Saturday, August 27, 2005

Deixa-me ficar.

"Tenho pena de te perder apenas com um olhar
Quando penso em ti, apetece-me voltar
O tempo voa e já está a acabar
Deixa-me ficar..."

Acabou. Foram, arrisco dizer, os 15 dias mais rápidos da minha vida. Entre mais velhos, fofocas, grupinhos, bolachas, pares, homens, uniões e desuniões, zangas, incêndios, evacuações, fumo e cinzas, banhos de mangueira, atrofios, rir até doer a barriga, gritar até ficar sem voz, o vício das Strepsils, rio, slide rappel e escalada, tererés e pulseirinhas, o acampamento que não existiu, a noite no barracão, os filmes que eram a comédia, aqueles "agora abafar putos de pé!" que nós percebemos, café concerto, muitas músicas e tantas outras coisas (que como eu já disse uma vez, só quem lá foi é que me percebe), passaram-se, e a verdade é que acabou mais um turno.
E eu à espera disto o ano inteiro, para ser assim rápido...
Trago o dvd das fotografias que passei a tarde a ver, trago as gravações no telemóvel, trago três horas de sono em cima, trago o vício da sueca, trago uma música nova aprendida, trago um enorme cansaço e imenso sono, trago o livro que levei para ler e não li, mas mais do que isto, trago imensas recordações, imensos momentos daqueles que não se esquecem nunca. Não posso dizer que trago 50 amigos, porque não trago, mas talvez uns 5 ou 6, o que já é mais que bom. Trago também, inevitavelmente, muitas saudades. Mais do que nos outros anos.
Porque este foi diferente, foi aquele em que entrámos em pânico, em que chorámos e rimos quase todos os dias (e nalguns em doses iguais), em que ficámos sem nada para fazer, em que parecia certo a vinda embora, em que ouviamos rádio 24 horas por dia, em que nos desorientamos no raid de cagada, em que o grupo era perfeito, em que pensámos que ia ser uma bosta. Porque este ano foi sem sombra de dúvida, O ano.
Aquele que não se esquece. Aquele que tem direito a uma avenida no campo. Aquele que se relembra e se conta por muito e muito tempo. O ano que eu mais gostei até hoje.
Por favor, deixem-me ficar...

(não vale de muito pedir isto, mas tentei...)

Saturday, August 13, 2005

"Não me dês mais sonhos, não me ponhas a voar por cima do mundo como um balão, senão rebento de felicidade e, como o voo é inseparável da queda, não vou conseguir estar lá em cima e cá em baixo ao mesmo tempo, para me amparar numa nova realidade."

"... mas, se isso um dia for mesmo possível, então, quero que seja um rapaz com os teus olhos, e o teu cabelo, e a tua alma de pássaro."

Margarida Rebelo Pinto - Alma de Pássaro


volto daqui a 15 dias*

Friday, August 12, 2005

"I somehow find you and I collide." :)

Depois de muito pensar (sabes que não faço outra coisa!) se devia ou não escrever aqui hoje, no meu último dia em Lisboa (pela segunda vez estas férias), decidi que sim. Isto não está nada fácil... Mas simplesmente melhorou só por ter ligado o computador de manhã e ter tido uma recepção mais que calorosa. Sim, é para ti que eu vou escrever desta vez, e decerto compreendes a minha necessidade e motivação para o fazer.
Podia dizer tanta coisa, tanta coisa que já te disse, tanta coisa que já escrevi, tanta coisa que já pensei. Podia apenas começar com um "pensei que fosse mais fácil contigo longe...", porque tu percebes e eu percebo. Mas ia enganar quem não percebe, porque já há uns tempos que eu não penso que seja fácil contigo longe. Alias, o tu estares longe não faz sentido simplesmente!
E pensar que tudo começou com termos o mesmo cargo na equipa... a letra "parecida", sermos também tão "parecidas" que eram raras as vezes em que me chamavam Sara... a Serra da Estrela... os almoços juntas ou pelo menos em que nos viamos todos os dias à hora do almoço... os atrofios no net "às 10 horas com 10€ e eu ligo-te..." - ainda tenho o postal! ... ficarmos manas... tu conheceres a Martinha de Sesimbra e a Rita dos Casamentos... o nosso raid à procura de tshirts brancas na baixa que acabou no corte inglés a comprar umas calças PERFEITAS... a música, as músicas... o acampamento dos lobitos... os nossos ataques musicais... AQUELAS conversas... o nosso acampamento... o "eye <3 you x3"... as ovelhas negras... sermos as super... os vans e os all stars... os DZRT! :P as confissões e os dramas amorosos das duas... tanta tanta coisa que eu podia ficar aqui sempre a dizer. Mas não vale a pena, porque eu sei, e tu também sabes.
Com isto tudo, com tanta coisa que já passámos, com a falta que tu me fazes, com as saudades que eu tenho tuas, não imaginas quantas, eu apercebo-me - já me tinha apercebido mas sabes como é que é, isto de escrever aqui qualquer coisa de jeito anda agreste com os últimos eventos da minha vida... - que tu és tão tremendamente importante para mim! Apareceste sem eu saber bem como e agora se desaparecesses da mesma maneira eu não sei se conseguia. Porque gosto imenso de ti e sim, preciso de ti para me apoiares e para falares comigo e me mandares músicas (LOL) e para me ouvires quando mais ninguém me atura, e para vires comigo fazer o piercing que eu sei que vou ter medo.
Obrigada por tudo, por me ajudares a perceber que "even the best fall down sometimes" e para me ajudares a erguer-me outra vez seja de que situação for.

"ainda tens que me dizer porque é que nunca partiste..." :)
e já agora, não vás embora NUNCA.

Amo-te amo-te amo-te Mana! *

Thursday, August 11, 2005

Quase Perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero


Quase que não chegava a tempo de me deliciar
Quase que não chegava a horas de te abraçar
Quase que não recebia a prenda prometida
Quase que não devia existir tal companhia

Não me lembras o céu nem nada que se pareça
Não me lembras a lua nem nada que se escureça

Se um dia me sinto nua tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito perdido num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der o tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer a seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser faremos o crime perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Se um beijo é quase perfeito perdido num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der o tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer a seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser faremos o crime perfeito

Sabe bem
Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

:) qualquer coisa mesmo... PERFEIÇÃO! (Quase... lol)

Wednesday, August 03, 2005

Quando queremos muito que as coisas mudem, que tudo melhore, passam dias, meses, anos até, e tudo fica na mesma. Quanto mais esperamos que as coisas aconteçam, parece que os dias se tornam maiores e que aquilo que desejamos vai ficando lentamente inalcançável. A pouco e pouco, à medida que nos vamos apercebendo disso mesmo, vamos chegando a conclusão de que talvez não valha a pena, passam-nos pela cabeça imensas coisas, inclusive desistir.
Mas há um momento, não mais que isso, um breve instante em que tudo muda. E é aí que vemos que a espera não foi em vão. Que afinal, podemos ter aquilo que queremos, que basta lutar um bocadinho, que não se deve desistir. Que as coisas podem ficar talvez melhores ainda do que estavam antes. Do que aquilo que queríamos. Do que alguma vez imaginámos ser possível.
E acontece tudo tão rápido...
Então aparecem mil oportunidades, mil hipóteses, e a escolha de as agarrar ou não. Temos imenso por onde escolher que ficamos sem saber o que decidir. O que é melhor? O que é mais certo? O que parece bem? O que os outros aprovam? Ou talvez aquilo que queremos mesmo fazer? E se depois não correr bem?
Corre-se o risco. É tudo assim na vida, há a hipótese de correr bem e a de correr mal. E eu não sei como é que é com vocês, mas eu prefiro arrepender-me de ter feito qualquer coisa ou de ter tomado qualquer decisão do que arrepender-me de não o ter feito e ficar a pensar no que podia ter sido. Mas gosto ainda mais de não me arrepender de nada.

Arrisquem.

Tuesday, August 02, 2005

The Doors - Light My Fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you

Girl, we couldn't get much higher
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

:D estou apaixonada por este homem... mas acabei de descobrir que é de família! menos mau...

Sunday, July 31, 2005

"It's amazing..."

"With the blink of an eye
You finally see the light
It's amazing
That when the moment arrives
You know you'll be alright
(...)

That one last shot's a Permanent Vacation
And a how high can you fly with broken wings
Life's a journey - not a destination
And I just can't tell just what tomorrow brings

You have to learn to crawl
Before you learn to walk
But I just couldn't listen
To all that righteous talk
(...) "

Aerosmith - Amazing

Friday, July 29, 2005

"Duas simples bocas podem fazer maravilhas com duas simples almas.
Das bocas para a mão que faz carinho, dos carinhos para o corpo nu, do corpo para a vontade de virar um só.
Dor no coração.
Líquido que sai como escorregão.
Desejo que tudo acabe logo se não morrerei.
Desejo que tudo dure eternamente se não morrerei.
E quando acaba, desejo de comer doce.
Beber água e fazer xixi.
Ter um travesseirinho.
Dormir acariciando os cílios.
Ou então, se possível, ter muitos filhos.
Se não, morrerei."

by Maria Mariana @ Confissões de Adolescente

Thursday, July 28, 2005

"Happy... I'm happy!"

"Mais uma vez abro os olhos p'ra ver o mundo acordar,
um silêncio perfeito, desfeito num balançar.
Quem me dera ficar para sempre no outro lado,
num sono profundo completamente isolado,
viveria num sonho entre paisagens brutais,
porque a vida cá fora por vezes é dura demais quanto mais, sempre mais, tempo passa,
então eu sigo em frente seja para o bem ou p'rá desgraça.
Lentamente, pé ante pé vou à janela,
uma infindável paisagem parece caber numa tela.
O odor da manhã e do mar, a sensação familiar,
elementos suficientes para nos fazer recordar:
Pequenos momentos gravados na memória,
pequenos pormenores que mudaram a minha história,
essencial recordar o que foi mau, o que foi bom aproveita a vida, relaxa curte o som.
Foram anos e anos, perdidos acho...
Bazamos mas por enquanto pesamos, naquilo que pensamos,
uma mudança na vida, três passos para começar devagar...

... fiquei no meu lugar. "

não sei quem escreveu... mas tá simplesmente brutal! :)

Wednesday, July 27, 2005

"But my God it's so beautiful when the boy smiles!"

E afinal sempre é verdade aquilo que se diz, de nunca ser tarde demais! :D

O acampamento não se pode considerar dos melhores mas enfim teve qualquer coisa... As Ovelhas Negras Bifana, Febra e Bitoque, aqueles atrofios do costume, os amuos, encher balões de água, a caixinha verde, os dramas que parecem enormes, resolver-se tudo, a Elsa (Ó EEEEEEEEEEEEEEELSAAAAAAAAAAAAAAA!)... tantas e tantas coisas que para dizer todas ficava aqui imenso tempo... não consigo descrever decentemente acho que é mais isso!
Agora vou é tomar um banho DAQUELES e depois arroxar à GRANDE! :P

Saturday, July 23, 2005

"20 000 seconds since you've left and I'm still counting..."

We were surprised when we found out that love feels just like pain.

Tendo em conta que me vou voltar a ausentar desta cidadezinha calminha ( LOL?) que é a minha, desta vez por menos tempo mas talvez uma ausência bastante importante, achei bonito dizer aqui qualquer coisa mas não sei se tenho inspiração...


"Mas agora é tarde. Ou talvez não."
(espero sinceramente que não seja)

Wednesday, July 20, 2005

"Sol, dietas suspensas, miúdas nervosas, sacos cama, pouca conversa, beijos roubados, ingredientes secretos..."

...e viva as férias! :)

Tuesday, July 19, 2005

"... and I miss you." (Parte 2)

Um mês passou, dois, três meses. Agora a menina estava sentada na varanda, naquela mesma varanda onde tantas outras vezes pensara no menino. Já tinham passado cinco meses, e nada parecia indicar que as coisas pudessem vir a mudar para melhor do que naquele dia em que ela o deixou apenas com um papel, apesar de ter sentido que devia ter parado e voltado para trás. Não sabia bem o que é que a tinha impedido de o fazer, apesar de sentir que o menino tinha ficado a vê-la desaparecer depois de ler o papel que ela tinha deixado caír e que só notou a falta em casa. Fosse o que fosse, foi essa mesma coisa que a impediu de lhe dizer fosse o que fosse nos meses que se seguiram. Pelo menos alguma coisa simpática, ou pelo menos alguma conversa normal como aquelas que tinham antes. Deu por si a amaldiçoar aquele dia, aquele estúpido dia em que se tinha apercebido que gostava dele. Afinal, antes disso estava tudo bem.
Suspirou fundo, tal como já tinha feito pelo menos uma dúzia de vezes só naquele dia. Isto tinha que acabar, tinha que deixar de se pôr a pensar nessas coisas que só lhe faziam mal e uma vozinha simpática na sua cabeça dizia-lhe que era o melhor a fazer mesmo. Decidindo acreditar nisso, sorriu, fechou os olhos e deixou-se ficar ao sol a ouvir música, concentrando-se única e exclusivamente nela.
Não muito longe dali, apenas o espaço suficiente para duas pessoas se verem todos os dias ou nunca se chegarem a encontrar, alguém está a chegar a casa. Olha para o relógio, 9 da manhã, nada mal, pode ser que não reparem. O sono é mais que muito enquanto chama o elevador no qual quase adormece, e quando finalmente chega ao seu andar e põe a chave na porta e entra em casa, atira-se para cima da cama. 'Vou dormir até amanhã' pensa ele. Descalça-se, atira com os sapatos quando de repente vê um papel no chão, que não reconhece imediatamente. Pensou em deixá-lo ali e ver depois, mas a curiosidade foi mais forte e não resistiu. Pegou no papel, leu-o e de imediato sentiu um nó no estômago.
Oh, ele conhecia aquele papel. Não sabia era que ainda o tinha... Claro que sabia, tinha-o guardado e olhado para ele vezes e vezes sem conta. Precisava de tempo para digerir aquela pequena mas essencial informação que lhe tinha acidentalmente caído aos pés e da qual ele sabia a fonte. Só tinha precisado de um bocadinho de tempo para pensar no que havia de fazer com ela... quando a menina começou a ficar estranha. Sim, foi mais ou menos ao mesmo tempo. Ele não percebia porquê, afinal quem é que as percebe?, só que estranhou mais que muito. A menina que sempre lhe parecera fantástica de um momento para o outro ficou estranha, embirrenta, amuada por tudo e por nada, respondia mal a qualquer coisa que ele dissesse, mal lhe falava e irritava-se quando ele não lhe falava a ela, mandava bocas parvas, tentava fingir que estava sempre tudo bem ou simplesmente deixava que toda a gente soubesse que ela estava na fossa. Basicamente, segundo o que o menino pensava, estava estúpida. E isso tinha bastado para que ele esquecesse aquele papel, para que ele não quisesse sequer voltar a pensar naquele assunto e por muito que lhe tivesse custado na altura, seguisse em frente. Só que pelos vistos ainda não tinha deitado fora o papel...
O programa era o do costume. Praia, compras, umas voltas aqui e ali só para desanuviar porque ela também precisava disso. Não que a menina ainda estivesse MUITO afectada com aquela história toda, porque não estava. Ela esquecia o menino quando quisesse, estava perfeitamente certa. Mas se ele tinha lido a porcaria do papel porque é que não tinha falado com ela? Sim, porque ela sabia que era o menino que o tinha, quem mais podia ter tido? Se calhar não tinha, se calhar tinha-o deixado caír no autocarro ou assim e outra pessoa tinha apanhado. Mesmo assim, a menina tinha um feeling que era ele que o tinha apanhado e que ele sabia. De repente uma ideia passou-lhe pela cabeça. E se o menino já tivesse tomado a decisão naquele dia em que eles falaram e não lhe tivesse dito logo só para ela não se magoar? Esta ideia irritou-a. Magoas-te quando cais, não quando te dizem o que não queres ouvir. Talvez tivesse sido melhor tudo de uma vez sem avisos, e ela já lhe tinha demonstrado que não queria mais saber. Em retrospectiva, talvez tivesse dito umas coisas que não queria, mas o que está feito está feito e agora não há nada a fazer. Aquela mesma coisa que a impediu de voltar atrás dizia-lhe o que fazer desde aí e ela cumpria à risca.
O menino também precisava de saír. Desta vez sozinho, não queria aturar ninguém. E além disso já tinha programa à noite. Não queria voltar a pensar naquele estúpido papel, naquela estupidez e perda de tempo que tinha sido aquela menina que não passava de uma pita e que o tinha andado a fazer de parvo. Se ela pensava realmente tudo aquilo que dizia, porque é que nunca o tinha dito antes? Poupava imenso tempo e trabalho. E pensar que ele tinha considerado sequer a hipótese de... enfim, já não interessava. Mais uma vez perguntou-se porque seria que não deitava o papel fora de uma vez por todas. Aquilo era só mais uma mentira, não era?
Ao voltar para casa, agora a pé, a menina lamentou ter pensado no menino todo o dia. Agora estava preocupada se os seus amigos não iam pensar que ela estava efectivamente a ficar tontinha, já que parecia estar sempre no mundo da lua e que já não lhe interessava nada. Mas eles, compreensivos como sempre, sorriam, ouviam as mesmas histórias mais de mil vezes e mesmo assim tinham paciência para ouvir mais umas mil. Estava agora a passar por uma rua onde costumavam passar muitas vezes e sentiu-se subitamente triste. Porque apesar de a menina saber que para ele ela tinha sido 'só mais uma', qualquer coisa que simplesmente não deu certo e vamos seguir em frente, ela continuava a gostar dele. E todas as coisas que a menina tinha dito e feito, todas as vezes que tinha parecido estúpida e dito coisas que na verdade não sentia, foi para se convencer do contrário. Não valeu a pena.
Passando por uma rua onde iam muitas vezes, o menino começou a pensar na menina outra vez. E se fosse verdade o que dizia o papel? Bem, se fosse, temos pena, mas era tarde demais. Ela não podia simplesmente esperar que ele estivesse sempre ali para o que lhe apetecesse não era? Quando estivesse bem disposta, tudo bem, quando estivesse mal disposta ele que se afastasse, as coisas não eram assim. Mas a verdade é que por muitas vezes que ele tivesse tentado fazê-la saír da sua cabeça, e por muitas vezes que tivesse conseguido, ela estava lá sempre por boas ou más razões.
Cada um estava tão completamente perdido nos seus próprios pensamentos que não se apercebeu de quem ia exactamente à sua frente num sentido contrário. Ambos chocaram com outra pessoa, e quando levantaram os olhos para pedir desculpa pelo encontrão é que viram que tinham chocado um com o outro. E ficaram assim, sem nada para dizer um ao outro.
Ou talvez coisas demais.

sigh...

Monday, July 18, 2005

Breathe (2 AM)

2 AM and she calls me cause I'm still awake
Can you help me unravel my latest mistake?
I don't love him, winter just wasn't my season.
Yeah we walk through the doors so accusing their eyes
Like they have any right at all to criticize
Hypocrites, you're all here for the very same reason.

Cause you can't jump the track
We're like cars on a cableand life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button, girl
So cradle your head in your hands.
And breathe, just breathe, whoa breathe, just breathe

May he turned 21 on the base of Fort Bliss
"Just a day," he said down to the flask in his fist
Ain't been sober since maybe October of last year
Here in town you can tell he's been down for while
But my God it's so beautiful when the boy smiles
Wanna hold him maybe I'll just sing about it

Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button, boys
So cradle your head in your hands
And breathe, just breathe, whoa breath just breathe

There's a light at each end of this tunnel
You shout cause you're just as far in as you'll ever be out
And these mistakes you've made
You'll just make them again if you'll only try turnin' around

2 AM and I'm still awake writing this song
If I get it all down on paper it's no longer inside of me
Threatening the life it belongs to.
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary screamin' out aloud
And I know that you'll use them however you want to.

But you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button now
Sing it if you understand, yeah breathe
Just breathe, oh oh breathe, just breathe, oh breathe,
Just breathe, oh breathe, just breathe

:) perfeito! de volta...

Friday, July 01, 2005

"So don't stay up for me... don't wait up for me if I'm not home"

Último dia em Lisboa.
É uma da manhã e eu sem saber o que fazer. A minha cabeça está na maior das confusões e não há perspectivas que isso mude tão facilmente quanto eu queria. Daqui a umas horas, que com o sono se vão revelar poucas, vou estar de partida. Vou ficar duas semanas fora, num sítio onde nada nem ninguém me pode atormentar (se ao menos eu não levasse o telemóvel...) e para onde vou descansar. Saír desta cidade e não aturar mais esta gente porque estou farta.
Não me leves a mal, eu amo a cidade. E as pessoas. E se calhar o meu problema é esse. Não é o de todos? Gostar demasiado de quem não devemos e não saber gostar de quem gosta de nós. Prefiro não pensar nisso, levo a cabeça cheia de coisas que gostaria de deixar por lá, enterradas na areia branca ou talvez dispersas numa onda qualquer que venha e que as leve para longe, muito longe...
Há bocado peguei numa folha de papel e escrevi. Despejei tudo o que estava a sentir naquele momento em que todas as confusões que me perturbavam e todas as dúvidas que me assaltavam se misturaram e formaram qualquer coisa que explodiu e que não me deixou continuar a aparentar a mesma calma de sempre. Depois de escrever tudo senti-me mais calma, e mais segura de que os próximos 15 dias me vão fazer bem. Não para esquecer nada, nem para fingir que as coisas não existem para depois quando voltar dar de caras com os mesmos problemas, quem sabe talvez agravados. Preciso de saír, de me afastar, para saber melhor aquilo que eu hei de fazer.
Não posso simplesmente fugir aos meus problemas. É como na Cidade de Deus 'Se fugir o bicho pega, se ficar o bicho come'. Não há muitas alternativas pois não? Agora o que eu quero mesmo é dias de sol e de praia, de acordar tarde e de me deitar tarde, de sentir o cheiro da praia à noite, de ver o mar, de ouvir os grilos, de passear, de dar uns mergulhos e de torrar ao sol. Quero isto tudo e tenho a certeza que é isto que vou ter. Acordar as onze para ir para a praia, voltar às duas, almoçar, escrever, apanhar sol no jardim, tocar guitarra, voltar para a praia, chegar a casa às oito da noite vinda da praia, tomar banho e ir jantar fora e depois voltar para ir dar uma volta. Ouvir a minha música e tirar as minhas fotografias, quem sabe conhecer mais gente, mas não é esse o meu objectivo. Não me quero meter de maneira nenhuma em nada, quero descansar e quero principalmente descansar a minha cabeça.
Estou convicta do que quero mas num segundo as minhas certezas desvanecem-se, simplesmente por ver uma fotografia de duas meninas num escorrega. As saudades, já me esquecia delas. Vou ter saudades, daí levar o já tão conhecido bebé comigo, senão deixava-o em Lisboa. Mas também como é que posso pensar em deixá-lo 15 dias sozinho? Não posso. Vou e vamos os dois. E a guitarra, a máquina, os meus cds. Sorrio ao pensar que levo tudo comigo, quase tudo, quase que me esquecia duma parte fundamental que vai comigo para todo o lado. Pronto arrumado. Agora sim.
Agora é uma e meia e eu penso em deixar Lisboa.

Wednesday, June 29, 2005

The Skizz - Masochist Lies

I’m waking up
From a dream
My eyes don’t seem to fit
This all happened in a blinding speed

Believe it or not
You’re the best thing that ever happened to me
And I don’t want all of this to go away



I don’t care if you care
Cause strangely I’m feeling good
I might not be perfect but
You are a complete disaster
And I love anyway


Let’s just fade away
Breath away every single cell of our bodies

Believe it or not
You’re the best thing that ever happened to me
And I don’t want all of this to go away

Quem ainda não ouviu isto (todos os meus leitores menos um, talvez dois mas vá um que pensava que o blog era sarinhaa e que neste momento deve estar a dizer "ah e tal sou eu") ainda não viveu nada! Digo-vos mais não tem nada para contar na vida... Eu tinha um amigo que dizia que se eu ainda não tinha comido pão com chouriço na Praia Grande não tinha nada de jeito para contar na vida porque não conhecia a sensação e agora eu dou-me a liberdade de acrescentar que QUEM AINDA NÃO OUVIU O SIMÃO MARTINS A TOCAR GUITARRA NÃO SABE NADA DA VIDA! Epa que brutalidade :D
Já lhe disse isto e também que sou completa fã da banda... do vocalista que a cantar é o auge da vida, do baixista que faz as letras perfeitas, o baterista não conheço mas conheço fans dele LOL (ou como diria a Belicha... KIK), e depois claro o Simão que se estiver a ler já tá praí coradíssimo :D que apesar de dizer que Belicha é o feminino de beliche tem que se louvar porque conseguiu desamuarme aos primeiros acordes do I miss you dos Incubus :) ELE APRENDEU A TOCAR PARA MIM! E mais não digo porque senão além de não o largarem mais ele fica convencido e isso não queremos ah pois não :P Para além de eu estar a fazer publicidade de borla não é... mas tem que ser! Ele há de comentar aqui e pôr o site da banda para vocês estarem ao corrente das novidades do mundinho dos The Skizz e tal... ou se calhar não :P

Sunday, June 26, 2005

"Podes-me dizer como sair daqui?" perguntou Alice. "Isso depende muito de para onde queres ir." respondeu o gato.

"Preocupa-me pouco onde ir." disse Alice.
"Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas..."

Lewis Carrol @ Alice no País das Maravilhas.


Para onde ir quando não temos sítio nenhum para ir? Pode parecer disparatado, mas na realidade não o é. O que escolher quando não temos hipóteses? O que decidir quando essa mesma decisão nos pode custar tudo ou trazer tudo o que queremos e não sabemos? O que fazer quando não se sabe o que é certo?
A Alice perguntou ao gato como saír dali. Ela sabia o que queria, sabia que não queria estar naquele lugar, sabia que queria saír dali. Ok, ela não sabia o que queria. O que ela sabia era aquilo que não queria.
"Isso depende muito de para onde queres ir..." tudo o que nós fazemos ou as decisões que tomamos têm ( não será deviam?) que ser tomadas de acordo com aquilo que nós tentamos atingir. Num mundo perfeito, talvez conseguissemos atingir as nossas metas através de uma simples decisão, mas temo que isso não aconteça. Agora se não sabemos o que queremos, como a Alice, temos uma infinidade de escolhas. Porque afinal, sempre sabemos aquilo que não queremos. E para o evitar não há um único caminho, há mais, muitos mais do que aqueles que podemos imaginar sequer.
Acho que todos nós somos a dado momento como a Alice. Eu própria agora sou a Alice. O que não quero? Podem ter a certeza que sei. Agora quando chega a altura de ter que decidir para onde é que eu quero ir é que se torna mais difícil, porque não sei. Não sei o que é que eu quero, e por isso existe aí um Cheshire Cat que me diz "como não sabes o que queres, não consegues saír daí..." e que sorri e desaparece mas não sem deixar o sorriso a perseguir-me e a obrigar-me a viver com o peso das minhas escolhas. Temos todos. não é? E ao ler isto apercebi-me que é verdade... enquanto eu não souber o que quero, não vou saber como saír das situações em que eu me encontro. Era tudo muito mais fácil se não fosse assim, mas é, e não podemos fazer nada. Alias, posso. Posso sentar-me e pensar não no que fazer, porque isso é mais fácil, mas sim no que quero, para ver se chego a alguma (brilhante) conclusão sobre isto...

"... então eu sigo em frente seja para o bem ou p'rá desgraça. "
I never thought I'd die alone
I laughed the laudest who'd have known
I traced the cord back to the wall
No wonder it was never plugged in at all
I took my time, I hurried up
The choice was mine, I didn't think enough
I'm too depressed to go on
But you'll be sorry when I'm gone

I never conquered, rarely came
At 16 just held such better days
Days when I still felt alive
We couldn't wait to get outside
The world was wide
Too late to try
The tour was over but we'd survived
I couldn't wait 'till I got home
To pass the time in my room alone

I never thought I'd die alone
Another six months I'll be unknown
Give all my things to all my friends
You'll never step foot in my room again
You'll close it off, you'll board it up
Remember the time that I spilled the cup
Of apple juice in the hall
And please tell mom this is not her fault

I never conquered, rarely came
At 16 just held such better days
Days when I still felt alive

We couldn't wait to get outside
The world was wide
Too late to try
The tour was over but we'd survived
I couldn't wait 'till I got home
To pass the time in my room alone


I never conquered, rarely came
Tomorrow holds such better days
Days when I can still feel alive
When I can't wait to get outside
The world is wide
The time goes by
The tour is over but we'd survived
And I can't wait 'till I get home
To pass the time in my room alone

Sinceramente não sei o que é que se passa... imensas desculpas àqueles que ontem aturaram o meu péssimo feitio... "Tomorrow holds such better days"

Friday, June 24, 2005

Sarinha :D


"...vi o sol acordar por detrás do seu sorriso me fazendo lembrar..."

Hoje é para si... para mais uma vez lhe dar sorte! Adoro-a :)