"Mas os impulsos são bolhas de sabão, bondes, perde um e vem outro. Você tem que ser disciplinada consigo mesma, filha. Porque se continuar assim, nunca vai fazer nada na vida.
(...) Conheço esse cara. Não quero você levando isso muito a sério. Cuidado com os impulsos... Muito cuidado.
(...)
- Não, eu tô calma, mas é que a minha vida é muito diferente da sua. O mundo está muito violento. Eu tenho uma confusão com os impulsos, que são bolhas de sabão... pedras que constroem o castelo da dúvida onde mora a rainha chamada falta de vontade de viver.
A gente tem que aproveitar todas as paixões e os impulsos, eles são bolhas de sabão, se a gente não os seguir rápido, estouram."
Friday, August 15, 2008
Sunday, August 03, 2008
daydreaming
Björk, Natiruts, Clã, Coldfinger, The Chemical Brothers, Goldfrapp, Yael Naim, Deolinda, Os Pontos Negros, Franz Ferdinand, Jorge Palma, Fanfarlo, Booka Shade.
Ah, e a roda gigante. Dois dias não são nada!
Ah, e a roda gigante. Dois dias não são nada!
Friday, August 01, 2008
mas tu és mesmo bom a ser sempre quem és
Agora pára de fazer sentido,
não vês que assim estás a pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido,
não vês que nada nos dirá mais do que nos diz NADA
Vê que o meu coração ainda salta, quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos, faça nos dedos, e eu fico para ver o que ele faz
Sem imaginar o que eu não fiz, à espera de viver
À face da chama existe a fama mas não te ama
À margem do nada não há estrada, já não te agrada
Tu és o teu preço, és a tua glória, tu és o teu medo, és a parte má da história
Vê que o sol ainda brilha, ainda tem por onde arder
Não é mau, não é bom, são razões para viver ...
Se eu largar eu vou sentir a sua falta."
não vês que assim estás a pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido,
não vês que nada nos dirá mais do que nos diz NADA
Vê que o meu coração ainda salta, quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos, faça nos dedos, e eu fico para ver o que ele faz
Sem imaginar o que eu não fiz, à espera de viver
À face da chama existe a fama mas não te ama
À margem do nada não há estrada, já não te agrada
Tu és o teu preço, és a tua glória, tu és o teu medo, és a parte má da história
Vê que o sol ainda brilha, ainda tem por onde arder
Não é mau, não é bom, são razões para viver ...
Se eu largar eu vou sentir a sua falta."
Wednesday, July 30, 2008
The whole place is pickled
the people are pickles for sure.
Monday, July 28, 2008
Tante idee per la mia camera da letto!
Ok. Com calma. Portanto, letti, não preciso... materassi, também não, vamos ver a secção cuscini, cuscini eu sei o que é. Mas cuscini decorativi e fodere?? Já é mais difícil. Quando descobrir o que é fodere aviso.
Para os assustados como eu, estou a aprender vocabulário via ikea. Quando me mandaram escolher il mio negozio lá percebi que negozio deve ser loja, sou tão ignorante, a minha falta de aprendizagem já me começa a assustar a mim própria. Mas já que volto a falar nisto gostaria de ter uma visão da minha futura camera da letto, para a qual estou presentemente a escolher fodera e lenzuoli. E há aqui uns specchi tãooo giros! Há TUDO, excepto o facto de me perder nas secções do ikea, entre as molduras e as velas - já aconteceu, infelizmente.
(nota da própria: já não estou assustada. fodere é fronhas. para as cuscini subentenda-se. se calhar em vez de Björk devia estar a ouvir a Laura Pausini.)
Para os assustados como eu, estou a aprender vocabulário via ikea. Quando me mandaram escolher il mio negozio lá percebi que negozio deve ser loja, sou tão ignorante, a minha falta de aprendizagem já me começa a assustar a mim própria. Mas já que volto a falar nisto gostaria de ter uma visão da minha futura camera da letto, para a qual estou presentemente a escolher fodera e lenzuoli. E há aqui uns specchi tãooo giros! Há TUDO, excepto o facto de me perder nas secções do ikea, entre as molduras e as velas - já aconteceu, infelizmente.
(nota da própria: já não estou assustada. fodere é fronhas. para as cuscini subentenda-se. se calhar em vez de Björk devia estar a ouvir a Laura Pausini.)
Sunday, July 27, 2008
Friday, July 11, 2008
"... e mesmo que nos assista a mais inatacatável razão na defesa do que somos, a mais eficaz das defesas será não parecermos o que se diz sermos. Há que reconhecer que, se não somos realmente o que nos imputam, talvez por vezes o pareçamos ou procedamos de tal modo que sem dificuldade os nossos detractores ajustam essa aparência ao que mais lhes convém."
- António de Spínola, in "Portugal e o Futuro"
- António de Spínola, in "Portugal e o Futuro"
Sunday, July 06, 2008
Saturday, July 05, 2008
and then you dropped the bomb
estou em sofrimento. ponto final.
alguém está com as fúrias.
Baby you got me hanging out the street lightsYou've got me singing with the bluebirds
And the sky above, i think i'm in love
não é desta, nem me digam nada.
Friday, July 04, 2008
Não: devagar.
Devagar porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...
Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouvia alguém isso a Deus?
Álvaro de Campos.
Devagar porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...
Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouvia alguém isso a Deus?
Álvaro de Campos.
Friday, June 27, 2008
raison de vivre
Thursday, June 26, 2008
Great rulers make for greater glory
The only thing growing is our history
Knock me down I'll get right back up again
I'll come back stronger than a powered up Pac-Man
It don't matter to me
'Cos all I wanted to be
Was a million miles from here
Somewhere more familiar
The only thing growing is our history
Knock me down I'll get right back up again
I'll come back stronger than a powered up Pac-Man
It don't matter to me
'Cos all I wanted to be
Was a million miles from here
Somewhere more familiar
Wednesday, June 25, 2008
já me rendi
é inevitável dar um dois a:
estejam à vontade para gostar também.
estejam à vontade para gostar também.(Live at Sonar Fest - Barcelona 2006)
Tuesday, June 24, 2008
i was there
A: "Hoje já bebi três cafés e dois redbulls, senão não aguentava mais estudar tanto."
T: "Mas porque é que não cheiras duas linhas de coca? Tem o mesmo efeito."
T: "Mas porque é que não cheiras duas linhas de coca? Tem o mesmo efeito."
Monday, June 23, 2008
contradição
stay away from me, don't you ever leave me alone, NO.
- MG
- MG
Saturday, June 21, 2008
Tuesday, June 17, 2008
"Escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda...", leio pela milésima vez esta crónica e nunca me canso, nunca, nunca.
Eu cá, escrevi o teu nome nas paredes. Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Aqui está outra vez, estas palavras não me pertencem. Mas escrevi em mil folhas de papel que depois rasguei aos bocadinhos e atirei do cimo do viaduto Duarte Pacheco, do Aqueduto das Águas Livres, teria atirado da Ponte 25 de Abril se lá se pudesse ir a pé. Na esperança de que, largando o teu nome, te largasse de vez.
Mas já perguntava a Julieta a si própria, sem saber que o Romeu a ouvia, what's in a name? E o teu nome era para mim não o melhor de todos mas o que me dizia mais, sobre o qual eu podia dizer parvoíces do tipo que faz o meu coração cantar, ou que soa como um dia de sol no inverno. Como se fosse preciso. Mas rasguei-o em bocadinhos tão pequenos que alguém que quisesse voltar a montar o puzzle do teu nome não conseguia. Irónico, não é?
Agora diz-me tanto como qualquer outro, o Senhor de Tal perguntou por si, ai sim, nunca ouvi falar, ou melhor acho que ouvi, o nome não me é estranho mas já foi há tanto tempo que nem tenho a certeza. E no momento em que eu te vir, direi que o de Tal não era mais do que um entre os outros, e que bonito que foi, mas agora já passou, nem me lembrava do teu nome, quanto mais da tua cara.
Mas isto seria daqui a muitos anos, agora está a ficar frio e tenho que me ir embora. Confesso que tenho pena de largar o teu nome, mas questiono-me se também tiveste pena quando largaste o meu. Se te deste ao trabalho de o ir espalhar pela cidade, para alguma outra pessoa o encontrar e ser feliz com ele, ou se simplesmente amachucaste o meu papel e o deitaste pela sanita. Só queria que tivesses tido cuidado com ele, que o enviasses a alguém numa carta registada sem remetente. Usa e passa ao próximo.
Sinto-me bem enquanto volto a entrar no carro e confesso que já não sei mesmo o teu nome. Ficou perdido em Lisboa. Que bonita alegoria, perdido em Lisboa agora que eu me vou embora daqui. Talvez o encontre quando voltar. Ou se calhar não vale mais a pena procurar as peças para voltar a montar o nosso puzzle.
Eu cá, escrevi o teu nome nas paredes. Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Aqui está outra vez, estas palavras não me pertencem. Mas escrevi em mil folhas de papel que depois rasguei aos bocadinhos e atirei do cimo do viaduto Duarte Pacheco, do Aqueduto das Águas Livres, teria atirado da Ponte 25 de Abril se lá se pudesse ir a pé. Na esperança de que, largando o teu nome, te largasse de vez.
Mas já perguntava a Julieta a si própria, sem saber que o Romeu a ouvia, what's in a name? E o teu nome era para mim não o melhor de todos mas o que me dizia mais, sobre o qual eu podia dizer parvoíces do tipo que faz o meu coração cantar, ou que soa como um dia de sol no inverno. Como se fosse preciso. Mas rasguei-o em bocadinhos tão pequenos que alguém que quisesse voltar a montar o puzzle do teu nome não conseguia. Irónico, não é?
Agora diz-me tanto como qualquer outro, o Senhor de Tal perguntou por si, ai sim, nunca ouvi falar, ou melhor acho que ouvi, o nome não me é estranho mas já foi há tanto tempo que nem tenho a certeza. E no momento em que eu te vir, direi que o de Tal não era mais do que um entre os outros, e que bonito que foi, mas agora já passou, nem me lembrava do teu nome, quanto mais da tua cara.
Mas isto seria daqui a muitos anos, agora está a ficar frio e tenho que me ir embora. Confesso que tenho pena de largar o teu nome, mas questiono-me se também tiveste pena quando largaste o meu. Se te deste ao trabalho de o ir espalhar pela cidade, para alguma outra pessoa o encontrar e ser feliz com ele, ou se simplesmente amachucaste o meu papel e o deitaste pela sanita. Só queria que tivesses tido cuidado com ele, que o enviasses a alguém numa carta registada sem remetente. Usa e passa ao próximo.
Sinto-me bem enquanto volto a entrar no carro e confesso que já não sei mesmo o teu nome. Ficou perdido em Lisboa. Que bonita alegoria, perdido em Lisboa agora que eu me vou embora daqui. Talvez o encontre quando voltar. Ou se calhar não vale mais a pena procurar as peças para voltar a montar o nosso puzzle.
Sunday, June 15, 2008
Notícia do dia:
O livro pelo qual aguardo há meses sem fim finalmente já está à minha espera na fnac. Até amanhãã
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