Tuesday, May 31, 2005

"Sem deitar tudo a perder... como é que tu vais fazer?"

"Senti-me quase a perder
Aquilo que tinha p'ra ganhar
Mas eu não queria ver
O que estava a acontecer
Fui-me deixando estar
Sem nada querer fazer
Custa-me a acreditar
Que desta vez não vou vencer "

Xutos & Pontapés - Dados Viciados

Monday, May 30, 2005

"Caímos num duplo equívoco: nunca acreditaste que eu gostasse de ti e sempre gostei; nunca acreditei que não me amasses e afinal não chegaste sequer a gostar de mim. No amor, os homens são paranóicos e as mulheres obsessivas. Eles não acreditam no amor delas e elas não admitem a falta de amor neles. Tu e eu fomos apenas mais um caso entre tantos e tantos milhões e mais uma vez a história repetiu-se.
(...) Não renego o amor que tive por ti, mas não aceito a tua intolerância, a facilidade com que julgas os outros, a levianidade com que me condenaste. (...)
Não é a dor da rejeição que me massacra, é a dor de saber que nada poderá sobrar deste amor. Que a amizade não tem espaço nem voz entre duas pessoas que desconfiam uma da outra com a facilidade de um inquisidor contratado a soldo. (...) As mulheres demoram algum tempo a transformar um sentimento em pensamento, tanto mais quanto este é profundo..."

Não há Coincidências - Margarida Rebelo Pinto

Digamos que desde que começei não consegui parar... impressionante hoje nem estive atenta a aula nenhuma, sempre a ler, sempre a querer saber o que é que se ia passar a seguir. Agora, que acabei, percebi. Acho que vou parar um bocado de tudo. Pensar, ou talvez nem isso... Talvez dormir um bocado a ver se me passa o mau feitio... impossível, já faz parte.

Sunday, May 29, 2005

"Percebe uma coisa... eu não vivo sem ti!"

by Bola @ conversa importante hoje à noite

"A verdade é que te amei...

Por vezes perco-me na penumbra das minhas próprias incongruências, deixo de te ouvir e como que acciono aquele tic tac que me hipnotiza até um estado catatónico em que só vejo para dentro, por dentro.
Ao acordar, tudo está um caos.
E o verde dos teus olhos, que reflecte perigosamente no molhado dos teus lábios, anuncia o medo que se aproxima.
O medo.
Aquela tépida temperatura que sempre me acompanha, de súbito, abandona-me, o ritmo cardíaco acelera de forma descontrolada e nas minhas veias o sangue bombeia e corre causticamente, como ácido. Tudo dói. Tudo me lique faz num fenomenal pesadelo surrealista.

Vejo tudo o que passou e foi dito, num flash.

No segundo seguinte vejo tudo o que se passará, como uma macabra manifestação de poesia que subtilmente se instalou e cresceu no meu lóbulo esquerdo, como bolor.
Cinco minutos passam.

Corri o estore e abeirei-me da janela. (...) São três da manhã...
Dou por mim a falar comigo própria. Pergunto-me e peço. Desejo. Tudo parece cada vez mais longe, nada sei, tudo quero, nada tenho.
Palavras escritas dezenas de vezes.
É...
Sinto que nasci azul, eterno ar carrancudo, envolto em ténues momentos de puro prazer. E tenho medo... Como dizer esta tristeza? Já não sei...

Quando te conto que até a mim me aborreço, porque não queres tu acreditar? Queres maior símbolo de máxima lucidez?
Queres maior recusa a viver como uma personagem fictícia?
Lixo....
Depois...
Sabes... a irrefutável certeza de que sou um ser triste açambarca-me à medida que tomo consciência do meu mais inconsciente acto.
Passam dias que não te vejo e o mesmo número de dias em que saio à rua, caminho até me cansar e volto para casa imaginando que estive contigo, depois de mais um dia maravilhoso, de paz, carinho e amor imaginários, tornando menos dolorosa a sensação de solidão.
Um produto doentio da minha mente perturbada, a minha inconsciente endorfina comportamental, o fruto daquilo que criei. Doentio...
A verdade é que te odiei."

Não fui eu que escrevi isto... (pois, já estavam a estranhar!) Tanto que isto nem está totalmente certo... se calhar só aquelas frases destacadas e tal... Mas pronto li não sei onde, gostei muito mesmo e fica aqui em aberto quem será o autor... Não interessa!
Ah estou feliz... estive com a minha Bola! :) hmmm querem melhor? Não querem, não querem, mesmo que quisessem não conseguiam! :D *

Saturday, May 28, 2005

"I haven't felt the way I feel today in so long it's hard for me to specify..."

Pardon me while I burst
Pardon me while I burst

A decade ago, I never thought I would be
At twenty-three on the verge of spontaneous combustion
Woe is me
But I guess that it comes with the territory
An ominous landscape of never-ending calamity
I need you to hear, I need you to see
That I have had all I can take
And exploding seems like a definite possibility to me.


So pardon me while I burst into flames.
I've had enough of the world and its people's mindless games.
So pardon me while I burn and rise above the flame.
Pardon me, pardon me... They'll never be the same.

Not two days ago, I was having a look in a book
And I saw a picture of a guy fried up above his knees.
I said, "I can relate,"
'Cause lately I've been thinking of combustication
As a welcome vacation from
The burdens of the planet Earth
Like gravity, hypocrisy, and the perils of being in 3-D
But thinking so much differently

Pardon me while I burst into flames
I've had enough of the world and its people's mindless games
So pardon me while I burn and rise above the flame
Pardon me, pardon me. They'll never be the same
Never be the same… yeah

Pardon me while I burst into flames
Pardon me... Pardon me... Pardon me

So pardon me while I burst into flames
I've had enough of the world and its people's mindless games
So pardon me while I burn and rise above the flame
Pardon me, pardon me... They'll never be the same
Pardon me...
Never be the same... yeah.

Ahh... simplesmente BRUTAL! Incubus @ 11º Super Bock Super Rock

Queria dizer mais qualquer coisa... mas não sei não. Pode ser que eu amanhã consiga... =)

Friday, May 27, 2005

"I know I'll see you again wheather far or soon... But I need you to know that I care and I miss you..."

Definitivamente, não mereço. Tudo o que eu podia dizer agora é banal demais e já foi dito muitas vezes... de qualquer maneira não seria suficiente. Dói sempre um bocado quando nos consciencializamos que fizemos porcaria... muita mesmo. E dói muito mais quando não a podemos consertar... Ou pelo menos quando não sabemos como o fazer.

"Nunca dei um passo que fosse o correcto... Eu nunca fiz nada que batesse certo!"

"As pessoas boazinhas dão sempre uma segunda oportunidade... pelo menos é o que o Diogo acha!" by Marta @ almoço

Thursday, May 26, 2005

Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu...


Xutos e Pontapés - Deitar a Perder

Friday, May 20, 2005

Tuesday, May 17, 2005

Estava a ouvir música do computador. Playlist a tocar, as músicas a passar aleatoriamente. Circo de Feras... e qual é que se segue? Give it away. Sorrio por ser a música que é. Saio do quarto para ir apagar a luz do corredor e oiço música do quarto do João. Bob Marley. Não há, efectivamente, coincidências.

"Could you be loved... and be loved"

Saturday, May 14, 2005

Take a minute girl, come sit down
And tell us what's been happening
In your face I can see the pain
Don't you try to convince us that you're happy (yeah)
We've seen this all before
But he's taking advantage of the passion
Because we've come too far
For you to feel alone
You don't let him walk over your heart
I'm telling you

Girl, I can tell you've been crying
And you needing somebody to talk to
Girl, I can tell he's been lying
And pretending that he's faithful and he loves you
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

See, what y'all don't know about him
Is I can't let him go because he needs me
It ain't really him, it's stress from his job
And I ain't making it easy
I know you see him bugging most of the time
But I know deep inside, he don't mean it
It gets hard sometimes
But I need my man
I don't think y'all understand
I'm telling you

Girl, I can tell you've been crying
And you needing somebody to talk to
(we understand, don't be ashamed of your friend)
Girl, I can tell he's been lying (oh, I can tell he's been lying to you)
And pretending that he's faithful and he loves you (he's not good for you)
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

(Girl) girl, take a good look at yourself
He got you going through hell
We ain't never seen ya down like this
What you mean, you don't need us to help
We known each other too well
I'm your girl, you're my girl, we your girls
And don't you know we love ya
Yeah

Girl, I can tell you've been crying (girl)
And you needing somebody to talk to
Girl, I can tell he's been lying
(I been knowin' you since you was ten
You cannot hide from your friends, girl)
And pretending that he's faithful and he loves you
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

a minha mana mandou-me isto quê... anteontem e não parei de ouvir =D brutalidade...

Hoje acordei feliz! =)

"Enquanto a noite cai... o que é que ele vai ser?"

Ela deita-se para dormir. Um sorriso nos lábios enquanto apaga a luz. Talvez por estar a pensar nele, talvez por ele ser a única pessoa que a faz sentir assim, talvez apenas por gostar tanto dele. Talvez, não sabe porquê, mas talvez por todas as suas preocupações se terem desvanecido quando estava com ele. Lembrou-se daquela tarde e sorriu novamente. Não era possível! Como é que se deixara ficar assim? Talvez fosse da Primavera, não tem bem a certeza, ou talvez por saber que no dia seguinte vão estar juntos novamente e que ele está algures em qualquer outro lado, e talvez quem sabe, ele pode ter pensado nela por um segundo que fosse.
A noite já vai alta. Um grupo de pessoas sai de um bar qualquer. Ele está lá, agarrado a outra, uma que não conhece, uma que não lhe diz nada, uma com quem nunca conversou, uma qualquer mesmo, a primeira que apareceu talvez. Não pensa nela. Alias, nem se lembra do que se passou em qualquer momento da sua vida anterior aquela noite e àquela de quem ele nem sabe o nome. Outro bar. Mais uma rodada, há alguém que paga, pode mandar vir.
Naquela manhã acordou feliz. Ia ter com ele. Tomou banho, vestiu-se, a felicidade ainda a inundava. Chegou ao sítio onde se costumavam encontrar, à hora de sempre e ele, que nunca se atrasa, não estava lá. Esperou, esperou durante uma hora para o ver chegar. Está atrasado, parece ter-se lembrado disso nesse momento. "Como é que foi a noite?" «Boa...» A resposta vaga pareceu-lhe suficiente para perceber que se passava alguma coisa. Não se passa nada, está tudo bem, estou só cansado. Ela, que estava feliz, ficou sem saber o que pensar, pois temia que se tivesse passado alguma coisa. Ele, que agora se lembrava de tudo, não lhe ia dizer. Ela de qualquer maneira não tinha nada a ver com isso. Tinha, mas ele preferia esquecer esse promenor. Ela vai-se embora sem se despedir, com lágrimas nos olhos e a pensar como é que pode ter sido assim tão estúpida. Deixa-o sozinho no meio da rua. Que se lixe, pensou ele, menos uma...

Monday, May 09, 2005

E hoje pareceu-me importante escrever sobre ti. Não é que eu nunca o tenha feito, porque já o fiz. E não foram poucas vezes. Talvez por teres a importância que tens na minha vida, a importância que eu te dei talvez, ou se calhar aquela que tu adquiriste com o teu próprio mérito, à tua maneira especial, fazendo aquelas tuas coisas pequeninas que no fundo são únicas, e que só tu é que as sabes fazer, à tua maneira. Talvez só por ter estado contigo hoje e ainda estar tudo muito fresco na minha memória, como seria de esperar.
Não sei como é que isto tudo começou, gostava imenso de dizer que foi "amor à primeira vista" mas não me parece que tenha sido o caso. Tudo começou talvez naquele dia há uns 4 ou 5 anos atrás em que tu entraste na minha vida sem saberes e viste uma miúda de cabelo e olhos castanhos, com aquele ar que tu detestas que eu faça, com ar de quem pode tudo e faz o que lhe apetece, mas apesar de tudo com nariz de batata e dentes tortos que te disse "ahh então tu é que és a Rodrigues... olha, eu sou a Sara Moreno!" e ficaste a pensar "o que é que esta quer comigo?". Aí não começou, foi o princípio mas o verdadeiro começo foi só uns tempos depois. Quando conheceste verdadeiramente essa mesma menina. Com uma ou outra diferença, mas a essência era a mesma. E aí ficámos amigas.
A partir daí já passámos por muita coisa, mais coisas sequer do que eu imagino ou que eu me lembro agora. Porque a verdade é essa: foram muitas mesmo. Muitos passeios em campo de ourique, conversas até altas horas sempre que podíamos, atrofios, compras - baixa & amoras & corte inglés, músicas , cds, guitarras emprestadas, fotografias, telemóveis (digamos capas e tal), roupa trocada, vindas cá a casa, viagens de carro ou no nosso sempre fiel companheiro - o autocarro 42!, aqueles queques e/ou bolas de berlim do barata - leve 5 pague 4 tínhamos SEMPRE que aproveitar!, antestreias do Be Cool com o Pac à mistura, idas para casa "de pai", aqueles dias em que eu espero por ti sempre, aqueles dias em que tu não queres mais esperar por mim.
Quem ler isto... pensará até que tudo foram bons tempos. Pois bem, não foram. Infelizmente ou não, porque é com as piores alturas que aprendemos a valorizar verdadeiramente as boas. Também nos zangámos, e como eu nunca me arrependo de nada do que faço, só do que quero fazer e não consigo, quero dizer que me arrependo e muito de não ter falado contigo antes! Mas só serviu para eu me aperceber cada vez mais que "já não posso passar sem ti"! E digamos que também houve outro problema... maior, mais grave mesmo! Aprendi muito com isso, aprendi imenso contigo. E fiquei mesmo muito feliz quando me disseste que eu te tinha ajudado!
Por tudo o que passámos, por me ajudares, por limpares sempre as minhas lágrimas e atrofiares até eu esboçar aquele sorriso pequenino que depois se transforma numa enorme gargalhada, porque nós estamos naqueles placards espalhados por Lisboa, porque tu e só tu é que sabes o que eu preciso, exactamente na altura certa, porque sem ti eu já não sei o que seria de mim, por estares a tomar cada vez mais um papel importantissimo na minha vida, porque eu te amo, e porque NINGUÉM PÁRA A BELICHA NINGUÉM PÁRA A BELICHA NINGUÉM PÁRA A BELICHA ALEHO!
Beijão do tamanho do mundo... Obrigada por tudo hoje Belly =)

Tuesday, May 03, 2005

"I remember things we used to do... I miss it too, I'm missing you..."

Tô com saudades de você debaixo do meu cobertor
de te arrancar suspiros, fazer amor.
Tô com saudades de você na varanda em noite quente
e o arrepio frio que dá na gente,
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só

E aí
Será que você volta, tudo a minha volta
É triste
E aí
O amor pode acontecer, de novo pra você
Palpite

Tô com saudades de você, do nosso banho de chuva
do calor da minha pele, da língua tua
Tô com saudades de você, censurando o meu vestido
e as juras de amor ao pé do ouvido
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só

E aí
Será que você volta, tudo a minha volta
É triste
E aí
O amor pode acontecer, de novo pra você
Palpite

"Dê-me um bom motivo para ficar aí em vez do seu lugar habitual. Se eu achar suficientemente bom, aceito que fique aí"
"É que sabe, ali eu sinto-me sozinha..."

A Belinha mandou-me isto ontem... só agora é que pude ouvir, já tive a ralhar com ela :) SÓ É PERFEITA A MÚSICA! (este momento de loucura e tal...)

Wednesday, April 27, 2005

"Agora tenho todo o tempo do mundo... para quê?"

Lembrei-me há bocado dessa frase, acho que é de um livro qualquer, quase que me arrisco a dizer da Lua de Joana, mas como esse já não leio há muito tempo mesmo não tenho a certeza... é uma questão de ir ver. Lembrei-me e achei apropriada...
Há alturas em que sentimos tantas coisas que escrevê-las é uma tarefa no mínimo, difícil. Nessas alturas há sempre tanta coisa para fazer, para pensar, para sentir, tudo e tudo ao mesmo tempo, incluindo uma vontade enorme de escrever e de expressar tudo de uma maneira ou outra. Há outras, em que o tempo é mais que muito, e não encontramos razão para escrever. Não há nada, absolutamente nada que mereça a nossa atenção.
É o que se passa agora. As coisas estão todas demasiado na mesma, o que eu precisava agora era de fazer qualquer coisa, nem que fosse uma enorme besteira, porque me sinto como papas de aveia! Sabem como nos filmes quando vemos aquelas pessoas completamente escravas da rotina... é assim que eu estou. Não há nada de novo para além do casa-escola-casa e acho que isso me está a fazer pessimamente porque, de resto, também não há nada que mude a rotina.
Sinceramente, estou farta. Completamente farta de não se passar nada! Quando não quero, ou não posso, passa-se tudo... e agora? "Agora tenho todo o tempo do mundo... para quê?"

Tuesday, April 26, 2005

"You can't push a river, you can't make me fall but you can make me unreachable..."

Tudo o que eu possivelmente teria para dizer parece-me demasiado banal que até irrita... daí o não escrever... Na verdade não acontece nada nem de bom nem de mau... ou outra, se acontece nem ligo estou como diria a Marta, completamente num estado de apatia tal que até mete aflição... e portanto estudar o Cesário Verde (ou então não) é o que se segue! Ou talvez o trabalhinho de história para entregar na 5a feira que ainda mal começei... isto é que é han? Enfim... ando completamente noutro lado!

Wednesday, April 20, 2005

"Eu vim também só pra poder entender..." =)

Tu não sabes
Quanto tempo vais poder dizer: «Este sou eu»,

Gritar que o chão é teu,
Tu não sabes,
Que o céu chama por ti quando à noite te sorri,
Quando as pétalas se abrem só por si,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quanto tempo irás pedir
Quando o sangue te fugir,
Quando o punho se fechar sobre ti,
Tu não sabes,
Que o sonho não morreu
Quando o beijo se perdeu,
Que a manhã não acabou só por nós,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier?
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares só mais um dia?
Tu não sabes
,
Tu não sabes,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quantos rios se vão deter,
Quantos olhos vão beber
Nas palavras que colaste junto ao peito,
Tu não sabes,
Que os teus dedos são já meus,
Que se vão fechar nos teus,
Quando os barcos se despedem na maré,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier?
Quando a noite te disser:«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares só mais um dia?
Tu não sabes,
Tu não sabes,
Tu não sabes...

não sei de quem, não sei porquê, mas gostei da música... =)

Monday, April 18, 2005

"Quero, just in case... não sei se vai mudar o mundo!"

Tentei explicar à Belinha, não sei se ela me percebeu. O que eu quero não é aquilo que pensam que eu quero, quero uma coisa que neste momento me é tão inalcançável que até parece mentira... Quero aquilo que muita gente chamaria o "voltar atrás" mas sem o fazer realmente. Quero as conversas enormes, as idas ao café em que só se bebia um porque não havia mais dinheiro, as idas às amoras e o "pareço cool assim nesta pose?" «sim, pareces!» "mas oh Sara ninguém diz que ninguém parece cool!", quero o ficar a falar na rua até ficar noite e o «mas será que o meu pai não chega?» enquanto morria de frio, os desabafos de "tou farto disto e vou masé para o Brasil... queres vir?", as idas à perfumaria para adivinhar o Davidoff que já não está na mesma gaveta e que eu me esqueci sempre de levar... e muitas outras coisas que certamente foram igualmente importantes, dessa altura. Precisamente DESSA, não de uma semana ou um mês ou três meses depois. Porque se tudo tivesse ficado daquela maneira, não tinha havido problema nenhum.
Continuo a manter a minha posição de que as pessoas mudam consoante as circunstâncias e aqui não há excepção. O que eu quero mesmo é que voltasse tudo a ser aquilo que era naquela altura, antes de qualquer coisa que fosse, só quando eu tinha frio e tu me davas a camisola apesar de ficares com mais frio que eu, quando enchias os bolsos de castanhas e eu tirava "discretamente", quando... sei lá, quando eu não me armava em parva, quando ninguém se armava em parvo, quando não havia conversas cruzadas e o "diz que disse" que me irrita imenso, quando para eu saber alguma coisa não tinha que perguntar a ninguém, quando até nos falávamos quando nos viamos, quando as coisas estavam bem e estavam mesmo e não mudavam por estarmos dois ou três dias sem falar, o que eu continuo a achar uma estupidez, quando eu não mandava bocas, quando não pensavas que tudo o que eu dizia era a mandar bocas, quando não precisava de fingir que estava TUDO bem, porque estava efectivamente tudo bem! Queria poder explicar isto, mas não sei se vou conseguir. De qualquer maneira já me sinto melhor, desde que desabafei com a Belinha que, coitada, tem-me aturado imenso nestes últimos dias...

Sunday, April 17, 2005

John Mayer - Comfortable

I just remembered that time at the market
snuck up behind me and jumped on my shopping cart
and rolled down aisle five
you looked behind you to smile back at me
crashed into a rack full of magazines
they asked us if we could leave

Can't remember what went wrong last September
though I'm sure you'd remind me if you had to
our love was comfortable and so broken in

I sleep with this new girl I'm still getting used to
my friends all approve,
say "she's gonna be good for you"
they throw me high fives
she says the Bible is all that she reads
and prefers that I not use profanity
your mouth was so dirty
life of the party and she swears that she's artsy
but you could distinguish Miles from Coltrane

our love was comfortable and so broken in
she's perfect
so flawless
or so they say...

she thinks I can't see the smile that she's faking
and poses for pictures that aren't being taken

I loved you
grey sweatpants
no makeup
so perfect

our love was comfortable and so broken in
she's perfect
so flawless
I'm not impressed
I want you back

Porque é que as pessoas são tão estranhas e tão impossíveis de perceber? Gostava de saber... e mais, gostava de conseguir entender e resolver tudo aquilo que não percebo... Mas acho que isso não vai dar.

Thursday, April 14, 2005

O dia em que a santa que eu tenho em mim entrevistou a puta que eu tenho em mim.

Santa: Bom querida, podemos começar? Ai você não sabe o prazer que eu sinto em estar aqui com você nesse momento... Sério! Apesar das nossas diferenças... Bom vamos directos ao ponto, quer dizer, ao sexo. É que eu não entendo esse seu jeito tão objectivo de tratar o amor. Porquê tão simples? Você nasce, cresce, e escolhe! Um entre milhões de outros homens e cê casa com ele. A paixão é o sentimento de escolha de UM entre milhões de outros homens e por isso é que é lindo... Aí escolheu, tá escolhido! Você tire isso da cabeça porque realmente dá um trabalhão danado, e vai cuidar das outras coisas! Como fazer uma casa bonita, como ter filhos, profissão, ganhar dinheiro, pagar as suas contas em dia! E tudo isso é uma delícia!

Puta: Putinha, 18 anos, mulher. Eu quero transar! Eu não penso em mais nada, eu quero transar o dia inteiro. Não é de escolhas que eu tou falando, é de sexo! Já ouviu falar nisso? Senhores, eu preciso fazer uma confissão, por favor não abandonem o teatro... Eu adoro quando um homem sente um tesão louco por mim e vice versa. Eu me sinto muito atraída por ele próprio em si, o pau em pessoa... ele tem algo de místico... ele é o meu guru calado que eu amo, amo! Independente de quem está por trás, que alias em geral minha santa são pessoas chatíssimas...

Santa: Putinha você está perdida! O mundo moderno te corrompeu completamente... O sexo em si não é nada... Os homens são todos iguais! Quer dizer... mais ou menos iguais. E eles fazem as mesmas coisas! Mais ou menos as mesmas coisas... E o sexo, isso é apenas um meio de comunicação entre as almas! O diálogo entre o homem e a mulher, ele começa na prosa, aí ele se aprofunda, ele vira poesia... e aí depois a música e depois o beijo.... e aí o sexo e até filhos! Ai, é um meio de comunicação!

Puta: Como o telefone? A televisão, o fax, a internet? Ah senhores, por favor... Não escutem mais uma palavra do que esta débil mental emite... Isso não é uma mulher, é um frigorífico! Quem disse que eu não amo, santa? Deixa de ser burra! Eu amo! Mas eu, meu amor, amo todos um por um, louca e fielmente... Eu não posso ficar com um homem só, não posso definitivamente. Neurotiza, asfixia! E engorda, castra, enfeia!

Santa: Em primeiro lugar, eu não acho que eu esteja assim tão neurótica, asfixiada, gorda, castrada e feia!

Puta: Você vai ver daqui a alguns anos meu amor!

Santa: Agora nós chegámos ao ponto! Querer amar muitos homens é querer seguir vários caminhos ao mesmo tempo e isso não faz o menor sentido! Estar em duas camas ao mesmo tempo é impossível e pular de uma pra outra é uma trabalheira, é um inferno... É largar um homem pra ficar com outro e depois outro e depois outro e isso é lugar comum, é o que todo o mundo faz... É ficar repetindo a mesma história e perder a chance de um aprofundamento, é perder o jogo!

Puta: Nossa, mas você hein, meu amor, deve ser péssima de cama!

Santa: Mas actualmente, é a mim que eles preferem. Embora eu reconheça que você tenha tido a sua época mas hoje em dia você os deixa inseguros, ciumentos e com medo de pegar Sida!

Puta: CHEGA! VAMOS PARAR ESSA DISCUSSÃO ANTES QUE NÓS DUAS VIREMOS FUFAS!Vem cá meu amor senta aqui... senta aqui... isso... Sabe minha santa eu imagino um dia em que eu vou conseguir ficar tão puta... mas TÃO PUTA... putéssima, PUTÉRRIMA, metafisicamente PUTONA que eu vire uma santa.

Santa: Aiii é com muita emoção que eu oiço você mencionar essas palavras porque eu também imagino um dia em que eu consiga ficar assim tão imaculada e tão pura e casta e tão bondosa e generosa que eu acabe virando uma... rainha das PUTAS! Com o homem que eu amo, pelo menos!

Puta: BOM! Isso já seria alguma coisa, não é? Afinal não se pode ter tudo... Me abraça amiga!


by: Maria Mariana in Confissões de Adolescente

Wednesday, April 13, 2005

Parabéns =)

porque a tua "parva e levemente fútil" preferida não se esqueceu... *

Tuesday, April 12, 2005

"I like it when I feel your touch... I like it... I like it SO MUCH!"

Há algum tempo que estou para escrever aqui... Não escrevo desde sexta à noite e desde aí aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar... A Caroline queria queria que eu escrevesse, mas não estou suficientemente inspirada para escrever qualquer coisa bem que mostre o que eu quero verdadeiramente dizer...
Basicamente... "é demasiado simples e complicado" para explicar não sei se percebem... enfim... aquele sorriso 360... aquele kit queridíssimo... enfim impossível de explicar! =D