Chegada agora a casa, sei bem que o único que o poderia ser era este senhor:

compositor, cantor (a voz do Manel!!), o homem dos sete instrumentos, enfim. Hoje, fiquei ainda mais rendida - e ao que pareceu, ele também gostou muito de nós todos, os deste lado de cá. Aos que tiveram a sorte de ir, não tenho mais nada a acrescentar; aos que não tiveram, digo que está ligeiramente acima do dos Kings of Convenience, na minha lista. E é tudo.
E queria acrescentar mais uma coisa, mas não quero conspurcar o meu post do Manel. É só isto, então.

Tuesday, April 06, 2010

último post do dia, juro

Estou a re-re-re-instalar os Sims2. O que é que eu posso fazer, old habits die hard, já dizia o outro. É só para me manter ocupada com a vida do alheio enquanto o 3 não chega ao meu computador.

a chamada Tríade Nuclear está-me a dar saudades de toda a gente.

Já lá vai o tempo, desde então
E o que são quilómetros inteiros de união?
O tempo não apaga sentimentos assim
São recordações, são memórias, são vidas ligadas por páginas mesmas,
Escritas e lidas, não são fitas nem filmes

O que é que sentes sobre a gente que está à tua volta?
Sobre o ambiente que rodeia toda a tua vida?
Sobre coisas que tu achas que te fizeram, que te mudaram,
deixaram com histórias pra contar ou lembrar,
Isto faz-me pensar em tempos que não vão mais voltar
Caga pró que dizem, tens é que aproveitar
Foi o que fiz, e sou feliz porque foi o que quis
Quando chegou a altura certa pus os pontos nos i's
Dono do meu nariz, mesmo que por um triz

Mind da Gap - Esta Gente Sente
(e agora muito particularmente da Ju, que até o Sam já cantava! - se eu soubesse tinha ido c'a Sofia)

estava agora a dizer à minha amiga S.

que estive (estou ainda!) a ouvir Escape Velocity, a nova dos Chemical Brothers, cujo álbum sai em Junho, e que me estão a dar as saudades de há dois Verões, de estarmos as duas sentadas na relva a ouvir o Tom Rowlands e o Ed Simmons e de não nos conseguirmos mexer e eu só dizia "quem me dera ter forças para ir lá para a frente". (a dita "frente" é isto que se vê aqui em baixo)


Portanto sim, os dias bons estão a trazer as saudades do Verão, a vontade que venha o próximo, e campesinas, pães com chouriço, torrar ao sol, e muita muita música. Era isso que eu queria agora. (e as tuas caipirinhas, S.!!)

Para além de que descobri que os Chemical Brothers são um óptimo antídoto para as minhas depressões. Eu já sabia que só muita barulheira é que ajudava.

Monday, April 05, 2010

desenhos animados, para variar.

Hoje fui com a minha prima Mariana ver A Princesa e o Sapo. Fazer a minha boa acção do dia, acho. Ou então foi ela, que me decidiu dar uma abébia do alto dos seus 10 anos e vir-me fazer companhia nestas coisas. E temos que ter um certo quality-cousin time, afinal, é com ela que um dia vou dividir o espólio todo da minha avó - e queremos que seja pacífico. Também porque o facto de vivermos a 400km de distância e termos 12 anos de diferença dificulta um bocado as coisas de sermos amicíssimas. Obviamente que todo o filme e arredores correu optimamente, porque sou a prima mais velha mais fixe do mundo, e depois fomos ver malas e bikinis, mas quero meesmo falar do filme. E visto que já está há uma eternidade no cinema, here I go.

First things first, acho muito bem que acabem com os contos de fadas. Obviamente que beijar sapos não é a solução para se encontrar um príncipe (boa!!), ainda bem que este príncipe era um convencidote de primeira eu-consigo-todas-as-miúdas que eu achei-lhe uma certa piada. Ainda para mais músico. A Tia em si fez-me lembrar a personificação das coisas que me costumam dizer, seguir procedimentos, atingir objectivos, focar no principal? Hum. E não achei o Dr. Facilier assim tão malvado, ponham o Scar ou a Úrsula ao lado dele e ele morria de medo. A sério.
Agora, de quem eu gostei mesmo mesmo mesmo foi da Charlotte. Como é que é possível ser-se uma personagem secundária tão adorável, com o mesmo sonho desde pequena e quando está quase quase a realizar-se, zás, a amiga é que consegue? Golpe baixo. Pior, a Lottie ainda se sacrifica para bem da Tia. Melhor, acho. Dá umas lições de amizade.

a Lottie e a Tia em pequenas. Há coisa mais linda, mais mimada, mais esmigalhadora de gatinhos do que a Charlotte? Tinham que a ver com o papá. Lovely.

Mais ainda digo que tanto a Tia como o príncipe estavam mais favorecidos em modo-sapo. E mais nada, que já estraguei a surpresa a toda a gente.

se possível, evitem ver a nova loja da lomo em LA

É que eu fiquei cheia de vontade de pegar na minha Supersampler amarelinha e ir por aí tirar fotografias. Em Santa Monica Boulevard e arredores, de preferência.

Friday, April 02, 2010

isto para não passar por insensível

Agora já me passaram as manias todas que tinha quando era mais piquena. Sou uma pessoa muito pró-casalinhos, viva a lamechada, acho muito bem que sim senhor, mostrem o quanto se amam em público e declarem a todo o mundo o amor que têm uns pelos outros, um pelo outro, como queiram. Acho bonito, o que é que querem?

Quero com isto dizer, Djaló, se quiseres continuar a marcar três golos por jogo e a dedicá-los à tua futura esposa, a malta deste lado agradece. E a Lucy deve ficar muito comovida, que queridos que vocês são. É que é impossível não sentir nada perante um resultado destes.

Thursday, April 01, 2010

nem tem nada a ver com o dia das mentiras

Mas hoje tomei umas decisõezinhas. Ler mais, é uma delas - e por acaso hoje comprei um livro que não tem absolutamente nada a ver. A primeira das 1000 canções que vão mudar a minha vida é esta.

Wednesday, March 31, 2010

censura

Tinha coisas para dizer sobre Primeiras Damas, mas parece que vai ter que ficar para depois. Logo a seguir à aula dos oligopólios, cheira-me.

Tuesday, March 30, 2010

mini-aula de finanças

Há bocado percebi com a ajuda da Teresa que todos os problemas do mundo eram facilmente resolúveis se todas as pessoas tivessem tido, em algum ponto da sua vida, aulas de economia. Ou vá, de finanças. É preciso fazer a nossa parte do trabalho, e portanto, cabe-me agora a mim transmitir também um pouco do conhecimento que me foi passado. Anos e anos de estudos, agora também ao vosso alcance. E, acreditem, isto é completamente aplicável à vida.

Lição #1: Os sunk costs não são relevantes para as decisões de investimento.
Aprendemos em Finanças 2, e eu que tive a sorte de fazer duas vezes, para cimentar bem os conhecimentos (sim, foi esse o motivo), e foi este o mais importante. O que está no passado, está no passado. Se não se pode mexer, se já passou, paciência. São os chamados custos afundados. Completamente irrelevantes na decisão de escolher um novo investimento. Portanto, ao comparar duas opções diferentes, se uma delas tiver custos afundados, se já tiver um passado, uma história, isso será, como já disse, totalmente irrelevante para esta nova decisão. Porque esse custo não pode ser imputável ao novo projecto. Fresh start, clean slate. É assim que as coisas são.

Monday, March 29, 2010

olá, eu sou a sara

... e nunca mais tiro conclusões precipitadas. Depois de 4 dias a maldizer a Vodafone, que malvados, que me mandaram a pen da internet sem um cartão, e agora tenho que ir à loja buscar o dito, e é indecente e bla bla bla, encontrei-o. Na mala do computador, ao lado do sítio onde estava a caixa da pen.

Mil perdões, querida Vodafone. A mensagem não tão amorosa com que acordei a dizer que daqui a 5 dias já se sabe, vai ser ignorada desta vez porque pronto, não gosto de ser injusta. E assim ficamos quites.

sem explicação

O meu ipod ficou doente no Sábado. Se há doenças de ipod, esta é uma delas. As capinhas estão todas baralhadas, estava a ouvir o Paul McCartney e aparecia a capa do álbum do Kanye West.
É uma estupidez mas estas coisas não podem de todo deixar-me bem disposta. Tive um amigo que era capaz de me perceber, e já agora gozar um bocadinho. Aposto que foi ele que nos rogou uma praga, a mim e ao meu querido ipod. Já agora, gostava de saber como solucionar o meu problema sem ter que fazer um reset total ao sistema, e perder as minhas listas e as minhas playcounts e essas coisas. Qualquer ajuda é bem-vinda.

Sunday, March 28, 2010

ainda a (des)propósito

Dizia o Alvim na crónica desta semana que o amor nunca abrirá o Telejornal, o ódio sim, e podem ler o resto aqui que não vou passar tudo. De facto a expressão "ódios de estimação" não é por acaso.

take the simple truth and twist it all around

Disse aqui que da próxima vez que houvessem descidas a pique, tirava as mãos para fora do carrinho. Não vos enganei, queridos leitores. Acho foi que me esqueci de pôr o cinto, ou aquela barra de ferro que se costuma baixar para ninguém cair do carrossel. Grave, indeed. Temo - e isto é grave - ferimentos e queimaduras, que quem brinca com o fogo já se sabe.
Para além destas brincadeiras, percebi que pelos vistos o meu lápis encarnado da censura não está a funcionar tão bem como devia no que diz respeito a ambiguidades. Eu devia saber. De facto, já dizia o Spínola que a mais eficaz das defesas será não parecermos o que se diz sermos. Há que reconhecer que, se não somos realmente o que nos imputam, talvez por vezes o pareçamos ou procedamos de tal modo que sem dificuladade os nossos detractores ajustam essa aparência ao que mais lhes convém.

E agora que nos próximos dias deve vir cá tudo espreitar - se calhar os meus detractores nem tanto, mas esses ratos estão sempre à espreita mesmo - era exactamente isto que eu queria dizer. Não há segundos sentidos possíveis.

Friday, March 26, 2010

assim vale a pena

Gosto tanto de acordar às, hum, dez e meia, e olhar para o telemóvel e ter uma chamada não atendida dessa manhã, e ligar de volta com voz de sono e do outro lado dizerem liguei-te quando vinha a caminho, só porque sim, sem tu teres sequer falado no assunto, só porque me apeteceu e de livre e espontânea vontade, e tu a dormir sua preguiçosa. Siiiiiim. Sabe tão bem, para variar dos dias cinzentos e chuvosos da semana passada. Real e metaforicamente falando. Saltar da cama é tão mais fácil, quando sabemos que vamos andar felizes todo o dia...

Não substimem o poder da boa disposição matinal.

Thursday, March 25, 2010

hoje, entre as minhas pesquisas...

Encontrei um blog de um senhor chamado Bruce Mau, e o seu so-called Incomplete Manifesto For Growth. Manifesto esse composto por crenças, estratégias, motivações, etc.. tudo o que ele acredita que nos irá ajudar succeeding. O dito senhor tem um estúdio de design, acho, que estive a ler o manifesto e ainda não percebi muito bem o que é que ele faz pela vida, mas vejam o site e descubram por vocês mesmos.


O Manifesto começou a ser escrito em 1998 e - lá está - está incompleto, e actualmente tem 43 pontos. Há uns quantos que fazem absolutamente sentido para mim, como por exemplo:

18. Stay up late.
Strange things happen when you’ve gone too far, been up too long, worked too hard, and you're separated from the rest of the world.

23. Stand on someone’s shoulders.
You can travel farther carried on the accomplishments of those who came before you. And the view is so much better.

28. Make new words.
Expand the lexicon. The new conditions demand a new way of thinking. The thinking demands new forms of expression. The expression generates new conditions.

42. Remember.
Growth is only possible as a product of history. Without memory, innovation is merely novelty. History gives growth a direction. But a memory is never perfect. Every memory is a degraded or composite image of a previous moment or event. That’s what makes us aware of its quality as a past and not a present. It means that every memory is new, a partial construct different from its source, and, as such, a potential for growth itself.



Pensando bem, ando inadvertidamente a seguir os conselhos do Sr. Mau.

soundrack of a sunny day

Procura-me
No sítio mais escabroso do teu coração
Lá me encontrarás, a cantar, de cerveja na mão
E se te parecer que sorrio
Não vai passar de uma impressão
Causada pelo calafrio constante
Que me traz a solidão
Baixa o volume, dá-me a mão
E um abraço é que é o passo
Tanto tempo à tua espera...

Pacman in Tanto Tempo - Orelha Negra

Sunday, March 21, 2010

para mim, the dog days are just starting.

And I never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too.
Happiness hit me like a bullet in the head
Struck from a great height by someone who should know better than that
- Florence + The Machine

Afinal era mesmo verdade, o love will tear us apart. It did.

Friday, March 19, 2010

A minha teoria é que tudo começou quando eu era muito pequenininha e andava naquelas bolsas de canguru, invariavelmente virada para ele, porque ele acordava cedo de manhã e ia levar-me a casa da Glorinha antes de ir para as aulas. Os bebés hoje em dia andam virados para fora, para verem o mundo - eu, via o meu papá.
Há um grande gap temporal na minha memória em que não sei muito bem como foram as coisas, mas do que me lembro sempre fomos assim. Ele lia-me histórias todos os dias antes de eu ir para a cama, do Pituca, da Sapa Cristina e contava-me a história da princesinha e dos seus sete principezinhos na esperança que eu adormecesse mas nunca dava resultado. Depois comecei a ler os livros dele - ainda estou muito a meio dessa tarefa. A minha primeira música preferida foi (sem ser a da Rua Sésamo, óbvio) o Don't Get Me Wrong dos Pretenders, que sabia pôr a tocar no gira-discos, porque ele tinha o Get Close; e mais tarde o Money dos Pink Floyd, quando ele comprou a remasterização do Dark Side of The Moon. Aos sábados de manhã acordávamos com o Leonard Cohen e o seu coro a cantarem la la lala lalalala e ficávamos furiosos. Hoje em dia fiquei com tudo - os discos, o gira-discos, até os cds, apesar de ele fingir que não se apercebe.
Sempre fomos os mais parecidos. Apesar de não ter herdado o bom feitio, e de - segundo ele - eu ir inevitavelmente ficar igual à mãe. Gostamos de muitas das mesmas coisas, temos aquela espécie de telepatia que faz com que achemos piada às mesmas piadas nossas que às vezes os restantes elementos da família não percebem, e acho que só me zanguei com ele a sério uma vez na vida. Agora que já sou crescida já não vou ao colo para a cama, mas trago-lhe o jornal e mando-o ir dormir quando ele adormece em frente à televisão. Já não lhe faço desenhinhos nem pisa-papéis, mas liguei-lhe hoje de manhã. Não é que fosse preciso, mas era impossível esquecer-me que hoje é o dia do Pai.

H&M, Garden Collection e os blogs de meninas

É oficial - está tudo louco com a garden collection da H&M. (da Hennes, como diria a minha professora de inglês, a Sheila. A sério, quem é que se refere à H&M como Hennes? Depois diz muito espantada Oh, the thing is nobody usually knows what I'm talking about when I ask "did you get that at Hennes?" Enfim.)
Ando a vasculhar pelos blogs e - não estou a brincar - arrisco que 95% dos blogs de meninas por onde passei têm referências à dita. Mantive-me imparcial sem dizer uma única palavra, porque apesar de já ter ido ver qual era a razão do buzz, ver a roupa na net é uma coisa e na loja é outra, patati patati. Ontem com a minha amiga S. a vida mudou.

Sim foi amor a ambas as primeiras vistas porque é lindo, fica lindo, vai ficar ainda mais lindo quando estiver em modo Verão e está à minha espera, porque isto é preciso guardá-los senão fogem. Pronto. É esta a dica.

(S. vou lá hoje!)

Thursday, March 18, 2010

independentemente do desfecho

Não há melhor antídoto para a má disposição como ir ao estádio num dia destes. Cheio. Todo o estádio a cantar, sim. Já me tinha esquecido como podemos calhar ao lado de desconhecidos que metem conversa sobre esta ou aquela escolha do Carvalhal, de gente a ouvir o relato, já não me lembrava que de vez em quando há uns miúdos minúsculos com chapéus e a camisola do Izmailov que foi uma pena estar lesionado, sozinhos ou com os pais de mão dada. Já me tinha esquecido do efeito terapia que é estar ali aqueles 90 minutos em que mais nada importa. Ontem teve esse efeito. Independentemente do desfecho - soube mesmo bem ir a Alvalade.

10 da manhã e Maria Bethânia

Negue o seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Esse coração que ainda é seu.

Diga que meu pranto é covardia
Mas não esqueça que você foi meu um dia

- Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos

Wednesday, March 17, 2010

state of mind (sendo o ritmo menos animado)


So sentimental
Not sentimental no
Romantic not discussing it
Darling I’m down and lonely
When were the fortunate only?
I’ve been looking for something else
Too late too late too late

Fall on this cast in steel
Discuss, discourage
On this best dressed weekend
Ending this love for gentlemen only
Wealthier gentlemen only
Now that you’re lonely
Too late too late too late

So go slowly discourage
We’ll burn the pictures instead
When it’s all over we can barely discuss
For one minute only
Not where the fortunate only
But I better be something else
These days it comes it comes
It comes it comes it comes and goes

Sunday, March 14, 2010

deve ser porque está sol


Já não me sinto assim, pelo simples facto de que cheguei ao site e já estavam dois episódios novos. Joy joy joy. Can't wait - vemo-nos daqui a uma hora e meia, ou coisa do género, portanto. Falta a minha internet ser amiguinha e rápida e essas coisas todas lindas que gostamos muito que ela seja. Sim?

marginal ou banda sonora do regresso a casa

Friday, March 12, 2010

highlight du jour

Sol, sol, sol, sol, sol, sol, SOL. Acho que vou trabalhar para a praia.
(ainda sobre os MGMT, estou na mesma. Alguém se oferece para me ajudar?)

Wednesday, March 10, 2010

então e se...

MGMT oferecem single aos fãs, dizem eles? Pois bem, ou sou muito ceguinha ou o botãozinho para descarregar não estava lá.


Pede-se a quem o encontrar que pronto, faça a gentileza de comunicar para estes lados afinal-como-é-que-isto-se-processa.

Tuesday, March 09, 2010

na possível véspera do primeiro dia do avanço no caso casa,


estou em modo quem-me-dera-que-fossemos-para-esta. Eu podia dormir no quarto correspondente à segunda janela a contar da direita, no último andar, assim de repente parece-me bem. Mi manca moltissimo, é só o que tenho a dizer.

Thursday, March 04, 2010

e eu não sou nada destas coisas

Freddie: I really fuckin' love you.
Effy: Raise it a million.

Tuesday, March 02, 2010

isto não acontece

Alguém carregou o meu telemóvel com 10€ dez minutos antes de a Vodafone me retirar as comunicações. Pais em casa não foram. A A. também está em casa, a antecipar o seu aniversário portanto não foi ela. Hmm.

O meu patrocinador que se acuse, para eu lhe mandar um cartão de agradecimento. E uma notinha.

enquadrada no meu novo papel como dona de casa...

juro que se hoje ou nos próximos tempos tenho que dobrar mais uma meia que seja, vai haver problemas. Nunca mais chega o Verão!

Monday, March 01, 2010

hoje, depois de muita procrastinação


Senhoras e senhores, então não é que é mesmo verdade? Fui cortar o cabelo! (palmas e ovações e todo o estádio faz a onda) Claro que nem tudo são rosas e houve muito choro e ranger de dentes, especialmente porque no princípio estava a ler a Blitz e quando a minha querida João me disse desta vez vou cortar mais um bocadinho não ouvi. Paciência. Agora já está, e até daqui a um ano ou dois ou até me esquecer deste desastre. Amanhã vai ser pior, depois do ginásio ou assim. Sim, porque esta semana ficará (espeero) cumprida a promessa solene de lá ir todos os dias ao cycling, pelo menos. (hoje foi um dia excepcionalmente bom nesse aspecto, mais os 45 minutos de elíptica, yes!)
Estou a dar-me conta do nível shallow deste post. Ginásios e cabeleireiros? Sou quase mulher de um ricaço - só me falta o dito.

Sunday, February 28, 2010

não custou muito, pois não?


Era só terem feito isto o resto do campeonato. Isso é que tinha sido.
(mas estou tão tão contente, hoje sim posso dizer que foi o Sporting que alegrou o meu dia, caso raro nos últimos tempos!)