Monday, July 18, 2005

Breathe (2 AM)

2 AM and she calls me cause I'm still awake
Can you help me unravel my latest mistake?
I don't love him, winter just wasn't my season.
Yeah we walk through the doors so accusing their eyes
Like they have any right at all to criticize
Hypocrites, you're all here for the very same reason.

Cause you can't jump the track
We're like cars on a cableand life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button, girl
So cradle your head in your hands.
And breathe, just breathe, whoa breathe, just breathe

May he turned 21 on the base of Fort Bliss
"Just a day," he said down to the flask in his fist
Ain't been sober since maybe October of last year
Here in town you can tell he's been down for while
But my God it's so beautiful when the boy smiles
Wanna hold him maybe I'll just sing about it

Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button, boys
So cradle your head in your hands
And breathe, just breathe, whoa breath just breathe

There's a light at each end of this tunnel
You shout cause you're just as far in as you'll ever be out
And these mistakes you've made
You'll just make them again if you'll only try turnin' around

2 AM and I'm still awake writing this song
If I get it all down on paper it's no longer inside of me
Threatening the life it belongs to.
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary screamin' out aloud
And I know that you'll use them however you want to.

But you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button now
Sing it if you understand, yeah breathe
Just breathe, oh oh breathe, just breathe, oh breathe,
Just breathe, oh breathe, just breathe

:) perfeito! de volta...

Friday, July 01, 2005

"So don't stay up for me... don't wait up for me if I'm not home"

Último dia em Lisboa.
É uma da manhã e eu sem saber o que fazer. A minha cabeça está na maior das confusões e não há perspectivas que isso mude tão facilmente quanto eu queria. Daqui a umas horas, que com o sono se vão revelar poucas, vou estar de partida. Vou ficar duas semanas fora, num sítio onde nada nem ninguém me pode atormentar (se ao menos eu não levasse o telemóvel...) e para onde vou descansar. Saír desta cidade e não aturar mais esta gente porque estou farta.
Não me leves a mal, eu amo a cidade. E as pessoas. E se calhar o meu problema é esse. Não é o de todos? Gostar demasiado de quem não devemos e não saber gostar de quem gosta de nós. Prefiro não pensar nisso, levo a cabeça cheia de coisas que gostaria de deixar por lá, enterradas na areia branca ou talvez dispersas numa onda qualquer que venha e que as leve para longe, muito longe...
Há bocado peguei numa folha de papel e escrevi. Despejei tudo o que estava a sentir naquele momento em que todas as confusões que me perturbavam e todas as dúvidas que me assaltavam se misturaram e formaram qualquer coisa que explodiu e que não me deixou continuar a aparentar a mesma calma de sempre. Depois de escrever tudo senti-me mais calma, e mais segura de que os próximos 15 dias me vão fazer bem. Não para esquecer nada, nem para fingir que as coisas não existem para depois quando voltar dar de caras com os mesmos problemas, quem sabe talvez agravados. Preciso de saír, de me afastar, para saber melhor aquilo que eu hei de fazer.
Não posso simplesmente fugir aos meus problemas. É como na Cidade de Deus 'Se fugir o bicho pega, se ficar o bicho come'. Não há muitas alternativas pois não? Agora o que eu quero mesmo é dias de sol e de praia, de acordar tarde e de me deitar tarde, de sentir o cheiro da praia à noite, de ver o mar, de ouvir os grilos, de passear, de dar uns mergulhos e de torrar ao sol. Quero isto tudo e tenho a certeza que é isto que vou ter. Acordar as onze para ir para a praia, voltar às duas, almoçar, escrever, apanhar sol no jardim, tocar guitarra, voltar para a praia, chegar a casa às oito da noite vinda da praia, tomar banho e ir jantar fora e depois voltar para ir dar uma volta. Ouvir a minha música e tirar as minhas fotografias, quem sabe conhecer mais gente, mas não é esse o meu objectivo. Não me quero meter de maneira nenhuma em nada, quero descansar e quero principalmente descansar a minha cabeça.
Estou convicta do que quero mas num segundo as minhas certezas desvanecem-se, simplesmente por ver uma fotografia de duas meninas num escorrega. As saudades, já me esquecia delas. Vou ter saudades, daí levar o já tão conhecido bebé comigo, senão deixava-o em Lisboa. Mas também como é que posso pensar em deixá-lo 15 dias sozinho? Não posso. Vou e vamos os dois. E a guitarra, a máquina, os meus cds. Sorrio ao pensar que levo tudo comigo, quase tudo, quase que me esquecia duma parte fundamental que vai comigo para todo o lado. Pronto arrumado. Agora sim.
Agora é uma e meia e eu penso em deixar Lisboa.

Wednesday, June 29, 2005

The Skizz - Masochist Lies

I’m waking up
From a dream
My eyes don’t seem to fit
This all happened in a blinding speed

Believe it or not
You’re the best thing that ever happened to me
And I don’t want all of this to go away



I don’t care if you care
Cause strangely I’m feeling good
I might not be perfect but
You are a complete disaster
And I love anyway


Let’s just fade away
Breath away every single cell of our bodies

Believe it or not
You’re the best thing that ever happened to me
And I don’t want all of this to go away

Quem ainda não ouviu isto (todos os meus leitores menos um, talvez dois mas vá um que pensava que o blog era sarinhaa e que neste momento deve estar a dizer "ah e tal sou eu") ainda não viveu nada! Digo-vos mais não tem nada para contar na vida... Eu tinha um amigo que dizia que se eu ainda não tinha comido pão com chouriço na Praia Grande não tinha nada de jeito para contar na vida porque não conhecia a sensação e agora eu dou-me a liberdade de acrescentar que QUEM AINDA NÃO OUVIU O SIMÃO MARTINS A TOCAR GUITARRA NÃO SABE NADA DA VIDA! Epa que brutalidade :D
Já lhe disse isto e também que sou completa fã da banda... do vocalista que a cantar é o auge da vida, do baixista que faz as letras perfeitas, o baterista não conheço mas conheço fans dele LOL (ou como diria a Belicha... KIK), e depois claro o Simão que se estiver a ler já tá praí coradíssimo :D que apesar de dizer que Belicha é o feminino de beliche tem que se louvar porque conseguiu desamuarme aos primeiros acordes do I miss you dos Incubus :) ELE APRENDEU A TOCAR PARA MIM! E mais não digo porque senão além de não o largarem mais ele fica convencido e isso não queremos ah pois não :P Para além de eu estar a fazer publicidade de borla não é... mas tem que ser! Ele há de comentar aqui e pôr o site da banda para vocês estarem ao corrente das novidades do mundinho dos The Skizz e tal... ou se calhar não :P

Sunday, June 26, 2005

"Podes-me dizer como sair daqui?" perguntou Alice. "Isso depende muito de para onde queres ir." respondeu o gato.

"Preocupa-me pouco onde ir." disse Alice.
"Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas..."

Lewis Carrol @ Alice no País das Maravilhas.


Para onde ir quando não temos sítio nenhum para ir? Pode parecer disparatado, mas na realidade não o é. O que escolher quando não temos hipóteses? O que decidir quando essa mesma decisão nos pode custar tudo ou trazer tudo o que queremos e não sabemos? O que fazer quando não se sabe o que é certo?
A Alice perguntou ao gato como saír dali. Ela sabia o que queria, sabia que não queria estar naquele lugar, sabia que queria saír dali. Ok, ela não sabia o que queria. O que ela sabia era aquilo que não queria.
"Isso depende muito de para onde queres ir..." tudo o que nós fazemos ou as decisões que tomamos têm ( não será deviam?) que ser tomadas de acordo com aquilo que nós tentamos atingir. Num mundo perfeito, talvez conseguissemos atingir as nossas metas através de uma simples decisão, mas temo que isso não aconteça. Agora se não sabemos o que queremos, como a Alice, temos uma infinidade de escolhas. Porque afinal, sempre sabemos aquilo que não queremos. E para o evitar não há um único caminho, há mais, muitos mais do que aqueles que podemos imaginar sequer.
Acho que todos nós somos a dado momento como a Alice. Eu própria agora sou a Alice. O que não quero? Podem ter a certeza que sei. Agora quando chega a altura de ter que decidir para onde é que eu quero ir é que se torna mais difícil, porque não sei. Não sei o que é que eu quero, e por isso existe aí um Cheshire Cat que me diz "como não sabes o que queres, não consegues saír daí..." e que sorri e desaparece mas não sem deixar o sorriso a perseguir-me e a obrigar-me a viver com o peso das minhas escolhas. Temos todos. não é? E ao ler isto apercebi-me que é verdade... enquanto eu não souber o que quero, não vou saber como saír das situações em que eu me encontro. Era tudo muito mais fácil se não fosse assim, mas é, e não podemos fazer nada. Alias, posso. Posso sentar-me e pensar não no que fazer, porque isso é mais fácil, mas sim no que quero, para ver se chego a alguma (brilhante) conclusão sobre isto...

"... então eu sigo em frente seja para o bem ou p'rá desgraça. "
I never thought I'd die alone
I laughed the laudest who'd have known
I traced the cord back to the wall
No wonder it was never plugged in at all
I took my time, I hurried up
The choice was mine, I didn't think enough
I'm too depressed to go on
But you'll be sorry when I'm gone

I never conquered, rarely came
At 16 just held such better days
Days when I still felt alive
We couldn't wait to get outside
The world was wide
Too late to try
The tour was over but we'd survived
I couldn't wait 'till I got home
To pass the time in my room alone

I never thought I'd die alone
Another six months I'll be unknown
Give all my things to all my friends
You'll never step foot in my room again
You'll close it off, you'll board it up
Remember the time that I spilled the cup
Of apple juice in the hall
And please tell mom this is not her fault

I never conquered, rarely came
At 16 just held such better days
Days when I still felt alive

We couldn't wait to get outside
The world was wide
Too late to try
The tour was over but we'd survived
I couldn't wait 'till I got home
To pass the time in my room alone


I never conquered, rarely came
Tomorrow holds such better days
Days when I can still feel alive
When I can't wait to get outside
The world is wide
The time goes by
The tour is over but we'd survived
And I can't wait 'till I get home
To pass the time in my room alone

Sinceramente não sei o que é que se passa... imensas desculpas àqueles que ontem aturaram o meu péssimo feitio... "Tomorrow holds such better days"

Friday, June 24, 2005

Sarinha :D


"...vi o sol acordar por detrás do seu sorriso me fazendo lembrar..."

Hoje é para si... para mais uma vez lhe dar sorte! Adoro-a :)

"How do you do it? Make me feel like i do..."

Sinistro...

Wednesday, June 22, 2005

We have both been here before knocking upon love's door.
A janela está aberta. Está calor, é uma noite de verão como tantas outras que ainda não vivemos. Preciso de pensar, vou à janela e não se vê ninguém. As ruas estão completamente desertas, as luzes das casas apagadas, não se vê um carro ou uma mota em movimento, a única luz vem dos candeeiros de rua, programados para ligar às 9 e desligar às 6 da manhã, mais coisa menos coisa, quando a cidade se levanta para enfrentar mais um dia de trabalho em que só se pensa em praia.
Knowing this we can agree to keep each other company never to go down that road again.
A música já conheço, estou à janela e até gosto da cidade assim, sempre gostei mais do dia do que da noite e penso se a lua estará como ontem ou mais redonda. Porque é que eu não tenho uma varanda... A música pára para depois recomeçar, o que me faz lembrar do verdadeiro motivo que me trouxe à janela, e não foi certamente para pensar em varandas.
Your eyes shine through me, you are so divine to me.
Penso na conversa de há bocado, penso no que me dizem, penso no que digo. Sorrio quando oiço a música e visualizo o casaco verde da Marta, o que tem bastante a ver. A verdade é que isto ainda me aborrece bastante... ela acabou de chegar, finalmente que ela me está a perceber. Olhos verdes.
When I search my heart it's you I find my beloved one.
Gostava de ser capaz de fazer tudo aquilo que me pedem, de pelo menos tentar, mas só faço aquilo que quero. E não quero ter que esquecer para fingir que está tudo bem, que sou a pessoa mais forte do mundo, que tudo me é indiferente, porque é mentira. E nisso não alinho, obrigada. Viver uma mentira é o mesmo que acordar e descobrir que os nossos pais não são realmente os nossos pais, ou que não somos quem nos diziam, ou que o marido anda metido com uma pindérica qualquer. Mudar tudo aquilo em que sempre acreditámos é difícil. É como descobrir que o Pai Natal não existe.
You were meant for me I believe you were sent to me.
A porta do meu quarto acabou de se abrir de rompão, odeio quando isto acontece. Principalmente por não estar ninguém no corredor. Dou por mim a pensar também naquele pesadelo que eu tinha em pequena do ladrão que entrava pela janela. O que vale é que penso nisso todos os dias quando o silêncio se começa a tornar desconfortável. E aí fecho a janela. Apesar de estar no 3º andar. 3º esquerdo.
Hold your body close to me you mean the most to me we will keep each other safe from harm.
Agora finalmente sorrio. Afinal passou um autocarro. Uma mota. A Marta já saiu, não sem antes deixar um sorrisão para mim e qualquer coisa que me diga que ela está lá sempre para o que eu quiser. Quem me dera que fosse tudo assim, simples. Que tudo se pudesse resumir à letra de uma canção, que o facto de querermos alguma coisa a tornasse possível. E eu quero. Mobília nova, um pónei, o top perfeito. Que fique tudo bem. Não ter que chorar por nada. Conseguir tudo o que quero. Um abraço, só isso...
My beloved one.

Tuesday, June 21, 2005

Quinta do Lago @ 20 -27 Junho 2004

Hello there, the angel from my nightmare,
The shadow in the background of the morgue,
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
And we'll have Halloween on Christmas
And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends
(I miss you, miss you)
(I miss you, miss you)

Where are you and I'm so sorry
I cannot sleep, I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight

Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head
(I miss you, miss you)
Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head
(I miss you, miss you)

peço imensíssima desculpa por só postar músicas mas esta TINHA que ser.
DON'T WASTE YOUR TIME ON ME YOU'RE ALREADY THE VOICE INSIDE MY HEAD.

Monday, June 20, 2005

Pink Floyd - Shine On You Crazy Diamond

Remember when you were young and shone like the sun
Shine on you crazy diamond
Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky
Shine on you crazy diamond
You were caught in the crossfire of childhood and stardom
Blown on the steel breeze
Come on you target for faraway laughter, come on you stranger, you legend, you martyr, and shine!

You reached for the secret too soon, you cried for the moon
Shine on you crazy diamond
Threatened by shadows at night, and exposed to the light
Shine on you crazy diamond
Well you wore out your welcome with random precision
Rode on the steel breeze
Come on you raver, you seer of visions, come on you painter, you piper, you prisioner, and shine!

Nobody knows where you are, how near or how far
Shine on you crazy diamond
Pile on many more layers and I'll be joining you there
Shine on you crazy diamond
And we'll bask in the shadow of yesterday's triumph
And sail on the steel breeze
Come on you boy child, you winner and loser, come on you miner for truth and delusion, and shine!


não há palavras. :)

Friday, June 17, 2005

thursday, june 17, 2004


"E eu senti-me um pouco tonto
Sem saber o que fazer
Talvez fosse a tua imagem
Talvez fosse por querer

Ao certo abriste-me a porta
Mas eu não queria entrar
Só queria uma miragem
Só queria naufragar

Faz tanto tempo, tanto tempo
Faz tanto tempo, e eu não esqueci! (...)"

finalmente :D obrigada à Marta, Mafalda, Simons, Martinha, Zé e Belicha como não podia deixar de ser... :) amo-vos! *

Thursday, June 16, 2005

"Baby it ain't over 'till it's over..."

Acabou. Ao acordar hoje ao meio dia e meia é que me apercebi do verdadeiro significado da palavra. Acabou, passou mais um ano. A única diferença deste para os outros é que vai começar o último. Chamem-me paranóica, o que quiserem, mas a Simons (que é a única pessoa que me compreende nisto) tenho a certeza que me ia perceber.
11º ano... que confusão parece que ainda agora estou a acabar o 10º, a ir para o Algarve com elas daqui a uma semana, lá com os meus pequenos dramas mas sempre a sorrir, e está tudo bem porque agora vêm as férias e já ninguém me chateia mas no fundo feliz da vida, coisas que se fazem mal e não se repetem, ou talvez se repitam mas só uma vez, o Algarve, as férias, dias na Baixa, o miúdo dos jornais, os putos, Foz de Arouce, Paredes de Coura, voltar a Lisboa, a sensação de estar todo o ano à espera das férias e depois elas se acabarem num instante. Voltar à escola, as 5, Xutos, mudar muitas coisas, conhecer muita gente; o Bernardo, as miúdas e aquele ódio de estimação por mim, o Diogo, os passeios que eram só idas ao café com o Carlos, 23 de Novembro, os meus anos, o Calo, o Natal, aquelas cenas parvas, o princípio do ano, a Mariazinha, a Paixão, a Caroline e a Raquel, o Carnaval, escola, férias outra vez e porque é que isto passa tão rápido, 3º período, confusões do costume, acampamento com os putos, correria sem parar, organização, arraial que ia ser um fiasco, o arraial que foi um sucesso, chegar a casa morta, cair na cama e acordar hoje... acabou.
Agora, depois de ter tomado banho chego ao meu quarto a pensar que tenho que arrumar tudo. Tirar horários de cima da secretária, arrumar livros, deitar tralha fora, até a mochila dos acampamentos está aqui. Agora há planos para as férias, Algarve com a Marta, Foz de Arouce, Sesimbra, muita Baixa com o miúdo dos jornais que há de olhar para mim e lembrar-se da cena do ano passado e ver que eu sou a miúda da vida dele - ou então não, praia, piscina, ler imenso, simplesmente não fazer nada, o jantar das 5, tanta coisa... Só me chateia é que fazemos sempre montes de planos que nunca realizamos, porque as férias são isso mesmo, uma mistura de coisas que queremos fazer com as coisas que efectivamente fazemos.
"It ain't over 'till it's over" já dizia o Lenny Kravitz. Pois bem, acabou. O tempo não volta atrás e a única coisa que temos para nos relembrar são as memórias, os textos escritos em papéis que julgávamos perdidos e que sorrimos quando os lemos, as muitas e muitas fotografias que imortalizam cada momento, as músicas que quando ouvimos nos lembramos deste ou daquele momento, desta ou daquela pessoa. E quem fica são os amigos que passaram connosco os momentos todos e que estão cá para certamente passarem connosco muitos mais, daqueles que são tão ou mais dignos de estarem na nossa memória para sempre. O que passou, passou. O que vem aí não sei... Mas digamos que não tardo a descobrir. Boas férias.

Monday, June 06, 2005

"Nobody knows it but you've got a secret smile and you use it only for me..."

Hoje acordei feliz. Não feliz normal... extremamente feliz. Radiante, arrisco-me a dizer. Vesti-me e desci as escadas a sorrir, e talvez por estranharem é que me perguntaram o que é que se passava. "Nada... acordei feliz!".
Cheguei à conclusão que estou efectivamente rodeada de pessoas fantásticas que não deixam de me surpreender nunca... Não preciso de dizer nomes, eles sabem quem são! Pessoas que simplesmente me deixam com um sorriso na cara por sorrirem também... e que bonitinho que isto está a ficar, hein? Se a Marta lesse até me dizia que estou a ficar uma lamechas, mas todos sabemos que isso não é verdade... é do calor! E de saber que o Ruca vai casar comigo quando eu crescer! :D "estou apaixonada por si quer casar comigo? Eu amo-o!!" enfim aquele 18 a matemática também ajuda imensooo à minha boa disposiçao :P
Felizmente ou não, isto não é assim todos os dias... Amanhã já me passou :P *

Saturday, June 04, 2005

Semisonic - Closing Time

Closing time, open all the doors
And let you out into the world
Closing time, turn all of the lights on
Over every boy and every girl
Closing time, one last call for alcohol
So finish your whiskey or beer
Closing time, you don’t have to go home
But you can’t stay here


I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
Take me home

Closing time, time for you to go out
To the places you will be from
Closing time, this room won't be open
Til' your brothers or your sisters come
So gather up your jackets, move it to the exits
I hope you have found a friend
Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning’s end


I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
Take me home

Closing time, time for you to go out
To the places you will be from

I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
Take me home

I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
I know who I want to take me home,
Take me home

Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning’s end


:) Simplesmente perfeito! E hoje o dia nem me correu mal de todo...
PARABÉNS PUTO! :D *

Tuesday, May 31, 2005

"Sem deitar tudo a perder... como é que tu vais fazer?"

"Senti-me quase a perder
Aquilo que tinha p'ra ganhar
Mas eu não queria ver
O que estava a acontecer
Fui-me deixando estar
Sem nada querer fazer
Custa-me a acreditar
Que desta vez não vou vencer "

Xutos & Pontapés - Dados Viciados

Monday, May 30, 2005

"Caímos num duplo equívoco: nunca acreditaste que eu gostasse de ti e sempre gostei; nunca acreditei que não me amasses e afinal não chegaste sequer a gostar de mim. No amor, os homens são paranóicos e as mulheres obsessivas. Eles não acreditam no amor delas e elas não admitem a falta de amor neles. Tu e eu fomos apenas mais um caso entre tantos e tantos milhões e mais uma vez a história repetiu-se.
(...) Não renego o amor que tive por ti, mas não aceito a tua intolerância, a facilidade com que julgas os outros, a levianidade com que me condenaste. (...)
Não é a dor da rejeição que me massacra, é a dor de saber que nada poderá sobrar deste amor. Que a amizade não tem espaço nem voz entre duas pessoas que desconfiam uma da outra com a facilidade de um inquisidor contratado a soldo. (...) As mulheres demoram algum tempo a transformar um sentimento em pensamento, tanto mais quanto este é profundo..."

Não há Coincidências - Margarida Rebelo Pinto

Digamos que desde que começei não consegui parar... impressionante hoje nem estive atenta a aula nenhuma, sempre a ler, sempre a querer saber o que é que se ia passar a seguir. Agora, que acabei, percebi. Acho que vou parar um bocado de tudo. Pensar, ou talvez nem isso... Talvez dormir um bocado a ver se me passa o mau feitio... impossível, já faz parte.

Sunday, May 29, 2005

"Percebe uma coisa... eu não vivo sem ti!"

by Bola @ conversa importante hoje à noite

"A verdade é que te amei...

Por vezes perco-me na penumbra das minhas próprias incongruências, deixo de te ouvir e como que acciono aquele tic tac que me hipnotiza até um estado catatónico em que só vejo para dentro, por dentro.
Ao acordar, tudo está um caos.
E o verde dos teus olhos, que reflecte perigosamente no molhado dos teus lábios, anuncia o medo que se aproxima.
O medo.
Aquela tépida temperatura que sempre me acompanha, de súbito, abandona-me, o ritmo cardíaco acelera de forma descontrolada e nas minhas veias o sangue bombeia e corre causticamente, como ácido. Tudo dói. Tudo me lique faz num fenomenal pesadelo surrealista.

Vejo tudo o que passou e foi dito, num flash.

No segundo seguinte vejo tudo o que se passará, como uma macabra manifestação de poesia que subtilmente se instalou e cresceu no meu lóbulo esquerdo, como bolor.
Cinco minutos passam.

Corri o estore e abeirei-me da janela. (...) São três da manhã...
Dou por mim a falar comigo própria. Pergunto-me e peço. Desejo. Tudo parece cada vez mais longe, nada sei, tudo quero, nada tenho.
Palavras escritas dezenas de vezes.
É...
Sinto que nasci azul, eterno ar carrancudo, envolto em ténues momentos de puro prazer. E tenho medo... Como dizer esta tristeza? Já não sei...

Quando te conto que até a mim me aborreço, porque não queres tu acreditar? Queres maior símbolo de máxima lucidez?
Queres maior recusa a viver como uma personagem fictícia?
Lixo....
Depois...
Sabes... a irrefutável certeza de que sou um ser triste açambarca-me à medida que tomo consciência do meu mais inconsciente acto.
Passam dias que não te vejo e o mesmo número de dias em que saio à rua, caminho até me cansar e volto para casa imaginando que estive contigo, depois de mais um dia maravilhoso, de paz, carinho e amor imaginários, tornando menos dolorosa a sensação de solidão.
Um produto doentio da minha mente perturbada, a minha inconsciente endorfina comportamental, o fruto daquilo que criei. Doentio...
A verdade é que te odiei."

Não fui eu que escrevi isto... (pois, já estavam a estranhar!) Tanto que isto nem está totalmente certo... se calhar só aquelas frases destacadas e tal... Mas pronto li não sei onde, gostei muito mesmo e fica aqui em aberto quem será o autor... Não interessa!
Ah estou feliz... estive com a minha Bola! :) hmmm querem melhor? Não querem, não querem, mesmo que quisessem não conseguiam! :D *

Saturday, May 28, 2005

"I haven't felt the way I feel today in so long it's hard for me to specify..."

Pardon me while I burst
Pardon me while I burst

A decade ago, I never thought I would be
At twenty-three on the verge of spontaneous combustion
Woe is me
But I guess that it comes with the territory
An ominous landscape of never-ending calamity
I need you to hear, I need you to see
That I have had all I can take
And exploding seems like a definite possibility to me.


So pardon me while I burst into flames.
I've had enough of the world and its people's mindless games.
So pardon me while I burn and rise above the flame.
Pardon me, pardon me... They'll never be the same.

Not two days ago, I was having a look in a book
And I saw a picture of a guy fried up above his knees.
I said, "I can relate,"
'Cause lately I've been thinking of combustication
As a welcome vacation from
The burdens of the planet Earth
Like gravity, hypocrisy, and the perils of being in 3-D
But thinking so much differently

Pardon me while I burst into flames
I've had enough of the world and its people's mindless games
So pardon me while I burn and rise above the flame
Pardon me, pardon me. They'll never be the same
Never be the same… yeah

Pardon me while I burst into flames
Pardon me... Pardon me... Pardon me

So pardon me while I burst into flames
I've had enough of the world and its people's mindless games
So pardon me while I burn and rise above the flame
Pardon me, pardon me... They'll never be the same
Pardon me...
Never be the same... yeah.

Ahh... simplesmente BRUTAL! Incubus @ 11º Super Bock Super Rock

Queria dizer mais qualquer coisa... mas não sei não. Pode ser que eu amanhã consiga... =)

Friday, May 27, 2005

"I know I'll see you again wheather far or soon... But I need you to know that I care and I miss you..."

Definitivamente, não mereço. Tudo o que eu podia dizer agora é banal demais e já foi dito muitas vezes... de qualquer maneira não seria suficiente. Dói sempre um bocado quando nos consciencializamos que fizemos porcaria... muita mesmo. E dói muito mais quando não a podemos consertar... Ou pelo menos quando não sabemos como o fazer.

"Nunca dei um passo que fosse o correcto... Eu nunca fiz nada que batesse certo!"

"As pessoas boazinhas dão sempre uma segunda oportunidade... pelo menos é o que o Diogo acha!" by Marta @ almoço

Thursday, May 26, 2005

Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu...


Xutos e Pontapés - Deitar a Perder

Friday, May 20, 2005

Tuesday, May 17, 2005

Estava a ouvir música do computador. Playlist a tocar, as músicas a passar aleatoriamente. Circo de Feras... e qual é que se segue? Give it away. Sorrio por ser a música que é. Saio do quarto para ir apagar a luz do corredor e oiço música do quarto do João. Bob Marley. Não há, efectivamente, coincidências.

"Could you be loved... and be loved"

Saturday, May 14, 2005

Take a minute girl, come sit down
And tell us what's been happening
In your face I can see the pain
Don't you try to convince us that you're happy (yeah)
We've seen this all before
But he's taking advantage of the passion
Because we've come too far
For you to feel alone
You don't let him walk over your heart
I'm telling you

Girl, I can tell you've been crying
And you needing somebody to talk to
Girl, I can tell he's been lying
And pretending that he's faithful and he loves you
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

See, what y'all don't know about him
Is I can't let him go because he needs me
It ain't really him, it's stress from his job
And I ain't making it easy
I know you see him bugging most of the time
But I know deep inside, he don't mean it
It gets hard sometimes
But I need my man
I don't think y'all understand
I'm telling you

Girl, I can tell you've been crying
And you needing somebody to talk to
(we understand, don't be ashamed of your friend)
Girl, I can tell he's been lying (oh, I can tell he's been lying to you)
And pretending that he's faithful and he loves you (he's not good for you)
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

(Girl) girl, take a good look at yourself
He got you going through hell
We ain't never seen ya down like this
What you mean, you don't need us to help
We known each other too well
I'm your girl, you're my girl, we your girls
And don't you know we love ya
Yeah

Girl, I can tell you've been crying (girl)
And you needing somebody to talk to
Girl, I can tell he's been lying
(I been knowin' you since you was ten
You cannot hide from your friends, girl)
And pretending that he's faithful and he loves you
Girl, you don't have to be hiding
Don't you be ashamed to say he hurt you
I'm your girl, you're my girl, we your girls
Don't you know that we love ya

a minha mana mandou-me isto quê... anteontem e não parei de ouvir =D brutalidade...

Hoje acordei feliz! =)

"Enquanto a noite cai... o que é que ele vai ser?"

Ela deita-se para dormir. Um sorriso nos lábios enquanto apaga a luz. Talvez por estar a pensar nele, talvez por ele ser a única pessoa que a faz sentir assim, talvez apenas por gostar tanto dele. Talvez, não sabe porquê, mas talvez por todas as suas preocupações se terem desvanecido quando estava com ele. Lembrou-se daquela tarde e sorriu novamente. Não era possível! Como é que se deixara ficar assim? Talvez fosse da Primavera, não tem bem a certeza, ou talvez por saber que no dia seguinte vão estar juntos novamente e que ele está algures em qualquer outro lado, e talvez quem sabe, ele pode ter pensado nela por um segundo que fosse.
A noite já vai alta. Um grupo de pessoas sai de um bar qualquer. Ele está lá, agarrado a outra, uma que não conhece, uma que não lhe diz nada, uma com quem nunca conversou, uma qualquer mesmo, a primeira que apareceu talvez. Não pensa nela. Alias, nem se lembra do que se passou em qualquer momento da sua vida anterior aquela noite e àquela de quem ele nem sabe o nome. Outro bar. Mais uma rodada, há alguém que paga, pode mandar vir.
Naquela manhã acordou feliz. Ia ter com ele. Tomou banho, vestiu-se, a felicidade ainda a inundava. Chegou ao sítio onde se costumavam encontrar, à hora de sempre e ele, que nunca se atrasa, não estava lá. Esperou, esperou durante uma hora para o ver chegar. Está atrasado, parece ter-se lembrado disso nesse momento. "Como é que foi a noite?" «Boa...» A resposta vaga pareceu-lhe suficiente para perceber que se passava alguma coisa. Não se passa nada, está tudo bem, estou só cansado. Ela, que estava feliz, ficou sem saber o que pensar, pois temia que se tivesse passado alguma coisa. Ele, que agora se lembrava de tudo, não lhe ia dizer. Ela de qualquer maneira não tinha nada a ver com isso. Tinha, mas ele preferia esquecer esse promenor. Ela vai-se embora sem se despedir, com lágrimas nos olhos e a pensar como é que pode ter sido assim tão estúpida. Deixa-o sozinho no meio da rua. Que se lixe, pensou ele, menos uma...

Monday, May 09, 2005

E hoje pareceu-me importante escrever sobre ti. Não é que eu nunca o tenha feito, porque já o fiz. E não foram poucas vezes. Talvez por teres a importância que tens na minha vida, a importância que eu te dei talvez, ou se calhar aquela que tu adquiriste com o teu próprio mérito, à tua maneira especial, fazendo aquelas tuas coisas pequeninas que no fundo são únicas, e que só tu é que as sabes fazer, à tua maneira. Talvez só por ter estado contigo hoje e ainda estar tudo muito fresco na minha memória, como seria de esperar.
Não sei como é que isto tudo começou, gostava imenso de dizer que foi "amor à primeira vista" mas não me parece que tenha sido o caso. Tudo começou talvez naquele dia há uns 4 ou 5 anos atrás em que tu entraste na minha vida sem saberes e viste uma miúda de cabelo e olhos castanhos, com aquele ar que tu detestas que eu faça, com ar de quem pode tudo e faz o que lhe apetece, mas apesar de tudo com nariz de batata e dentes tortos que te disse "ahh então tu é que és a Rodrigues... olha, eu sou a Sara Moreno!" e ficaste a pensar "o que é que esta quer comigo?". Aí não começou, foi o princípio mas o verdadeiro começo foi só uns tempos depois. Quando conheceste verdadeiramente essa mesma menina. Com uma ou outra diferença, mas a essência era a mesma. E aí ficámos amigas.
A partir daí já passámos por muita coisa, mais coisas sequer do que eu imagino ou que eu me lembro agora. Porque a verdade é essa: foram muitas mesmo. Muitos passeios em campo de ourique, conversas até altas horas sempre que podíamos, atrofios, compras - baixa & amoras & corte inglés, músicas , cds, guitarras emprestadas, fotografias, telemóveis (digamos capas e tal), roupa trocada, vindas cá a casa, viagens de carro ou no nosso sempre fiel companheiro - o autocarro 42!, aqueles queques e/ou bolas de berlim do barata - leve 5 pague 4 tínhamos SEMPRE que aproveitar!, antestreias do Be Cool com o Pac à mistura, idas para casa "de pai", aqueles dias em que eu espero por ti sempre, aqueles dias em que tu não queres mais esperar por mim.
Quem ler isto... pensará até que tudo foram bons tempos. Pois bem, não foram. Infelizmente ou não, porque é com as piores alturas que aprendemos a valorizar verdadeiramente as boas. Também nos zangámos, e como eu nunca me arrependo de nada do que faço, só do que quero fazer e não consigo, quero dizer que me arrependo e muito de não ter falado contigo antes! Mas só serviu para eu me aperceber cada vez mais que "já não posso passar sem ti"! E digamos que também houve outro problema... maior, mais grave mesmo! Aprendi muito com isso, aprendi imenso contigo. E fiquei mesmo muito feliz quando me disseste que eu te tinha ajudado!
Por tudo o que passámos, por me ajudares, por limpares sempre as minhas lágrimas e atrofiares até eu esboçar aquele sorriso pequenino que depois se transforma numa enorme gargalhada, porque nós estamos naqueles placards espalhados por Lisboa, porque tu e só tu é que sabes o que eu preciso, exactamente na altura certa, porque sem ti eu já não sei o que seria de mim, por estares a tomar cada vez mais um papel importantissimo na minha vida, porque eu te amo, e porque NINGUÉM PÁRA A BELICHA NINGUÉM PÁRA A BELICHA NINGUÉM PÁRA A BELICHA ALEHO!
Beijão do tamanho do mundo... Obrigada por tudo hoje Belly =)

Tuesday, May 03, 2005

"I remember things we used to do... I miss it too, I'm missing you..."

Tô com saudades de você debaixo do meu cobertor
de te arrancar suspiros, fazer amor.
Tô com saudades de você na varanda em noite quente
e o arrepio frio que dá na gente,
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só

E aí
Será que você volta, tudo a minha volta
É triste
E aí
O amor pode acontecer, de novo pra você
Palpite

Tô com saudades de você, do nosso banho de chuva
do calor da minha pele, da língua tua
Tô com saudades de você, censurando o meu vestido
e as juras de amor ao pé do ouvido
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só

E aí
Será que você volta, tudo a minha volta
É triste
E aí
O amor pode acontecer, de novo pra você
Palpite

"Dê-me um bom motivo para ficar aí em vez do seu lugar habitual. Se eu achar suficientemente bom, aceito que fique aí"
"É que sabe, ali eu sinto-me sozinha..."

A Belinha mandou-me isto ontem... só agora é que pude ouvir, já tive a ralhar com ela :) SÓ É PERFEITA A MÚSICA! (este momento de loucura e tal...)

Wednesday, April 27, 2005

"Agora tenho todo o tempo do mundo... para quê?"

Lembrei-me há bocado dessa frase, acho que é de um livro qualquer, quase que me arrisco a dizer da Lua de Joana, mas como esse já não leio há muito tempo mesmo não tenho a certeza... é uma questão de ir ver. Lembrei-me e achei apropriada...
Há alturas em que sentimos tantas coisas que escrevê-las é uma tarefa no mínimo, difícil. Nessas alturas há sempre tanta coisa para fazer, para pensar, para sentir, tudo e tudo ao mesmo tempo, incluindo uma vontade enorme de escrever e de expressar tudo de uma maneira ou outra. Há outras, em que o tempo é mais que muito, e não encontramos razão para escrever. Não há nada, absolutamente nada que mereça a nossa atenção.
É o que se passa agora. As coisas estão todas demasiado na mesma, o que eu precisava agora era de fazer qualquer coisa, nem que fosse uma enorme besteira, porque me sinto como papas de aveia! Sabem como nos filmes quando vemos aquelas pessoas completamente escravas da rotina... é assim que eu estou. Não há nada de novo para além do casa-escola-casa e acho que isso me está a fazer pessimamente porque, de resto, também não há nada que mude a rotina.
Sinceramente, estou farta. Completamente farta de não se passar nada! Quando não quero, ou não posso, passa-se tudo... e agora? "Agora tenho todo o tempo do mundo... para quê?"

Tuesday, April 26, 2005

"You can't push a river, you can't make me fall but you can make me unreachable..."

Tudo o que eu possivelmente teria para dizer parece-me demasiado banal que até irrita... daí o não escrever... Na verdade não acontece nada nem de bom nem de mau... ou outra, se acontece nem ligo estou como diria a Marta, completamente num estado de apatia tal que até mete aflição... e portanto estudar o Cesário Verde (ou então não) é o que se segue! Ou talvez o trabalhinho de história para entregar na 5a feira que ainda mal começei... isto é que é han? Enfim... ando completamente noutro lado!

Wednesday, April 20, 2005

"Eu vim também só pra poder entender..." =)

Tu não sabes
Quanto tempo vais poder dizer: «Este sou eu»,

Gritar que o chão é teu,
Tu não sabes,
Que o céu chama por ti quando à noite te sorri,
Quando as pétalas se abrem só por si,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quanto tempo irás pedir
Quando o sangue te fugir,
Quando o punho se fechar sobre ti,
Tu não sabes,
Que o sonho não morreu
Quando o beijo se perdeu,
Que a manhã não acabou só por nós,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier?
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares só mais um dia?
Tu não sabes
,
Tu não sabes,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quantos rios se vão deter,
Quantos olhos vão beber
Nas palavras que colaste junto ao peito,
Tu não sabes,
Que os teus dedos são já meus,
Que se vão fechar nos teus,
Quando os barcos se despedem na maré,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier?
Quando a noite te disser:«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares só mais um dia?
Tu não sabes,
Tu não sabes,
Tu não sabes...

não sei de quem, não sei porquê, mas gostei da música... =)

Monday, April 18, 2005

"Quero, just in case... não sei se vai mudar o mundo!"

Tentei explicar à Belinha, não sei se ela me percebeu. O que eu quero não é aquilo que pensam que eu quero, quero uma coisa que neste momento me é tão inalcançável que até parece mentira... Quero aquilo que muita gente chamaria o "voltar atrás" mas sem o fazer realmente. Quero as conversas enormes, as idas ao café em que só se bebia um porque não havia mais dinheiro, as idas às amoras e o "pareço cool assim nesta pose?" «sim, pareces!» "mas oh Sara ninguém diz que ninguém parece cool!", quero o ficar a falar na rua até ficar noite e o «mas será que o meu pai não chega?» enquanto morria de frio, os desabafos de "tou farto disto e vou masé para o Brasil... queres vir?", as idas à perfumaria para adivinhar o Davidoff que já não está na mesma gaveta e que eu me esqueci sempre de levar... e muitas outras coisas que certamente foram igualmente importantes, dessa altura. Precisamente DESSA, não de uma semana ou um mês ou três meses depois. Porque se tudo tivesse ficado daquela maneira, não tinha havido problema nenhum.
Continuo a manter a minha posição de que as pessoas mudam consoante as circunstâncias e aqui não há excepção. O que eu quero mesmo é que voltasse tudo a ser aquilo que era naquela altura, antes de qualquer coisa que fosse, só quando eu tinha frio e tu me davas a camisola apesar de ficares com mais frio que eu, quando enchias os bolsos de castanhas e eu tirava "discretamente", quando... sei lá, quando eu não me armava em parva, quando ninguém se armava em parvo, quando não havia conversas cruzadas e o "diz que disse" que me irrita imenso, quando para eu saber alguma coisa não tinha que perguntar a ninguém, quando até nos falávamos quando nos viamos, quando as coisas estavam bem e estavam mesmo e não mudavam por estarmos dois ou três dias sem falar, o que eu continuo a achar uma estupidez, quando eu não mandava bocas, quando não pensavas que tudo o que eu dizia era a mandar bocas, quando não precisava de fingir que estava TUDO bem, porque estava efectivamente tudo bem! Queria poder explicar isto, mas não sei se vou conseguir. De qualquer maneira já me sinto melhor, desde que desabafei com a Belinha que, coitada, tem-me aturado imenso nestes últimos dias...

Sunday, April 17, 2005

John Mayer - Comfortable

I just remembered that time at the market
snuck up behind me and jumped on my shopping cart
and rolled down aisle five
you looked behind you to smile back at me
crashed into a rack full of magazines
they asked us if we could leave

Can't remember what went wrong last September
though I'm sure you'd remind me if you had to
our love was comfortable and so broken in

I sleep with this new girl I'm still getting used to
my friends all approve,
say "she's gonna be good for you"
they throw me high fives
she says the Bible is all that she reads
and prefers that I not use profanity
your mouth was so dirty
life of the party and she swears that she's artsy
but you could distinguish Miles from Coltrane

our love was comfortable and so broken in
she's perfect
so flawless
or so they say...

she thinks I can't see the smile that she's faking
and poses for pictures that aren't being taken

I loved you
grey sweatpants
no makeup
so perfect

our love was comfortable and so broken in
she's perfect
so flawless
I'm not impressed
I want you back

Porque é que as pessoas são tão estranhas e tão impossíveis de perceber? Gostava de saber... e mais, gostava de conseguir entender e resolver tudo aquilo que não percebo... Mas acho que isso não vai dar.

Thursday, April 14, 2005

O dia em que a santa que eu tenho em mim entrevistou a puta que eu tenho em mim.

Santa: Bom querida, podemos começar? Ai você não sabe o prazer que eu sinto em estar aqui com você nesse momento... Sério! Apesar das nossas diferenças... Bom vamos directos ao ponto, quer dizer, ao sexo. É que eu não entendo esse seu jeito tão objectivo de tratar o amor. Porquê tão simples? Você nasce, cresce, e escolhe! Um entre milhões de outros homens e cê casa com ele. A paixão é o sentimento de escolha de UM entre milhões de outros homens e por isso é que é lindo... Aí escolheu, tá escolhido! Você tire isso da cabeça porque realmente dá um trabalhão danado, e vai cuidar das outras coisas! Como fazer uma casa bonita, como ter filhos, profissão, ganhar dinheiro, pagar as suas contas em dia! E tudo isso é uma delícia!

Puta: Putinha, 18 anos, mulher. Eu quero transar! Eu não penso em mais nada, eu quero transar o dia inteiro. Não é de escolhas que eu tou falando, é de sexo! Já ouviu falar nisso? Senhores, eu preciso fazer uma confissão, por favor não abandonem o teatro... Eu adoro quando um homem sente um tesão louco por mim e vice versa. Eu me sinto muito atraída por ele próprio em si, o pau em pessoa... ele tem algo de místico... ele é o meu guru calado que eu amo, amo! Independente de quem está por trás, que alias em geral minha santa são pessoas chatíssimas...

Santa: Putinha você está perdida! O mundo moderno te corrompeu completamente... O sexo em si não é nada... Os homens são todos iguais! Quer dizer... mais ou menos iguais. E eles fazem as mesmas coisas! Mais ou menos as mesmas coisas... E o sexo, isso é apenas um meio de comunicação entre as almas! O diálogo entre o homem e a mulher, ele começa na prosa, aí ele se aprofunda, ele vira poesia... e aí depois a música e depois o beijo.... e aí o sexo e até filhos! Ai, é um meio de comunicação!

Puta: Como o telefone? A televisão, o fax, a internet? Ah senhores, por favor... Não escutem mais uma palavra do que esta débil mental emite... Isso não é uma mulher, é um frigorífico! Quem disse que eu não amo, santa? Deixa de ser burra! Eu amo! Mas eu, meu amor, amo todos um por um, louca e fielmente... Eu não posso ficar com um homem só, não posso definitivamente. Neurotiza, asfixia! E engorda, castra, enfeia!

Santa: Em primeiro lugar, eu não acho que eu esteja assim tão neurótica, asfixiada, gorda, castrada e feia!

Puta: Você vai ver daqui a alguns anos meu amor!

Santa: Agora nós chegámos ao ponto! Querer amar muitos homens é querer seguir vários caminhos ao mesmo tempo e isso não faz o menor sentido! Estar em duas camas ao mesmo tempo é impossível e pular de uma pra outra é uma trabalheira, é um inferno... É largar um homem pra ficar com outro e depois outro e depois outro e isso é lugar comum, é o que todo o mundo faz... É ficar repetindo a mesma história e perder a chance de um aprofundamento, é perder o jogo!

Puta: Nossa, mas você hein, meu amor, deve ser péssima de cama!

Santa: Mas actualmente, é a mim que eles preferem. Embora eu reconheça que você tenha tido a sua época mas hoje em dia você os deixa inseguros, ciumentos e com medo de pegar Sida!

Puta: CHEGA! VAMOS PARAR ESSA DISCUSSÃO ANTES QUE NÓS DUAS VIREMOS FUFAS!Vem cá meu amor senta aqui... senta aqui... isso... Sabe minha santa eu imagino um dia em que eu vou conseguir ficar tão puta... mas TÃO PUTA... putéssima, PUTÉRRIMA, metafisicamente PUTONA que eu vire uma santa.

Santa: Aiii é com muita emoção que eu oiço você mencionar essas palavras porque eu também imagino um dia em que eu consiga ficar assim tão imaculada e tão pura e casta e tão bondosa e generosa que eu acabe virando uma... rainha das PUTAS! Com o homem que eu amo, pelo menos!

Puta: BOM! Isso já seria alguma coisa, não é? Afinal não se pode ter tudo... Me abraça amiga!


by: Maria Mariana in Confissões de Adolescente

Wednesday, April 13, 2005

Parabéns =)

porque a tua "parva e levemente fútil" preferida não se esqueceu... *

Tuesday, April 12, 2005

"I like it when I feel your touch... I like it... I like it SO MUCH!"

Há algum tempo que estou para escrever aqui... Não escrevo desde sexta à noite e desde aí aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar... A Caroline queria queria que eu escrevesse, mas não estou suficientemente inspirada para escrever qualquer coisa bem que mostre o que eu quero verdadeiramente dizer...
Basicamente... "é demasiado simples e complicado" para explicar não sei se percebem... enfim... aquele sorriso 360... aquele kit queridíssimo... enfim impossível de explicar! =D

Monday, April 04, 2005

"E pensas nela antes de dormir?" «Todos os dias...»

by Marta & outra pessoa qualquer @ 9 Fevereiro 2005

It's been a while since I changed my mind but sometimes happen things that we simply can't control and in a moment everything can change. Why does it have to be like this? Unanswered question... At least I can't find an answer. Why? I know that the only constant in life is change but why did my good state of life and mind ended up so fast? I was feeling fine and then suddenly all changed. But why?
I believe someday I'll be able to forget the bad times, but no one wants to be alone and I can't pretend I don't care when you don't think about me... I know nobody is able to understand my problems but you, therefore I won't make people waste their time with them. I will only bother you, like you bothered and still bother me. The things you did, the things you said and all the things you whispered in my ear... Why did it have to end, why couldn't it last forever? It just was. FORGET IT.

Texto perfeito que me chegou às mãos vindo não sei de quem... Mudei umas coisas, a essência é a mesma (ok, mudei muito). Não sei se foi por acaso, talvez sim ou talvez não. Estou a ouvir Da Weasel... "vai haver um outro alguém que faça valer a pena." Há sempre... =)

"E pensas nela antes de dormir?" «Todos os dias...»

Sunday, April 03, 2005

"Duas simples bocas podem fazer maravilhas com duas simples almas...

... Desejo que tudo se acabe logo
se não morrerei
Desejo que tudo dure eternamente
se não morrerei..."

"Eu quero e posso e vou mudar as coisas"

Foi, posso arriscar afirmar, a melhor semana da minha vida. Aproveitei todos os segundos, fiz tudo o que queria, virei tudo do avesso e arrumei a minha vida. Consegui esquecer-me de ti, de que tu existias, esqueci-me da tua cara, da tua voz, de tudo aquilo que me fazias sentir. Por estares longe talvez, não é o que dizem... "longe da vista longe do coração"? Piroso, eu sei, mas é verdade, porque por estares longe conseguiste fazer com que eu estivesse sempre bem disposta, com que não pensasse nem um segundo no "depois", no que é que iria acontecer quando eu voltasse a estar contigo. Isso estava muito longe, era quase como que começar a pensar nas aulas no princípio das férias. Porque eu estava de férias. De ti.
Até ao dia em que tu voltaste. Se foi coincidência ou não, não sei porque não acredito em coincidências, mas a partir daí tenho andado bem pior. Por muito que eu diga que não me afecta, afecta e muito, talvez demais! Demais do que devia, porque já afectou muito mais que agora. Agora mudou tudo e o que eu sinto é tão diferente do que sentia antes que nem te passa pela cabeça... mesmo que te dissesse não ias perceber. Mas eu devia nem querer saber não era?
Tarde demais. Mas ainda tenho uma semana. Tempo mais que suficiente para mudar isso.

Saturday, April 02, 2005

No other way

When your mind is a mess so is mine I can't sleep
Cause it hurts when I think my thoughts aren't at peace
With the plans that we make
Chances we take
They're not yours and not mine
There's waves that can break
All the words that we say and the words that we mean
Words can fall short can't see the unseen
Cause the world is awake
For somebody's sake now
Please close your eyes, woman please get some sleep

And know that if I knew all of the answers
I would not hold them from you'd
Know all the things that I'd know
We told eachother there is no other way

Well, too much silence can be misleading
You're drifting, I can hear it in the way that you're breathing
We don't really need to find reason
Cause out the same door that it came
Well, it's leaving, it's leaving
Leaving like a day that’s done and part of a season
Resolve is just a concept that's as dead as the leaves
But at least we can sleep, it's all that we need
When we wake we will find
Our minds will be free to go to sleep

And know that if I knew all of the answers
I would not hold them from you
'd
Know all the things that i'd know
We told eachother there is no other way...

Acho que se percebe porque é que a música é outra daquelas perfeitas... simplesmente diz tudo! Hoje o dia não foi nada bom... Só um sorriso 360 dado pela minha Caroline que voltou =)

Sunday, March 27, 2005

Uma da tarde, aeroporto do Hawaii. O sol lá fora é abrasador, os voos com destino a Paris estão prestes a partir. Os funcionários estão todos de calções, camisa e chinelos, o mais confortáveis que podem ficar com o uniforme que nunca lhes pareceu tão pesado como hoje. Mal podem esperar pela hora que o voo parta para finalmente terem um momento de descanso merecido e darem um mergulho no mar que se vê através dos vidros.
Através da porta envidraçada, entram eles. Uma rapariga que deve ter por volta de 28 anos no máximo, acompanhada por um rapaz, que ninguém diria, mas é o seu marido. Ela parece apressadíssima, a falar rapidamente ao telemóvel, com uns óculos escuros, um bikini e um paréo, também de chinelos, com um bronzeado de fazer inveja a qualquer um e um sorriso contagiante. Ele vem na maior das calmas, de calções de banho, chinelos e uma daquelas camisas às flores. Atrás deles, um funcionário do aeroporto que lhes traz o trolley com as três malas enormes e pesadíssimas que, supomos, trazem as coisas dela, porque ele parece muito mais abstraído do mundo.
Chegados ao check-in, todos parecem conhecê-los. Trazem-lhes martinis em copos altos, que ela agradece, sorrindo, parecendo não reparar que todos estão atentos ao mais pequeno movimento do seu cabelo castanho comprido. Ele avisa-a que se calhar estão um bocadinho atrasados, ela despede-se da pessoa com quem está a falar ao telemóvel, que põe na mala, dá-lhe um beijinho e diz "Então é melhor iremos andando não é?". Ele sorri. «Paris não espera!» e entram no avião.

Está no carro, mais um dia de trabalho. O sol está a pôr-se, a única coisa de que nunca abdicou foi de ver o pôr do sol. Mesmo que fosse dentro do carro, no trânsito em Lisboa. No banco do lado, um monte de dossiers com assuntos da empresa, é verdade, era uma empresária muitíssimo bem sucedida, mas muitas vezes questionava se seria isso mesmo que ela queria. Pôs os óculos escuros. Na rádio estava a tocar uma música que nunca gostou muito. Nota mental: nunca mais deixar as miúdas sintonizar o rádio do carro. Ao chegar a casa, já lá estavam as miúdas, a mais pequena veio ter com ela "Mãe já sei escrever o meu nome quer ver?", ele já estava a ler o jornal, o jantar estava feito. Ela foi cumprimentá-lo. «A tua filha quer falar contigo, é melhor decidires tu, nunca percebi muito bem essas modas... tu sabes não sabes?».
"Mãe olhe, fiz um piercing no nariz, o pai quer que eu tire mas agora não posso, não me vai pôr de castigo pois não? Por favoor sabe que era tudo o que eu queria!". Claro que sabia. Mas agora tinha que pensar como mãe não era? Como isso lhe fazia confusão. Inspirou e disse, com a voz mais séria que conseguiu "Discutimos isso ao jantar com TODOS Madalena, agora vai estudar que eu sei que tens teste amanhã e diz à tua irmã para pôr a mesa". A filha revirou os olhos e afastou-se, não sem antes deixar a mãe ver bem patente nos seus olhos verdes o desagrado desta atitude. Ela sorriu, ele sorriu, «Destesto essas coisas» "Eu, com a idade dela, queria fazer um...". Pousou o jornal e ela sentou-se ao pé dele, a contar-lhe o quão terrível tinha sido o seu dia. Ele deu-lhe um abraço, daqueles que sempre lhe dera e que faziam com que parecesse que nada lhe podia fazer mal, e decidiram ver as notícias.
Novo filme realizado e protagonizado por... seria mesmo ele? Aos anos que não o via... Era mesmo! Lá estava ele, a sorrir para as câmaras, lá de Paris ou de New York ou de onde é que ele vivia, a ter a vida que sempre sonhara. A dizer como este filme tinha sido um desafio e a concretização de um sonho, a anunciar que talvez voltasse a Portugal para a estreia, para rever uns amigos.
«Este não era o teu amigo...» "Era." . E subitamente lembrou-se de tudo. Do Hawaii, dos Martinis: De como eles sempre disseram que iam viver quando se casassem. Claro que não iam casar, era impossível, como melhores amigos que eram, mas era aquele "filme" que faziam constantemente. Como ele conseguiu viver como eles queriam. Dos postais que ele manda todos os anos, talvez uma assistente que tenha encontrado a morada dela algures perdida numa das agendas. De como ele devia gostar de conhecer a Madalena. De como tinha saudades dele e de atrofiarem. Ele ainda estava em directo na televisão. Quanto será que custava uma chamada de longa distância para telemóvel? Para seu espanto, enquanto esperava que ele atendesse, viu-o na imagem à procura do telefone.
«Linsday honey I've told you about a gazillon times that...»
"Sou eu."
«Ana?»

Friday, March 25, 2005

A quem a cabeça não vê e o coração só pensa.

Hoje, mais que nunca, acho que tenho aquilo a que normalmente se costuma chamar "saudades". Dou por mim a ver fotografias velhas, a ler textos e a ouvir músicas que me façam lembrar, ou simplesmente a rever momentos vezes sem conta na minha mente... como se fosse um filme onde eu pudesse simplesmente carregar stop, fazer rewind, voltar para trás... e repetir em câmara lenta.
Não sei quanto tempo é que é preciso para se gostar verdadeiramente de uma pessoa, ou pelo menos para nos apercebermos que gostamos verdadeiramente de alguém. É uma coisa que varia. Também não sei quanto tempo é que precisamos de estar afastados de alguém para sentirmos saudades sem se tornar ridículo. Porque também depende do tempo, ou da distância. Ou se calhar só da pessoa.
Fiz uma lista. Tem oito pessoas. A Marta, como é óbvio. Apesar de receber mensagens dela todos os dias, não é suficiente... mas ela, com o seu estatuto de "Melhor Amiga" não me deixa chegar ao ponto da tristeza profunda por não estar comigo... Basta olhar em volta, olhar simplesmente para a esquerda e vejo-a, não a sorrir, mas com aquele olhar por baixo do boné. E aí sinto que não preciso de mais nada. Porque cada uma de nós guarda sempre um bocadinho da outra em si, como boas siamesas que não podíamos deixar de ser.
A Simons, #2 da minha vida, de quem simplesmente não me consigo separar. Se não fosse ela, e aquelas conversas até às 4 da manhã de rir, chorar ou se calhar apenas desabafar tudo aquilo que me fazia confusão na altura, não sei não... sou sempre e para sempre a pita dela, aconteça o que acontecer, e mesmo que ela agora esteja lá na sua terrinha, ou talvez em Lisboa sem me dizer nada, é das poucas pessoas que me acalma verdadeiramente. Sempre.
O Zé... não podia deixar de ser. Não há maneira de dizer tudo o que nós já passámos, tudo o que aconteceu, tudo o que ainda acontece... Como eu já não seria capaz de viver sem ti e como ao teu lado me sinto sempre segura, quer seja no meio da escola (aka. prisão) ou na loja do homem das tatoos e dos piercings ilegais. Obrigada por seres quem és e por me fazeres quem eu sou.
A Bola, porque há 6 anos que foi a minha "primeira amiga" das férias e a partir daí tudo o que já fizemos foi sempre momentos Kodak, daqueles que gostamos de ter fotografados para nunca mais nos esquecermos, e não é por acaso que tenho a nossa fotografia de há 3 anos no Largo Sta. Kuka no placard; porque ainda dormimos as duas na mesma cama quando não nos deixam juntar os beliches, e combinamos a roupa sempre antes de ir para lá, e porque temos os nossos atrofios e músicas e cantamos o "Make Love" enquanto tomamos banho com o Axe verde.
A Bé, por tudo o que já lhe fiz, por tudo o que já me fez, por aquilo que já lhe perdoei e por aquilo que ela já me perdoou, por ainda ter os postais do Magnum cá em casa, por cantarmos as Onda Choc, por me preocupar tanto com ela, por levar comigo os ténis podres para o raid em que chovia, por já se ter passado tanta coisa e por não termos que ser sempre como os outros querem que nós sejamos, e por a estar a ensinar a seguir o coração.
A SL, porque é a minha estrelinha, porque é a miúda mais querida do mundo, porque estas férias não havia nada que mais me alegrasse do que ouvir apenas um "olá sara!" vindo dela, por nos termos fartado de chorar na nossa despedida, porque dia 30 de Abril lhe pertenço, porque ela está na minha Wall Of Fame e não é por acaso.
A Mariazinha, por ser a minha menina de papel, a minha ciumentazinha, a maior surpresa da minha vida... como o Zé disse e bem, esta menina é um bombom. E tudo o que eu possa dizer dela não é suficiente. Porque estes três meses foram mais que suficientes para eu me aperceber o quanto ela é importante para mim (e vai ser SEMPRE).
A Caroline... pois, a Caroline. Que me tem ajudado imenso nestes últimos tempos, e que também se revelou ser simplesmente fantástica... Quem diria, hã? Nós as duas... Acho que há uns tempinhos ninguém dava nada pela nossa amizade e olhem para nós agora. Pelos nossos sorrisos 360, aqueles que eu te consegui contagiar. Por tudo o que fizemos uma pela outra, acho que não há uma única coisa que não tenha feito a diferença (até aqueles filmes terça feira à tarde serviram para agoirar o futuro... nem mais!).
A lista está completa... pois, falta uma pessoa. Mas quanto a essa pessoa que falta, decidi não a incluir na lista de propósito. Porque acho que não tenho bem saudades. Não sei bem o que sinto, ainda estou a tentar perceber. Mas é qualquer coisa que é impossível pôr por palavras, é impossível descrever o indescritível. É um misto de qualquer coisa, não sei bem o quê ainda, e não me vou dar ao trabalho de tentar descobrir... Estou melhor assim, apenas com uma vaga ideia.
Saudades? Mais que muitas. E o único motivo é eu gostar tanto de vocês. Tanto podem estar no Brasil, em Coimbra, em Cascais, em Telheiras, em Madrid, no Norte ou simplesmente a dois quarteirões de distância; tanto posso não vos ver desde ontem, desde quarta feira, terça, desde domingo, desde o fim das aulas, desde há um mês ou desde Outubro... Tenho saudades, pronto.
E sei que estou a ser egoísta, mas quem me dera que estivessem aqui.

Thursday, March 24, 2005

Jack Johnson - Better Together

There is no combination of words I could put on the back of a postcard
And no song that I could sing but I can try for your heart
And our dreams and they are made out of real things
Like a shoebox of photographs with sepia-toned loving
Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Like why are we here? And where do we go? And how come it’s so hard?
It’s not always easy and sometimes life can be deceiving

I’ll tell you one thing, it’s always better when we’re together
It’s always better when we’re together
We’ll look at the stars when we’re together
It’s always better when we’re together
It’s always better when we’re together

And all of these moments just might find their way into my dreams tonight
But I know that they’ll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night you see
That they’ll be gone too, too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I’d be under the impression I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be we’ll sit beneath the mango tree now

It’s always better when we’re together
We’re somewhere in between together
Well it’s always better when we’re together
It’s always better when we’re together

I believe in memories they look so pretty when I sleep
And when I wake up you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We’re better together

3ª oportunidade... vamos lá ver! =P

saudades... minha menina tá lá pro Brasil, Mariazinha e Caroline se vão embora, não falo com o Zé desde ONTEM, não sei por onde anda a Bé nem a Simons... Sei não como vai ser! =( Enfim mas agora tenho o Jack pra me subir o astral! =) *

Tuesday, March 22, 2005

Porque É Que A Vida Não É Como Nós Queremos ou Adorote Caroline

"Será que a vida é muito difícil? Será que a vida é difícil ou a vida é fácil e eu vou ser a primeira pessoa a descobrir isso?" Pois é quem não reconhece esta frase? Hoje de manhã, antes de saír de casa, pus-me a ouvir o cd e lembrei-me de ti. Não me perguntes porquê, há coisas que simplesmente não conseguimos explicar só assim, por palavras.
Parece estranho, mas as palavras, aquelas que nos deviam reconfortar nos piores momentos e tornar os melhores momentos ainda mais inesquecíveis, às vezes não nos ajudam assim tanto quanto isso. Às vezes magoam ainda mais. E outras vezes, nem precisamos delas. Se bem me lembro, a primeira vez que nós "falámos" a sério não falámos... ficámos no elevador só a sorrir!
Por me lembrar de ti, por hoje ter estado contigo, por já termos falado ao telefone depois disso, por tu me aturares aquela pancada, por eu te poder ouvir, por confiar em ti, por confiares em mim, por te estares a tornar verdadeiramente importante, porque me sinto orgulhosa de cada vez que falo de ti, ou que penso em ti, por te poder chamar verdadeiramente minha amiga e saber que ainda está muito mais por vir aí. Por tu precisares de mim agora.
Por tudo isto, por muito mais. Sabes o que eu queria? Muitas vezes, desaparecer. Mas não era sem ir para lado nenhum, era para ir para um sítio perfeito... e levava comigo toda a gente que me faria falta lá no tal sítio... e pronto eramos felizes para sempre! Isso era outra coisa... eramos todos felizes! Não sempre, senão fica tudo chatíssimo, mas quando era preciso. E havia sempre música em todo o lado... a mais indicada para cada ocasião. E podíamos ficar toda a manhã a anhar no Bom Bolo sem ter que ir para as aulas e até estarmos fartas de estar lá sentadas. Claro, podia dizer o que quisesse quando quisesse. Os meninos gostavam das meninas que gostavam deles - e como isto mudava tanta coisa! Pelo menos não havia aquelas crises amorosas... Enfim! Também não se falava de coisas tristes... Ou pelo menos não eram temas de conversa de horas no café ou assim...
Se há coisa que eu aprendi ultimamente foi a não pensar demais. A passar a acreditar nos primeiros impulsos, porque apesar de serem como bolas de sabão, às vezes são os impulsos que nos levam a fazer a coisa mais acertada... Mas como são isso mesmo, impulsos, não lhes ligamos. Acho que tudo faria muito mais sentido se nos deixássemos sempre levar pelos impulsos. Ia ser tudo como nós verdadeiramente queremos! Só que na altura... deixa-se passar.
Como alguém me disse uma vez, nunca temos tempo para fazer todos os erros possíveis na vida, por isso temos que aprender com os dos outros. Aprende agora com os meus. Essas coisas são todas muito complicadas que metem a cabeça e o coração e que nos deixam confusos... que metem sentimentos contraditórios, que nos levam ao desespero muitas vezes, por não sabermos o que verdadeiramente queremos! Faz sempre aquilo que achares que é o melhor na altura, mesmo que no segundo a seguir te arrependas. Não penses no que os outros podem pensar e dizer, pensa só em ti. Tenta ser egoísta por um bocadinho. Acho que percebes do que é que eu estou a falar!
Já estou a escrever demais... Tu estás cheia de sono! Por me pores a pensar nisto, por seres uma querida, por teres aquela paciência, por sorrires quando é preciso, por falares comigo quando eu peço, por olharmos pela janela, por ouvires aquela música que eu detesto mas que não consigo parar de cantar. Por seres uma querida e por estares neste momento à minha espera. Porque não vou reler isto e não sei se faz algum sentido, porque de certeza que percebes o que eu te quero dizer.
Adorote Caroline.

Sunday, March 20, 2005

When you slowly close your eyes... Replay the moments in your mind... I just can't give it away!

(o Give it Away, desculpem lá... diz tudo.)

Não tive a coragem para fazer o que realmente queria. Talvez por pensar que não valia a pena... Talvez por ter a certeza que a partir de agora, nada vai mudar. Ou se mudar, é para pior. Infelizmente para mim e para os que me têm que aturar... Enfim... A Marta vai amanhã para o Brasil, acho que isso só está a piorar o meu estado e à medida que o tempo vai passando, vou ficando cada vez mais triste... Nada neste momento me anima... que sensação péssima... bah! E pronto... boas férias ou assim.

"Cada vez o "nós" perde mais o sentido,
Substituído o plural pelo singular,
(...)
Pergunto-me se a culpa foi minha?
Mas todo o mal que viste em mim,
Foram apenas gestos confusos e inexperientes,
Por te amar - e amo - tanto.
(...)
Sabes? Talvez não saibas o que é amar,
Talvez não gostes que te amem - e eu amo - mais que tudo.
(...)
Deixa-me viver - porque sem ti já não é possível,
Volta... dá-me a parte de mim que levaste."

"o meu coração obriga-me a amar-te, a minha cabeça quer que eu te odeie... a minha cabeça quer apenas que me lembre do vazio em que me deixaste, mas o coração quer amar-te!"

s o u l s h i n e * - é tudo o que precisam

Hoje é dia 20. Não me perguntem porquê, mas há qualquer coisa no dia de hoje que me diz que vai correr de maneira diferente, esperamos para melhor. Espero. É hoje que vou tentar mais uma vez, desta vez com a sensação de que sei para que é que vou tentar, sei as circunstâncias e não estão propriamente a meu favor... Mas sim, mais uma vez vou tentar. E só porque é dia 20.
O simples facto de me ter apercebido do dia de hoje, de a Marta ir só amanhã para o Brasil e de eu pura e simplesmente já não aguentar mais deu-me uma vontade redobrada de resolver tudo hoje.
Se vai correr bem? Não sei, ninguém sabe. Se corresse, já era bom.

Thursday, March 10, 2005

"I just want you to know I understand why you have to do this.." «Thanks» "But I wish you didn't have to!" «Me too...» "I love you."

Maybe I'm amazed at the way you love me all the time
Maybe I'm afraid of the way I love you
Maybe I'm amazed at the way you pulled me out of time
and hung me on a line
Maybe I'm amazed at the way I really need you

Maybe I'm a girl and maybe I'm a lonely girl
who's in the middle of something
that she doesn't really understand
Maybe I'm a girl and maybe you're the only man
who could ever help me

Baby, won't you help me understand

Maybe I'm amazed at the way you're with me all the time
Maybe I'm afraid of the way I leave you
Maybe I'm amazed at the way you help me sing my song
Right me when I'm wrong
Maybe I'm amazed at the way I really need you

"O tempo é traiçoeiro. Passam-se meses, até anos, e nada muda na nossa vida, nem um bocadinho. Não vamos a lado nenhum, não fazemos nada de novo, nem temos pensamentos novos. Mas há um dia, hora ou segundo em que somos apanhados e muda tanta coisa que parece que nascemos de novo, numa pessoa que pensamos nunca poder existir. (...) já me tinha esquecido como é que se sorria, mas no momento em que ele me disse o seu nome, lembrei-me de como era."

Saturday, March 05, 2005

" - Tu foste simpático comigo e eu não fui simpática contigo. E isto provavelmente fez-te pensar que eu não tinha... que eu não estava... - Andava às voltas num pequeno círculo e depois aproximou-se para o enfrentar. (...) - Pensaste talvez que eu não gostava de ti mas a verdade é que... (...) - Mas a verdade é que talvez não significasse nada disso. Talvez afinal significasse... totalmente o oposto. (...) - Portanto, o que eu estou a dizer é que gostava de não me ter portado assim contigo. Gostava de não me ter portado como se não gostasse de ti ou me estivesse nas tintas, porque na realidade... na realidade... eu não quero saber de como poderia parecer que pudesse sentir.
Fitou-o com um olhar suplicante. Tinha tentado, palavra que tinha. Mas aquilo era o melhor que conseguia."

Friday, March 04, 2005

Quando se entrava no quarto, antes de mais nada reparava-se na parede da direita. Aquilo que tinha começado com o placard de cortiça tinha-se expandido pela parede, e eram bem visíveis as marcas das mudanças que tinham ocorrido nos passados 3 anos que antecederam aquele dia. Via-se um bocado de tudo, um bocado da sua vida, fotografias de amigos que já foram, desenhos de há muito tempo, bocados de banda desenhada, anúncios, fotografia da turma, o nome de alguém, o cartaz de um filme. Todas estas pequenas coisas foram-se acumulando ao longo da parede, que parecia ficar cada vez mais pequena para a imensidão de coisas que se iam acumulando e da necessidade crescente de as mostrar a todos aqueles que deixava ver a parede.
A pouco e pouco, a parede foi-se tornando insuficiente, e começou o ciclo normal das coisas: tirar umas coisas para pôr outras, as mudanças normais que fizeram com que a parede ficasse despida, com uns espaços em branco que já ninguém conhecia. Depressa esses espaços foram preenchidos com outras coisas, decerto mais importantes, que aos 13 anos não ligava e aos 14 já lhe pareciam fulcrais.
Mas naquele dia, qualquer coisa lhe parecia estranhamente errada. A parede já não lhe dizia nada... A parede, que outrora fora a parte que mais gostava, aquela parte para a qual olhava durante horas a fio, parecia-lhe desinteressante. Já a conhecia mais que bem, mas não sentia que lhe fizesse tanta falta como antes, a parede, que tinha sido o sítio mais importante e de que mais gostava do seu quarto, já não o era, e isso não fazia sentido. A algum custo e talvez com lágrimas nos olhos (porque era uma parte da sua vida que ficava agora definitivamente para trás), começou a arrancar tudo por uma ponta e a partir daí tornou-se menos difícil. Quando acabou, ganhou coragem e olhou.
A parede estava branca... Absolutamente branca, mais do que se lembrava. Sentou-se no chão a olhar para ela. Não tinha nada, excepto uma frase que se tinha esquecido de tirar.
"Gosto das coisas de que tenho saudades. Esqueço-me das coisas de que não gosto."

Thursday, March 03, 2005

Sofia. Ana Sofia, para sermos mais exactos. Quis o destino e mais alguém, talvez, que eu me encontrasse com ela. 13 anos de diferença, alias 13 anos e um mês, porque ela faz anos no dia 20 de Novembro. Além disso, o chamar-se Ana Sofia não me passou ao lado... han, porque será?
Enfim, mais uma pessoa que me marcou. Fiquei absolutamente fascinada com ela, e desviei imediatamente a minha atenção dos Morangos com Açúcar... Conversámos imenso, e a minha mãe já se estava a perguntar se nós não seríamos grandes amigas que por acaso (ou não) se encontraram ali. Falámos sobre ela ter desistido do ballet por ter tido um acidente de mota, da música, da Marta, da escola, de ter uma vida sempre a fazer o mesmo, das mães, dos namorados, de ser aero-moça (até isso ela já tinha sido!!) e do futuro... ou pelo menos daquilo que eu espero que seja, daquilo que ela queria que fosse o dela e que não pode ser, de perseguir os nossos sonhos, o meu incentivo a ela quebrar a rotina e fazer uma coisa de que gostava imenso e sobretudo do desconfortável que era ir ao médico...
Fiquei mutíssimo feliz por a ter encontrado, por ela se ter cruzado comigo e eu com ela, por me ter impedido de ver os Morangos (o que eu ia fazer!!!!!). A minha mãe, claro está, cismava que eu já a conhecia praí de há anos e que éramos bests... e eu "mãe aeromoça, 29 anos... não sei porquê mas acho que não havia muitas maneiras de eu a conhecer."
Mas sabem que a cara não me era estranha... Se calhar já a tinha visto. À Ana Sofia, 29 anos, 30 no dia 20 de Novembro. Que provavelmente não volto a ver. Ou talvez volte, quem sabe.

Thursday, February 24, 2005

Hás-de ver

Palavras que se enrolam na língua
Uma timidez superlativa
Há coisas difíceis de dizer
Não vou ficar a olhar
Deixar o tempo passar
E ver o teu sorriso a desaparecer

Kilos de alegria
Montes de prazer
Há-de chegar o dia
Em que te vou dizer

Não sou gago
Não me falta a vontade
Sei que te me dás
Essa liberdade
Mas há coisas difíceis de dizer
Vou ver se consigo
Dizer-te ao ouvido
Estas três palavras
Que trago comigo
Hás-de ver

Kilos de alegria
Montes de prazer
Há-de chegar o dia
Em que te vou dizer

Lá estou eu outra vez a tremer
Com esta conversa pra fazer
Farto de calar
Farto de sofrer
Mas há coisas difíceis de dizer
Farto de sofrer
Farto de calar
Com todo o meu amor


Nunca nenhuma música me pareceu tão perfeita...=) hoje já estou bem mais bem disposta!
"Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!
As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

W. Shakespeare

Monday, February 21, 2005

Já é a terceira vez que escrevo hoje e ainda nem percebi bem porquê... Acho que simplesmente o facto de eu andar triste (ou se calhar só não tão contente como costumo estar) me põe a pensar, e como não me apetece falar com ninguém...
O Zé diz que eu estou a crescer. Que gosta de me ver assim, que eu o surpreendo sempre. Acho fantástico isso, porque eu não me sinto a crescer. Não devíamos sentir? E será que é só por eu me ter consciencializado que fiz muita coisa que não devia ter feito e que a vida não é como eu quero que cresci? Se calhar...
Gostava imenso de poder acordar um dia e ver como é que as coisas seriam por aqui sem mim. Não para ver se fazia falta, mais se calhar para ver de que maneira é que afecto ou não alguma coisa. Se calhar o João tinha outra irmã. Se calhar a Marta tinha outra melhor amiga. Se calhar este quarto era o escritório do meu pai. Era tudo tão diferente... Mas se as coisas estão assim é porque é assim que devem estar.
Será que cresci mesmo? Como é que eu cresci? Esqueceram-se de me avisar... A sensação é a mesma como quando no sábado fui apresentada a alguém como a namorada do Diogo: "ai sou? Que giro, esqueceram-se de me avisar." Mas parecia que era a única que não sabia, porque estavam todos perfeitamente convicitos disso.
Os dias passam e com eles passa a vontade de sorrir, de olhar o dia seguinte como um em que podem acontecer mil e uma coisas e passamos a ver tudo como rotina. Às vezes penso que não basta muito para que essa mesma rotina seja quebrada, tenho medo que aconteça alguma coisa de horrível e que tenham ficado palavras por dizer, canções por cantar, textos por escrever, abraços por receber, sorrisos por dar. Mas acho que não podemos controlar isso.
Sento-me no puff cor de laranja com a minha guitarra, começo a tocar uma música da Anouk e a trauteá-la baixinho. Não consigo cantar enquanto toco, ainda me troco toda com isto. Subitamente queria saber tocar tudo, tocar qualquer coisa que exprimisse o que eu sinto. Queria tocar Nirvana. Queria falar com o Kurt e perceber o que é que ele sentia. Acho que mais facilmente começava a tocar bem do que falar com ele. Pode ser que um dia, no céu. Ou em qualquer outro sítio para onde ele tenha ido e para onde eu também devo ir. Quero tocar o Circo de Feras. Não encontro os acordes. Desisti.
Ontem acordei cedo. Saí do meu quarto devagarinho e desci as escadas. Fui até à janela da cozinha ver a rua. Fiquei ali, a ver os autocarros a passar, os pássaros a voar e o sol a nascer ainda bem lá longe. Os meus pés estavam a ficar frios por causa dos azulejos do chão, mas fiquei ali só mais um minuto. Quando ficou mesmo muito frio, olhei para o relógio. Era mais cedo do que eu pensava. Voltei a subir as escadas, abri a porta do meu quarto, ao fundo do corredor. A Marta estava a dormir, sem sequer ter reparado que eu tinha saído. Sorri. Pensei em ligar o despertador, se chegássemos atrasadas era o fim, mas não o fiz. Voltei a deitar-me, para acordar umas horas depois.
Vesti o pijama, olhei uma última vez para o telemóvel. Nenhuma mensagem. Já me tinha despedido de toda a gente, era hora de dar por terminado o meu dia e desansar. No fundo, era disso que precisava. Para dormir, e acordar talvez mais crescida que hoje.
" - Vais chorar? - pergunta-me ele, pondo-se à minha frente para olhar melhor para mim. Ele nunca me viu chorar. E, porra, espero que não veja agora. (...) ele dá-me um abraço que sabe tão bem e eu desato a chorar que nem uma Madalena, como é que eu vou passar (...) sem ele? (...) E talvez tenha sido nesse instante que eu começei a apaixonar-me."

Zero 7 - Destiny =)

I lie awake
I’ve gone to ground
I’m watching porn
In my hotel dressing gown
And now I dream of you
But I still believe
There’s only enough for one
in this
Lonely hotel suite

The journey’s long
And it feels so bad
I’m thinking back to the last day we had.
Old moon fades into the new
Soon I know that I’ll be back with you
I'm nearly with you
I'm nearly with you

When I’m weak I draw strength from you
And when you’re lost I know how to change your mood
And when I’m down you breathe life over me
Even though we’re miles apart we are each other’s destiny

On a clear day
I’ll fly home to you
I’m bending time getting back to you
Old moon fades into the new
And soon I know I’ll be back with you
I’m nearly with you
I’m nearly with you

When I’m weak I draw strength from you
And when you’re lost I know how to change your mood
And when I’m down you breathe life over me
Even though we’re miles apart we are each other’s destiny

When I’m weak I draw strength from you
And when you’re lost I know how to change your mood
And when I’m down you breathe life over me
Even though we’re miles apart we are each other’s destiny

I’ll fly, I’ll fly home
I’ll fly home and I’ll fly home

Sunday, February 20, 2005

"There are many things that I would like to say to you but I don't know how..."

Tentei acalmar-me.
Tentei deixar de pensar nisso.
Tentei esquecer.
Tentei distraír-me.
Tentei alegrar-me.
Tentei ocupar a minha cabeça com outra coisa qualquer.
Tentei acreditar que vai ficar tudo bem.
Tentei fingir que não se passava nada.
Tentei acreditar que estava a exagerar.
Tentei esboçar um sorriso, por mais pequeno que fosse.
Tentei não chorar.
Eu tentei, mas parece que não está a dar resultado...

Thursday, February 17, 2005

Gosto de ti.
Gosto muito de ti.
Gosto imenso de ti.
Adoro.te.
Amo.te.
Tudo isto e muito mais.
E já agora, obrigada por tudo... principalmente por seres tão o auge que temos que lutar contra plágios TODOS os dias... Qualquer dia somos praí super heróis... com a bela da t-shirt e tal... ah pois! Anti-Plágio Squad =P

Wednesday, February 16, 2005

"don't waste your time on me you're already the voice inside my head"

Era uma vez uma menina. Outra menina, diferente das outras que já vos falei. Esta menina podia dizer que era feliz. Não completamente feliz, isso acho que ninguém é, mas era feliz. Tinha tudo o que qualquer um de nós pode pedir para si. A menina gostava de ouvir música e de cantar, de ler e escrever, de saír, de andar por aí com os seus amigos que, digo-vos já, eram mesmo dos melhores que por aí havia, não substimando os amigos dos outros, claro. A sua vida era, arrisco-me a dizer, quase perfeita.
Só que quando chegava a noite, e a menina ia para a varanda da sua casa pensar na sua vida e nas coisas que fazia, sentia que faltava alguma coisa. Está certo, tinha tudo o que queria. Mas será que era mesmo isto que ela queria? Por fim, acabava por se convencer que era a monotonia que a deixava assim. E no dia seguinte voltava como dantes, a passear, atrofiar, rir com os amigos, com quem ela não queria partilhar esta ideia, e nem ela sabia bem porque é que não o fazia. Mas era algo que não lhe saía da cabeça.
Um dia em que vagueava sozinha, encontrou um menino. Este menino era absolutamente diferente de todos aqueles que a menina já tinha conhecido. Parou o seu caminho para o observar. Ele estava distraído com qualquer coisa, só algum tempo depois é que reparou na menina. Parou e olhou para ela. Ficaram assim pouco mais de uma milésima de segundo e a menina sorriu. O menino estranhou o sorriso, como se nunca ninguém tivesse sorrido assim para ele, ou talvez por se aperceber que se calhar esta menina tinha qualquer coisa que todas as outras que ele conhecia não tinham. Sorriu depois, e apresentou-se à menina.
Os dias passaram, as semanas e os meses também, e o menino começou a ir ter com a menina e ela com ele muitas vezes. A menina gostava simplesmente de se sentar e de ouvir o menino falar. Ele falava-lhe das coisas da vida, da sensação de acordar e estar feliz simplesmente por ter acordado, do pôr do sol na praia e de ver a lua deitado na relva, contava-lhe histórias de coisas que ela nunca tinha visto e sítios a que ela nunca tinha ido, mostrava-lhe as cores e os cheiros das flores, fez com que ela aprendesse a apreciar as pequenas coisas a que ela nunca tinha dado atenção, e muitas que ela nem sequer sonhava que existissem. Ela ficava fascinada com tudo o que ele lhe dizia, aprendeu que a vida dava mais voltas do que aquelas que podíamos sequer tentar imaginar, que podia fazer tudo o que queria, bastava acreditar em si mesma. O menino fazia-a sorrir, ela passou a admirá-lo pelas suas reacções e respostas quando ela lhe contava as coisas que a afligiam, e que os seus amigos resolviam apenas com um abraço, um beijinho e um tantas vezes ouvido "vai ficar tudo bem!". A menina passou a escolher arriscar sempre, não ter medo de tomar decisões e de tomar a responsabilidade delas, se alguma coisa corresse mal. Aprendeu a rir e a chorar. Cada dia que passava, a menina chegava a casa e já não ia para a varanda pensar no que seria que lhe faltava. Ia pensar no tal menino, nesse menino que se atreveu a aparecer, a chamar a sua atenção e a fazê-la gostar dele. Porque ela gostava dele. Era por isso que ele não lhe saía da cabeça.
Quando se apercebeu disto, a menina pareceu achar impossível, impensável, gostar do menino. Mas quando ia ter com ele sentia que já não conseguia falar, e que era só naquele momento em que estavam os dois é que tudo começava a fazer algum sentido, que as suas dúvidas podiam ser esclarecidas. Falavam sobre tudo, como antes, menos deste assunto. Perante isto tudo, a menina pensou que a única solução era afastar-se. Talvez tratando o menino de maneira diferente, aquilo que sentia mudasse também. Então deixou de ir ter com o menino, tentou deixar de pensar nele, quase conseguiu. O menino pensou que ela tinha mudado, que tudo o que tinha pensado que ela era afinal tinha sido um erro, e afastou-se também da menina.
Até que depois a menina apercebeu-se que era impossível continuarem assim... Então decidiu voltar a falar com o menino e finalmente contar-lhe tudo o que a preocupava. A menina não sabia como é que o menino iria reagir. Tinha medo da sua reacção. Medo de perder o menino para sempre. Mas não podia ficar calada. O menino percebeu que a menina lhe queria contar uma coisa importante, mas não sabia ao certo o que era. Ok, sabia. Sabia, porque também ele sentia a mesma coisa. Porque também ele via a menina como única, também ele sabia que gostava da menina. E principalmente, também ele tinha dúvidas quanto à maneira de lidar com isso.
Escreveu uma frase no papel, pôs o papel no bolso e foi falar com o menino. Ela queria dar-lhe o papel mas simplesmente não teve coragem. Falaram de imensas coisas, mas nada que resolvesse o problema que tinham entra mãos. O menino duvidava que a menina valesse a pena, a menina sabia disso e lá no fundo doía. Mas ela não era capaz de lhe dizer isso. Ela também tinha dúvidas, não sabia se estava disposta a perder o menino como amigo para uma coisa da qual só tinha tido a certeza há pouco tempo. As suas dúvidas desvaneceram-se quando pôs a mão no bolso do casaco e encontrou lá o tal papel. Quanto às do menino, não podia fazer nada. Restava-lhe esperar que ele pensasse, afinal ele tinha mais que razões para ter dúvidas. Sorriu-lhe mais uma vez antes de ir embora, e sem reparar deixou caír o papel. Depois de ela já estar fora do alcance dos seus olhos, o menino pegou no papel, leu a frase e desejou que a menina estivesse ainda com ele, que lhe tivesse dado o papel e que tivesse ficado só mais um minuto que fosse. Mas agora também ele já não duvidava.

Monday, February 14, 2005

"When we laugh or we cry is together, through the rain and the stormiest weather, we're gonna still be as one it's forever... it's forever!" =)

Pelo título do post já são capazes de imaginar para quem é que isto vai ser hoje... exactamente! Ele quando vir até vai delirar...=) sim eu sei que não tenho dado aqui muita atenção, e que há sempre textos para todos e mais alguns menos para ti mas é hoje... por ser dia 14... por tu seres o namorado perfeito que eu nunca vou ter, porque vamos ficar juntos para sempre, porque eu te amo de amar e tu a mim, mais mais e para sempre.
Sabes, apesar de sermos os dois únicos bimbos que gostam da bela da música, acho que diz tudo... E ao parar para pensar e olhar para trás, ver em retrospectiva tudo aquilo que nós passámos, acho que é mesmo a mais adequada! Casinha da boneca-borracha (e uma vez que nos zangámos e tu destruíste o ursinho preto de papel chiffon!), aquelas conversas na aula com a Mary e o Pepê (o quarteto maravilha no 7º e tal...), depois aquela Britney-mania, as músicas da JLo ("all my pride is all i haveeeee!"), depois a tão dolorosa mas que já se vinha a adivinhar... a separação! Apesar de tudo, ainda houve aquele 1º período completamente irreal, aquelas coisas todas, as nossas conversas e a partir daí eu soube. Soube que eras tu que me ias ajudar, que eras tu o único que me iria perceber como dantes, que provavelmente já me conhecias bem demais, que eras capaz de prever tudo aquilo que eu iria fazer a seguir. Afinal, tu até sabias da mousse de manga!
Também sei, e acredita que é o que me custa mais, que deve doer saber tudo sobre mim. Que já te decepcionei, e que já foi mais do que uma vez. Que se eu pudesse voltava atrás e apagava todas as vezes em que te desiludi, em que ficaste triste por minha causa, em que te deixei a pensar que eu podia não valer a pena, e que o que tu lutavas por mim não tinha razão de ser. Tive medo de te perder, ainda tenho e muito! Acho que podes ter a certeza que eu te conto tudo e que conto contigo para tudo, e que podes fazer o mesmo comigo! Embora eu nunca deixe de ser a pita e que no fundo, embora não o digas, continuas sempre com medo que me aconteça alguma coisa. A mim, à tua princesinha, que gostarias que ficasse sempre assim, pequenina e guardares-me para sempre contigo, talvez numa prateleira, entre os cds da Britney e a First Season do OC. E sempre, sempre com a tshirt do Super Homem e os All Stars.
Obrigada por tudo Zé, acho que todos os "obrigados" deste mundo não eram suficientes... Tu és realmente único e insubstituível... um amigão daqueles completamente sem palavras!

Amo-te mais mais de passion para sempre mesmo.=)

Ps. Não quero cá mais depressões de S.Valentim! (acho que ele nem devia ser santo!=P)

Saturday, February 12, 2005

Gosto de ti. Cheguei a essa conclusão por me aperceber finalmente que é contigo que eu quero ficar, é a ti que eu quero, é por ti que eu tenho feito muitas coisas que sei que não faria por mais ninguém. Se é real aquilo que sinto? Não sei. Acho que no fundo, ninguém sabe bem ao certo se isto é só uma ilusão em que nos prendemos durante tempos que parecem intermináveis, que não queremos nunca que acabem mas que quando acabam, o fazem da pior maneira possível, e aí o desejar que nada tivesse acontecido é o mais comum. Será só uma ilusão? Um sonho, talvez, e eu acorde daqui a bocado com a sensação que tudo aconteceu?
Tenho medo que não dê certo quando isso é o que eu mais quero, tenho medo que não penses como eu, tenho medo de caír novamente no abismo e não conseguir saír, tenho tantas perguntas que queria saber responder, tenho uma enorme confusão na minha cabeça. Mas ao mesmo tempo, tudo faz imenso sentido para mim. As minhas incertezas justificam-se perfeitamente. Tu também deves ter as tuas, acho que nunca ninguém está 100% certo de nada. Eu queria estar, queria que tu estivesses, queria que tudo se resolvesse. Queria que fosse tudo mais fácil. Não o é, provavelmente graças a mim, e acredita que se pudesse faria de tudo para voltar atrás e não repetir nada do que fiz.
Não posso. Posso é esperar que tu chegues hoje, esperar que me digas o que tu pensas e esperar que seja o que eu penso também. Espero, apesar de ter uma coisa que me diz que vai correr tudo mal. À medida que o tempo vai passando, sinto um nó na garganta que vai aumentando, espero também que as palavras não me sufoquem como já uma vez o fizeram. As palavras... às vezes parecem demais, hoje acho que não me chegam. Isto de não se conseguir exprimir o que se sente por palavras é o pior. Só espero que hoje não me voltem a faltar, que tu sorrias e que me digas aquilo que eu quero ouvir, para eu poder finalmente acabar com estas confusões todas e ficar realmente bem. E isto tudo porque gosto de ti.

Friday, February 04, 2005

"Ask me something stupid... And I'll tell you something serious!"

Se há coisa que me irrita é plágio. E mentirosas. E gente que fala do que não sabe. E pessoas que se metem em coisas que não são chamadas e se irritam quando ouvem o que não querem. Irrita-me gente que não tem imaginação suficiente para criar um nome, uma montagem, um texto original, da sua autoria, qualquer coisa que se possa chamar verdadeiramente sua. Irritam-me indecisões. Irrita-me aquelas pessoas que dizem sempre "tanto faz" ou "escolhe tu". Irrita-me isto tudo, mas irrita-me ainda mais ficar irritada, porque devia era ter pena dessa gente.
O que estou a falar aqui não é nada mais nada menos do que uma falta de personalidade extrema e olhem queridos, se vocês não têm pena de vocês tenho eu. Porque um dia alguém se vai aperceber... Oh meu Deus estou a repetir-me não estou?! É que só me irrito por causa disto... e claro quando gozam comigo mas isso é tão frequente que já aprendi a não ligar... o truque está em RESPIRAR...=P LOL mas a sério, só lamentamos e reforçamos com o nosso adorado "temos pena" porque vocês estão assim no mais baixo da hierarquia do fetch! (como diria o Zé e eu hoje lá no nosso almoço totally fetch com as miúdas a comer papel da pizza e a Marta com aquelas coisas que estão totally low na HIERARQUIA DA COMIDA!!! Meu Deus foi só rir... sim eu sei nós somos completamente irreais... mas sei lá... eu gosto tanto de vocês e já tinha saudades monstras disto!)
Ok já acalmei.. já disse tudo o que queria... já fiquei inclusivamente mais feliz por ver que os meus amigos ORIGINAISS e ÚNICOS o são sempre!=D e eu amo-vos!
Beijão da vossa pita preferida
Aninha Brown

PS. vou estar fora uns dias... só para saberem que apesar de ficar incontactável eu continuo a gostar imenso de vocês=)
PPS. Simonsss meu amorzão eu gosto imenso de ti! Já morria de saudades da minha Bolinha de Neve=D SÓ TE AMOOOO a ti e a minha Martonazinha=P as minhas MENINASS #1 e #2! =))) eheheh BEIJÃO!*
PPPS. Mariazinha e Paixão eu sei q não tenho dado muita atenção mas este fim de semana vai ser a POTÊNCIA!=D hihihi adorovos imensooo! =)